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sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Maria Gabriela Llansol - Jornadas Llansolianas e novos livros (Sintra, 24-25 de Setembro de 2011)

 
[clicar na imagem para ver outras referências, neste blogue, a Maria Gabriela Llansol]


EUROPA EM SOBREIMPRESSÃO - LLANSOL NAS DOBRAS DA HISTÓRIA (uma edição Assírio & Alvim / Espaço Llansol) documenta exaustivamente, com ensaios, textos de M. G. Llansol (em grande parte inéditos) e muita iconografia, a exposição que esteve patente entre Março e Abril no CCB, em Lisboa. Do texto de Llansol que abre este volume que ficará certamente como um marco importante na bibliografia llansoliana, extraímos um parágrafo de inegável actualidade:

«A transparência e o absoluto não são lugares para o homem. Era preciso dar-lhe o toque para que se lançasse na grande viagem a que todos aspiravam. O grande êxodo da liberdade de consciência. Eu sempre soube que a razão não serve para ver. Esse, o equívoco da nossa aliança que transformou a liberdade de consciência em conquista, que fez de cada ponto de apoio no território uma fronteira a delimitar espaços de exploração; cada diferença que encontrava, uma exclusão. E o mundo tornou-se como a razão o escreveu: veloz, exponencial, crítico, memória acumulada de despossessão. […] Em dois séculos, deu ao homem o maior abanão de que há memória. Fê-lo sair da crença. Mas, com as extraordinárias resistências que se acumularam nesse confronto, nem a razão sabe agora o caminho para diante, nem a crença poderá jamais abrir o caminho de retorno…»

Todas as informações sobre as Jornadas Llansolianas e sobre os lançamentos de novos livros de Maria Gabriela Lansol podem ser encontradas no

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Novo livro de Maria Gabriela Llansol — Lançamento

Por ocasião das «Primeiras Jornadas Llansolianas de Sintra», temos o prazer de anunciar, já para o próximo Sábado dia 3 de Outubro, o lançamento do livro Uma Data em Cada Mão — Livro de Horas I de Maria Gabriela Llansol, pelas 17h30 na sala Vergílio Ferreira da Biblioteca Municipal de Sintra. Este lançamento será um dos pontos altos destas «Primeiras Jornadas Llansolianas de Sintra», que decorrerão durante todo o próximo fim-de-semana com o mote «Maria Gabriela Llansol: o vivo, o novo, o actual».

O tema destas primeiras Jornadas, que se realizarão anualmente ao abrigo de um protocolo assinado com a Câmara Municipal de Sintra, pretende pôr em evidência aspectos de actualidade na Obra de Maria Gabriela Llansol, entendendo-se por esse conceito tudo o que, no contexto literário, cultural e civilizacional de hoje, possa ser visto nessa Obra como actuante, singular e vivo.

«Actuais» poderão, assim, ser neste Texto, quer os caminhos que ele partilha com o pensamento e a praxis deste nosso tempo, quer os valores que ele propõe e que hoje foram secundarizados ou soterrados.

Para obter informações sempre actualizadas sobre o programa, visite o blogue do Espaço Llansol.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

«Europa em Sobreimpressão - Llansol e as dobras da história»

978-972-37-1607-8
Europa em Sobreimpressão — Llansol e as dobras da história documenta exaustivamente, com ensaios, textos de Maria Gabriela Llansol (em grande parte inéditos) e muita iconografia, a exposição que esteve patente entre Março e Abril no CCB, em Lisboa. Do texto de Llansol que abre este volume e que ficará certamente como um marco importante na bibliografia llansoliana, extraímos um parágrafo de inegável actualidade:

«A transparência e o absoluto não são lugares para o homem. Era preciso dar-lhe o toque para que se lançasse na grande viagem a que todos aspiravam. O grande êxodo da liberdade de consciência. Eu sempre soube que a razão não serve para ver. Esse, o equívoco da nossa aliança que transformou a liberdade de consciência em conquista, que fez de cada ponto de apoio no território uma fronteira a delimitar espaços de exploração; cada diferença que encontrava, uma exclusão. E o mundo tornou-se como a razão o escreveu: veloz, exponencial, crítico, memória acumulada de despossessão. […] Em dois séculos, deu ao homem o maior abanão de que há memória. Fê-lo sair da crença. Mas, com as extraordinárias resistências que se acumularam nesse confronto, nem a razão sabe agora o caminho para diante, nem a crença poderá jamais abrir o caminho de retorno…»

