quinta-feira, 30 de abril de 2009
quarta-feira, 29 de abril de 2009
segunda-feira, 27 de abril de 2009
Maria Jorge Vilar de Figueiredo § 11/01/1942 - 27/04/2009
Sentar-me a uma mesa desconhecida.
Dormir numa cama estranha.
Sentir a praça já vazia
encher-se numa terna despedida.
in Sandro Penna; No Brando Rumor da Vida. Tradução de Maria Jorge Vilar de Figueiredo
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Obituário
sexta-feira, 24 de abril de 2009
quarta-feira, 22 de abril de 2009
23 de Abril — Dia Mundial do Livro
Para celebrar o Dia Mundial do Livro visite a nossa livraria na Rua Passos Manuel e adquira livros com 50% de desconto* sobre o preço de catálogo. Visite-nos!
Rua Passos Manuel 67-B, 1150-258 Lisboa § das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 19h00.
*Promoção válida apenas para os livros da Assírio & Alvim editados há mais de 18 meses, ao abrigo da Lei do Preço Fixo, durante o Dia Mundial do Livro. Esta promoção decorrerá unicamente na livraria Assírio & Alvim da Rua Passos Manuel.
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Dia Mundial do Livro
sexta-feira, 17 de abril de 2009
A LUZ DO MUNDO
A borboleta dança com as nuvens. O esquilo foge, gentil, para dentro
da árvore. O monge pendura a harpa no cipreste. O cavalo bebe, num rio
de névoa, a lua.
Mário Rui de Oliveira [Joane, 17 de Abril de 1973], O Vento da Noite
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quarta-feira, 15 de abril de 2009
Leonardo da Vinci § 15/04/1452 — 02/05/1519
Do escrever cartas de um país para outro
Falar-se-ão os homens de remotíssimos países um do outro, e responder-se-ão. [At., 145 r.a]
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segunda-feira, 13 de abril de 2009
História do Sábio Fechado na sua Biblioteca — Lançamento
A Assírio & Alvim convida-o(a) a assistir ao lançamento do mais recente livro infantil de Manuel António Pina — História do Sábio Fechado na sua Biblioteca —, com ilustrações de Ilda David'.
Amanhã, terça-feira dia 14 de Abril de 2009, pelas 18h30, na Livraria da Assírio & Alvim, na Rua Passos Manuel, 67-B, em Lisboa, com a presença dos autores e a apresentação a cargo de João Botelho. As ilustrações estarão expostas na nossa galeria. Não falte!
sábado, 11 de abril de 2009
Visita na Prisão ou O Último Sermão de António Vieira
Aqui fica o convite para assistir, no próximo dia 14 de Abril, terça-feira, pelas 18h30, à leitura encenada da peça teatral VISITA NA PRISÃO ou O ÚLTIMO SERMÃO DE ANTÓNIO VIEIRA, de Armando Nascimento Rosa, que terá lugar no Salão Nobre do Teatro Nacional D. Maria II, numa sessão com entrada livre que assinala, em simultâneo, o lançamento da peça em livro, numa edição da Assírio & Alvim.
A leitura será dirigida por Álvaro Correia e integra o seguinte elenco de actores: António Fonseca, Fernando Nobre, João Grosso, José Neves, Manuel Coelho, Mia Farr, e Rosário Gonzaga.
Visita na Prisão ou O Último Sermão de António Vieira efabula em teatro as derradeiras horas de vida de António José da Silva; o dramaturgo judeu luso-brasileiro, morto em auto-de-fé a 19 de Outubro de 1739, frente ao Tejo. Grande parte da acção da peça decorre numa cela da prisão dos Estaus, ao Rossio, lugar físico onde hoje se ergue o Teatro Nacional D. Maria II. António José recebe no cárcere a mais surpreendente das visitas: o fantasma do Padre António Vieira, que surge incumbido pela missão impossível de evitar o seu assassinato.
O estigma histórico de se haver morto e queimado em Lisboa o mais original dramaturgo português setecentista é uma herança de trevas que continua a ser necessário exorcizar. Para isso, importa trazê-la à luz contemporânea do teatro, tempo e lugar de actualização terapêutica da memória cultural que é também, como o enunciou Walter Benjamin, memória de barbárie.
Visita na Prisão ou O último sermão de António Vieira foi Menção Honrosa na 2ª edição do Prémio Luso-Brasileiro de Dramaturgia António José da Silva, tendo sido distinguida com o Prémio Albufeira de Literatura 2008 (instituído pelo Município de Albufeira em colaboração com a Associação Portuguesa de Escritores).
