quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Mário Cesariny — 09/08/1923 § 26/11/200





O POETA CHORAVA…

O poeta chorava
o poeta buscava-se todo
o poeta andava de pensão em pensão
comia mal tinha diarreias extenuantes
mas buscava uma estrela (talvez a salvação?)
O poeta era sinceríssimo honesto total
raras vezes tomava o eléctrico
em podendo
voltava
não podendo
ver-se-ia
tudo mais ou menos
a cair de vergonha
mais ou menos
como os ladrões

E agora o poeta começou por rir
rir de vós ó manutensores
da afanosa ordem capitalista
depois comprou jornais foi para casa leu tudo
quando chegou à página dos anúncios
o poeta teve um vómito que lhe estragou
as únicas que ainda tinha
e pôs-se a rir do logro, é um tanto sinistro,
mas é inevitável, é um bem, é uma dádiva.

Tirai-lhe agora os versos que ele mesmo despreza,
negai-lhe o amor que ele mesmo abandona,
caçai-o entre a multidão.
Subsistirá. É pior do que isso.
Prendei-o. Viverá de tal forma
que as próprias grades farão causa com ele.
E matá-lo não é solução.
O poeta
O Poeta
O POETA
destrói-vos

in «Nobilíssima Visão»

quarta-feira, 11 de julho de 2012

A Obra de Eugénio de Andrade, em breve, na Assírio & Alvim…


OS AMANTES SEM DINHEIRO

Tinham o rosto aberto a quem passava.
Tinham lendas e mitos
e frio no coração.
Tinham jardins onde a lua passeava
de mãos dadas com a água
e um anjo de pedra por irmão.

Tinham como toda a gente
o milagre de cada dia
escorrendo pelos telhados;
e olhos de oiro
onde ardiam
os sonhos mais tresmalhados.

Tinham fome e sede como os bichos,
e silêncio
à roda dos seus passos.
Mas a cada gesto que faziam
um pássaro nascia dos seus dedos
e deslumbrado penetrava nos espaços.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Morreu Gerrit Komrij

Comunicado de imprensa da sua editora neerlandesa — De Bezige Bij


Também em nome da família, a editora neerlandesa De Bezige Bij informa que Gerrit Komrij faleceu ontem à noite, em Amesterdão, após um curto período de hospitalização.

Com ele perdemos um importante poeta, um autor e tradutor multifacetado, um grande estilista, um polemista mordaz e, sobretudo, um amigo querido. Gerrit Komrij foi um inspirador para gerações de poetas, escritores e jovens conquistadores dos céus, e continuará a sê-lo.

Gerrit Komrij (Winterswijk, Países Baixos, 30 de março de 1944) estreou-se em 1968 com o volume de poesia Maagdenburgse halve bollen en andere gedichten (Hemisférios de Magdeburgo e Outros Poemas), que atraiu logo a atenção pela poesia contra a corrente, rimada em formas fixas e um humor absurdista. Komrij manter-se-ia sempre fiel ao ofício de poeta. No total, publicou uma boa dúzia de livros de poesia, reunida em Alle gedichten tot gisteren (Todos os Poemas até Ontem, 2004). Em português, foi publicada a antologia poética Contrabando (Assísiro & Alvim, 2005). Sobre a secretária em Portugal deixou o volume Boemerang (Bumerangue), pronto para uma última revisão. O livro será publicado postumamente, neste outono.

Foi um crítico e colunista ímpar, compilador de antologias ‘definitivas’ de poesia neerlandesa e sul-africana, um tradutor produtivo (da obra dramática de Shakespeare, por exemplo) e autor de teatro, ensaio e romances.

Durante o ano de 1976, Gerrit Komrij foi um crítico impiedoso de televisão para o jornal NRC Handelsblad; as controversas críticas foram reunidas, em 1977, em Horen, zien en zwijgen (Ouvir, ver e calar). Enquanto crítico literário sentia afinidade com o espírito da época, de procura da verdade e sarcasmo. Nas décadas de setenta e oitenta, ganhou sobretudo fama como ensaísta, não se esquivando de qualquer tema que fosse, desde o feminismo à arquitetura. Também aqui, o seu estilo mordaz mostrou-se a sua arma mais importante. Os ensaios foram reunidos em, entre outros títulos, Heremijntijd (Minha Nossa, 1978), Papieren tijgers (Tigres de Papel, 1978), Averechts (Avesso, 1980), Het boze oog (O Mau Olhado, 1983), Humeuren en temperamenten (Humores e Temperamentos, 1989), Met het bloed dat drukinkt heet (Com o Sangue chamado Tinta, 1991), Morgen heten we allemaal Ali (Amanhã, todos nos chamamos Ali, 2010) e Kunstwonderen (Milagres Artificiais, 2011).

