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domingo, 1 de janeiro de 2012

Bom Ano!

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Diário Assírio & Alvim 2012

978-972-37-1611-5
Propostas, fragmentos para reter a passagem do olhar. Pretextos para desvendar o que os dias têm de efémero, onde somos visitas e viajantes. A imaginação exige espaço, o passo demorado que se alonga, procurando atrasar a passagem do tempo. Hoje uma sugestão, depois outra. Poder voltar atrás, sempre que se quiser.

sábado, 1 de janeiro de 2011

Bom Ano!



«[...] não é bom começar um ano a repisar desgraças e muito menos a antevê-las.»

João Bénard da Costa, Crónicas: Imagens Proféticas e Outras, 2º vol., A&A, 2010.

BOM ANO DE 2011!

sábado, 4 de outubro de 2008

Reedição

Não se trata de uma novidade, mas da reedição de um livro que, editado em Abril deste ano, foi generosamente abraçado pelo público e pela crítica: Diário 1941-1943, de Etty Hillesum (novamente disponível nas livrarias a partir de dia 9 de Outubro).

Diário 1941-1942, Etty Hillesum
Tradução: Maria Leonor Raven-Gomes




Edição brochada (352 pp)
Classificação: Diário; Religião; Holocausto
Colecção: Teofanias
22 €

«Foi novamente como se a Vida, com todos os seus segredos, estivesse próxima de mim, como se eu a pudesse tocar… E ali sentia-me imensamente segura e protegida. E pensei: "Como isto é estranho. É guerra. Há campos de concentração. Pequenas crueldades amontoam-se por cima de pequenas crueldades. Quando caminho pelas ruas, sei que, em muitas das casas por onde passo, há ali um filho preso, e ali um pai refém, e ali têm de suportar a condenação à morte de um rapaz de dezoito anos." E estas ruas e casas ficam perto da minha própria casa.
Sei do grande sofrimento humano que se vai acumulando, sei das perseguições e da opressão… Sei de tudo isso e continuo a enfrentar cada pedaço de realidade que se me impõe. E num momento inesperado, abandonada a mim própria — encontro-me de repente encostada ao peito nu da Vida e os braços dela são muito macios e envolvem-me, e nem sequer consigo descrever o bater do seu coração: tão fiel como se nunca mais findasse…»

A 9 de Março de 1941, quando Esther (Etty) Hillesum começou a escrever, no primeiro dos oito cadernos de papel quadriculado, o texto que viria a ser o seu Diário, estava-se longe de pensar que começava aí uma das aventuras literárias e espirituais mais significativas do século. Ela tinha vinte e sete anos de idade e morreria sem ter feito trinta.

A 30 de Novembro de 1943, a Cruz Vermelha comunicou a sua morte em Auschwitz.