Armando Nascimento Rosa (Évora, 1966) é um dos dramaturgos portugueses vivos mais representados, desde a sua estreia cénica no Centro Cultural de Belém, com Lianor no país sem pilhas, encenada por João Mota, obra distinguida com o Prémio Revelação Ribeiro da Fonte, em 2000. De entre as suas peças encenadas e/ou publicadas, contam-se títulos como: Antígona gelada (2008); Cabaré de Ofélia (2007); O eunuco de Inês de Castro (2006); Maria de Magdala (2005); O túnel dos ratos (2004); Um Édipo (2003); Audição – com Daisy ao vivo no Odre Marítimo (2002); e Espera Apócrifa (2000). Várias peças suas estão traduzidas e publicadas em livro em inglês e em castelhano e foram alvo de encenação e/ou leitura encenada em Madrid, Londres, Nova Iorque, e Zurique.
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quinta-feira, 9 de abril de 2009
quarta-feira, 8 de abril de 2009
Mulher e Arma com Guitarra Espanhola
Maynard desfaz mitos com o mesmo escrúpulo com que dispara.
Matt West
Este Matt West nunca existiu. É apenas mais uma das invenções de Dinis Machado para ajudar a vender o cámone, e seu irmão gémeo, Dennis McShade. Contudo, e apesar desta credibilidade acrescida de um suposto crítico estrangeiro, a censura estranhou o assunto e a linguagem deste Mulher e Arma Com Guitarra Espanhola. E foi preciso convencer, com um fabuloso passe de peito, o senhor Major da Censura Prévia que este era o último livro que tinham traduzido de um incomum autor americano de policiais de bolso. Aquele, parecendo levar à letra o culto sistemático do absurdo de que fala Dinis Machado na nota de editor introdutória, acreditou nesta improvisada patranha e o livro lá saiu sem rasuras nem cortes.
Passava-se isto em 1968 e Dinis Machado, então director da colecção Rififi, não se coibiu de teorizar, na tal nota de editor – não falso, mas neste caso em causa própria – sobre este grande género menor que é o policial negro: As mortas e respeitáveis receitas são isso mesmo: mortas e estimáveis.
Como se, inconsciente mas muito determinado, Dinis Machado soubesse que, se os dois primeiros eram o prelúdio do monumental O Que Diz Molero, este Mulher e Arma Com Guitarra Espanhola seria a preparação para o seu ainda inédito testamento literário – o perturbante e visceral Blackpot. Pequeno grande livro do grande Dennis McShade que a Assírio & Alvim em breve publicará. Para gaúdio dos grandes leitores de todas as literaturas menores.
«(...) tudo escurecia dentro de mim, as palavras eram escuras, havia um movimento de escuridão à minha volta, e depois pensei na palavra poço, e já não havia água nesta palavra, e as bolas de bilhar pararam dentro de mim, e já não havia sangue nem som, apenas a parede que se aproximava, que crescia sobre mim. A minha nuca escureceu e fui engolido pela parede.»
(Dos pesadelos maynardianos)
Primeiro capítulo disponível aqui.
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segunda-feira, 6 de abril de 2009
sábado, 4 de abril de 2009
sexta-feira, 3 de abril de 2009
quinta-feira, 2 de abril de 2009
Miguel Branco
A ADIAC, a Assírio & Alvim e a Galeria Presença
têm o prazer de convidar para o lançamento do livro:
Miguel Branco
Sexta-feira 3 de Abril 19h na Galeria Presença
Rua Miguel Bombarda, 570, Porto
quarta-feira, 1 de abril de 2009
Nikolai Gógol § 1809-2009
«O que é um facto é que o comprido e sensível nariz de Gogol descobriu novos odores na literatura (que conduziam a um novo frisson). Como diz o provérbio russo "o homem que tem o nariz mais comprido vê mais longe"; e Gogol via com as narinas. O órgão que nas suas obras juvenis era apenas um acessório carnavalesco encontrado nessa loja de adereços baratos chamada "folclore", revelou-se, no auge do seu génio, o seu mais importante aliado. Quando ele próprio destruiu esse génio ao tentar tornar-se pregador, perdeu o nariz, tal como Kovalev (em O Nariz).»
in Nikolai Gogol, de Vladimir Nabokov. Edição Assírio & Alvim.
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