Em 1980, publicou o primeiro romance (autobiográfico), Verwoest Arcadië (Arcádia Destruída). Seguiram-se os romances Over de bergen (Atrás dos Montes, 1990; trad. portuguesa ASA, 1997), Dubbelster (Estrela Dupla, 1993), De klopgeest (O Poltergeist, 2001), Hercules (Hércules, 2004) e De loopjongen (O Moço de Recados, 2012).

Extremamente bem conseguidas e influentes foram as suas colossais antologias poéticas, nomeadamente De Nederlandse poëzie van de 19de en 20ste eeuw in duizend en enige gedichten (A Poesia Neerlandesa dos Séculos XIX e XX em mil e um poemas, 1979) e De 21ste eeuw in 185 gedichten (O Século XXI em 185 poemas, 2010). Hilariante é a sua antologia caprichosa Kakafonie. Encyclopedie van de stront (Cacafonia. Enciclopédia da Merda, 2006).

Komrij ganhou muitos prémios, entre os quais o prémio nacional P.C. Hooft 1993 pelos seus ensaios e o Mocho Dourado (Gouden Uil) 1999 pelo volume de ensaios poéticos In Liefde Bloeyende (Florescendo em Amor). Em 2000, foi-lhe concedido o doutoramento honoris causa da Universidade de Leiden.

De 2000 a 2004, foi o primeiro poeta laureado neerlandês, papel que desempenhou com muito brilho.

Gerrit Komrij viveu em Amesterdão até 1984, ano em que se mudou para Portugal, que evocou magistralmente em Een zakenlunch in Sintra (Um Almoço de Negócios em Sintra, ed. portuguesa ASA, 1999), Atrás dos Montes e Vila Pouca (2008), título nomeado para o prémio Gouden Uil 2009.

Durante décadas, Gerrit Komrij conseguiu, com a sua alegria desenfreada e perspicácia, criar movimento na paisagem literária. Ajudou a mudá-la e agora partiu dela. ‘De papel sois e a papel voltareis.’ (De: Da Capo, Morgen heten we allemaal Ali).


TUDO CONTINUA

Aí se erguia uma parede em que toquei.
A parede foi demolida. O entulho
Serviu mais adiante de fundamento.
Uma árvore plantei no meu jardim.

Que foi asfaltado. A cinco metros
De fundo, a raiz contém-se, amuada.
Meio milénio se preciso. Um dia
Chega a Marte a pneumónica porque tossi.

Houve um amigo a quem escrevia,
Uma rocha onde gravei o meu nome.
Somos parte de tudo enquanto vivemos
E tudo continua quando morremos.

(de: Luchtspiegelingen [Miragens], 2001)

Amesterdão, 6 de julho de 2012
Editora De Bezige Bij

Francien Schuursma, Diretora Comunicação e Gestão de Autores
(tradução Arie Pos/Fernando Venâncio)

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Gerrit Komrij § 1944-2012




A TERCEIRA PAISAGEM

Quando num tacho em varanda abrigada
Floria o aloendro, era uma festa.
Agora que tens ao sol do Sul morada,
De plátano e carvalho o sonho resta.

Com a ventura, assim, sempre a fugir,
Andar de cá para lá fez-se preciso,
Que as árvores todas poder reunir
Só num local chamado paraíso —

O sítio onde estarias deslocado.
Porque pousar um pé que fosse aí
Era o fim da cantiga mais certeiro.

Antes assim. Sem o carvalho em ti,
Escapava-te o milagre do pinheiro:
Ter numa agulha a folha por inteiro.

in «Contrabando — uma antologia poética», tradução do neerlandês de Fernando Venâncio

terça-feira, 3 de julho de 2012

Franz Kafka § 03-07-1883 | 03-06-1924

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A Assírio & Alvim celebra o  aniversário de Kafka com a publicação de «Os Contos, 2.º Volume — textos não publicados em vida do autor», traduzido do alemão por José Maria Vieira Mendes, Manuel Resende, Teresa Seruya e Álvaro Gonçalves, este último também responsável pela coordenação, selecção, introdução, notas e cronologia. Um livro que estará disponível nas livrarias ainda durante o mês de Julho: Kafka publicou apenas sete pequenos livros, todos incluídos n’Os Contos – 1.º volume – textos publicados em vida do autor. Paralelamente escreveu dezenas de contos, uns, mais ou menos «completos», outros, fragmentários, outros ainda em versão de esboço. O volume que aqui se apresenta traça um limite na selecção de textos que recai no ano de ruptura de 1917, marcado pelo diagnóstico da doença pulmonar de Kafka, que o obriga a uma longa estada no campo (do Outono de 1917 até à Primavera de 1918), na localidade histórica de Zürau, numa quinta de sua irmã Ottla, e que representa uma viragem na sua produção literária.