Textos de António Guerreiro, Cristiana Vasconcelos Rodrigues, Friedrich Hölderlin, Hadewijch de Antuérpia, Ibn ‘Arabî, João Barrento, João da Cruz, José Augusto Mourão, José Manuel Durão Barroso, Maria de Lourdes Soares, Maria Etelvina Santos, Maria Gabriela Llansol, Mestre Eckhart, Silvina Rodrigues Lopes, Thomas Müntzer

1 DVD com quatro filmes de Daniel Ribeiro Duarte
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segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Maria Gabriela Llansol - aniversário

Maria Gabriela Llansol faria hoje anos. Apesar de já não estar entre nós, continuamos a ter a companhia da sua obra e da sua memória, carinhosamente conservadas pelo seu grupo de amigos, seguidores e leitores, o Espaço Llansol.
Hoje, este espaço realiza uma sessão evocativa da figura humana e dimensão literária de Llansol, na Biblioteca Municipal de Sintra (Casa Mantero), pelas 18 horas.
Llansol na Bélgica, anos 70
(retirado daqui)

segunda-feira, 2 de março de 2009

Maria Gabriela Llansol um Ano Depois da sua Passagem

 O Espaço Llansol e a Assírio & Alvim têm o prazer de o/a convidar para uma sessão de evocação dedicada a Maria Gabriela Llansol. Terça-feira, 3 de Março 2009, às 18h30 na Galeria da Livraria Assírio & Alvim (Rua Passos Manuel, 67-B, à Estefânia). 

Intervenções de João Barrento (O Jardim que a Ausência Permite) e Maria Etelvina Santos («Qual o poder do corpo de afectos?»); e ainda a leitura de fragmentos inéditos dos cadernos do espólio e a projecção da montagem fotográfica «Um Lugar e um Legado».

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Maria Gabriela Llansol — Lançamento

(clique na imagem para a aumentar)

O Espaço Llansol e a Assírio & Alvim convidam-no(a) para o lançamento do livro Numerosas Linhas — Livro de Horas III (Jodoigne-Herbais, 1979-1980), de Maria Gabriela Llansol, que decorrerá no próximo sábado, dia 12 de outubro, pelas 16:30, no Palácio Valenças, em Sintra, no decurso das Quintas Jornadas Llansolianas de Sintra. A apresentação estará a cargo de Paula Morão, professora da Faculdade de Letras de Lisboa. Contamos com a sua presença.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

OS CANTORES DE LEITURA de MARIA GABRIELA LLANSOL POESIA E CONTOS | LEITURAS ENCENADAS


"A Casa da Saudação", Fotografia de Augusto Joaquim © Espaço Llansol


15 JAN ÀS 19H NO SALÃO NOBRE DO TNDM II § ENTRADA LIVRE

A leitura, a escrita, a casa e o espaço que habitamos representam os temas escolhidos para a seleção que agora se apresenta de "Os Cantores de leitura", último livro de Maria Gabriela Llansol. Foram estes e poderiam ser outros tantos, pois este livro reescreve cada um dos livros anteriores.

Como escreveu Eduardo Prado Coelho, à memória de quem é dedicado este livro, "é a escrita em estado puro (…) no sentido em que a escrita pode ser tentativa de surpreender o que silenciosamente se retira do ruído das palavras em que nos movemos. Machado que tem por função quebrar o mar gelado que há em nós – para usar e belíssima e inultrapassável expressão de Kafka. (…).”

seleção de textos Margarida Lages 
coordenação da leitura Paulo Lages
com Guilherme Filipe e Paulo Lages

Mais informações aqui.


terça-feira, 17 de junho de 2008

Etty Hillesum por Maria Gabriela Llansol

26

Dentro de um ovo havia um sonho
Que era a sua gema. Numa manhã de vento,
Correndo através dela uma doce brisa, o ovo
Foi depositado na janela de uma judia,
Cujo nome não se encontra nomeado
Nem no Primeiro, nem no Segundo Testamentos.
Estava-se em Amsterdão, em 1935. À memória
De Etty Hillesum.

(Maria Gabriela Llansol,
O Começo de um Livro é Precioso
,
Assírio & Alvim 2003)

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

«Um Arco Singular»

«_____________ a primeira imagem do Diário não é, para mim, o repouso na vida quotidiana, mas uma constelação de imagens, caminhando todas as constelações umas sobre as outras. Qualquer aprendiz imagético, quando sobe ao meu quarto e atravessa o meu escritório, tem o sentimento de que “um belo lixo de imagens se criou aqui”. Se for menos inocente dirá: “que belo luxo de imagens”. Eu diria: aqui está a raiz de qualquer livro.»


«[…]
Uma palavra ainda sobre o título encontrado para este segundo volume: o “arco singular” que nele se traça (sugerido pela leitura de Rilke) é múltiplo, e será decisivo para o resto da vida e da escrita de Maria Gabriela Llansol. Esse arco vai do entusiasmo inicial da experiência cooperativa de trabalho e ensino à desilusão final dessa vivência, tão típica de uma época de ideais alternativos e de contradições. É o arco da tensão crescente entre as imposições da sobrevivência e a “sobrevida” que só a escrita demais dois livros pode trazer, os que ocupam grande parte destes cadernos e deste período (A Restante Vida e Na Casa de Julho e Agosto). É o arco que vai da matéria medieval, e fascinante, do universo de beguinas, cátaros, gnósticos e alquimistas à descoberta da escrita e da existência de outras mulheres, escritoras do mesmo século XX, e grandes revelações, como Virginia Woolf e Katherine Mansfield. É, em termos de quotidiano estrito, o arco que vai da saída de Lovaina e do seu mundo mais cosmopolita à aparente felicidade da vida mais tranquila na casa de Jodoigne (que evoca vagamente a da infância, e por isso é objecto de tanta atenção) e ao anúncio da saída para o isolamento ainda maior de Herbais, que proporcionará finalmente uma existência quase exclusivamente preenchida pela escrita. O “arco singular” que este livro dá a ver é, enfim, o de uma linha parabólica sempre bidireccional e tensa, com um vórtice em cima e outro em baixo, entre os quais se desenrola o percurso de um ser de escrita que, como dirão mais tarde as últimas palavras de O Senhor de Herbais, sendo como poucos singular, nunca seria “uma singularidade vã”.»

João Barrento e Maria Etelvina Santos, na «Introdução»


Brevemente na sua livaria
Selecção, Transcrição, Introdução e Notas: João Barrento e Maria Etelvina Santos
Colecção: Arrábido 8 / Formato e acabamento: 14,5 x 20,5 cm, edição brochada / 288 páginas
ISBN: 978-972-37-1544-6 / PVP: 18,00

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Maria Gabriela Llansol nasceu há 80 anos


{24 de Novembro de 1931 - 3 de Março de 2008}



   «Volto ao dia 26, sábado, dia em que celebrei o meu aniversário - 24 de Novembro. A. e eu tínhamos combinado uma conversa para o almoço. Nem absolutamente necessária, nem absolutamente desnecessária.
[...]
   trabalho e escrevo. Na minha mocidade poderia ter aprendido a coser, a fazer vestidos. Não aprendi. Escrever era talvez preferível. No plano de outra ordenação das coisas, seria talvez o mesmo.»


Maria Gabiela Llansol, "27 de Novembro de 1977, domingo", Um Arco Singular - Livro de Horas II.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Segundas Jornadas Llansolianas de Sintra

(clique na imagem para a aumentar)

Começam no próximo fim-de-semana as segundas Jornadas Llansolianas de Sintra, este ano centradas no livro O Jogo da Liberdade da Alma, com participações de França, da Suíça, do Brasil e de Portugal, lançamento de dois novos livros, projecção de um documentário, um recital comentado, exposição de manuscritos e desenhos de Maria Gabriela Llansol e leitura de inéditos pelo actor Diogo Dória.
A entrada para o palco do Grande Auditório do Centro Cultural Olga Cadaval, onde tudo se desenrolará, é livre. Esperamos por todos os interessados, legentes e curiosos, no sábado, 25 (à tarde) e no domingo 26 de Setembro (todo o dia), altura em que se lançará o segundo volume do «Livro de Horas» de M. G. Llansol, que será comentado por José Manuel de Vasconcelos. Todo o programa pode ser consultado aqui.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Maria Gabriela Llansol § 24-11-1931 / 03-03-2008

24

A narradora olha o tempo que está caindo às
Águas em fragmentos. Cada presença recordante
Oscila nelas a caminho. Seu sonho é uma escrita
Nomeante que adiante. «Nada de seguro», se assim
Quiser chamar-se o Tempo. Se tivesse sido ela a
Redigir o Génesis, em vez dos padres de Jerusalém,
Teria prestado a Iavé um outro impulso para a
Criação. «E Iavé disse ao homem: “Tirei-te do barro.
Dotei-te de escrita abundante e de palavra rara.”»










segunda-feira, 11 de maio de 2009

Livros do Dia 11 de Maio de 2009

Hoje, segunda-feira, das 12:30 às 21:30
Poesia
Luiza Neto Jorge
Os Cantores de Leitura
Maria Gabriela Llansol
A Árvore em Portugal
Francisco Caldeira Cabral / Gonçalo Ribeiro Telles
Poesia dos Outros Eus
Fernando Pessoa