Franz Kafka nasceu em 1883 em Praga, de uma família pertencente à pequena burguesia judia de expressão alemã. Frequentou o liceu alemão e posteriormente a Universidade Alemã de Praga, onde terminou os estudos jurídicos, obtendo o título de Doutor em Direito, em 1906. Começou a escrever os primeiros textos em 1907, enquanto trabalhava como assessor jurídico em companhias de seguros, onde ficou até à sua aposentação por motivos de doença. Em 1917 sofreu os primeiros sintomas de uma tuberculose de que viria a falecer a 3 de Junho de 1924.





quarta-feira, 27 de junho de 2012

Lançamento do livro «Assim Seus Olhos», de Pedro Strecht

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A Assírio & Alvim convida-o(a) para o lançamento do livro «Assim Seus Olhos — O lugar da esperança no futuro das crianças e dos adolescentes», de Pedro Strecht, que terá lugar no próximo dia 30 de junho, sábado, pelas 18:30, na Livraria Assírio & Alvim | Chiado*.

Este lançamento contará com a participação de Ana Vieira de Almeida, António Marques e Miguel Manso e ainda com as crianças da sala dos 5 anos da Cooperativa A Torre. Contamos também com a sua presença!

*Pátio Siza — Entrada pela Rua Garrett, 10
ou pela Rua do Carmo, 29, Lisboa

terça-feira, 26 de junho de 2012

Um País Que Sonha no Instituto Cervantes



Com excepção da poesia brasileira, a lírica latino-americana é pouco conhecida em Portugal. Não abundam as traduções e as antologias são inexistentes. Com esta edição, a Colômbia é o primeiro país da América Hispânica que apresenta um conjunto significativo dos seus poetas ao público lusitano. Sessenta e seis autores nascidos entre 1865 e 1965, na tradução do poeta Nuno Júdice.

Apresentação, no próximo dia 28 de junho, pelas 18h30, no Instituto Cervantes, em Lisboa. Estarão presentes Lauren Mendinueta, responsável pela organização deste livro, e Nuno Júdice.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

«De Amore», de Armando Silva Carvalho § Lançamento

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Amanhã, pelas 19h00, assista ao lançamento de «De Amore», de Armando Silva Carvalho. Na Livraria Assírio & Alvim | Chiado*, com apresentação a cargo de José Manuel de Vasconcelos.


*Pátio Siza — Entrada pela Rua Garrett, 10 ou pela Rua do Carmo, 29. Lisboa

segunda-feira, 18 de junho de 2012

A não perder!

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É já na próxima quarta-feira, dia 20 de junho, pelas 18:30, o lançamento de três importantes livros de Fernando Pessoa: O Mendigo e Outro Contos,Histórias de um Raciocinador e o ensaio «História Policial», e Cartas de Amor de Fernando Pessoa e Ofélia Queiroz.

No final da apresentação, que estará a cargo de Richard Zenith, Ana Maria Freitas e Manuela Parreira da Silva, serão lidas algumas cartas de Fernando Pessoa e Ofélia Queiroz pelos atores Luciana Ribeiro e Jorge Albuquerque.

Esta sessão terá lugar na Casa Fernando Pessoa, em Lisboa.

Contamos consigo!


quarta-feira, 13 de junho de 2012

FERNANDO PESSOA | 13/06/1888 - 30/11/1935



415.

As figuras imaginárias têm mais relevo e verdade que as reais.

O meu mundo imaginário foi sempre o único mundo verdadeiro para mim. Nunca tive amores tão reais, tão cheios de verve, de sangue e de vida como os que tive com figuras que eu próprio criei. Que leais! Tenho saudades deles porque, como os outros, passam...

Bernardo Soares, in «Livro do Desassossego» (edição de Richard Zenith).

terça-feira, 5 de junho de 2012

Federico García Lorca § 05/06/1898 — 19/08/1936



sexta-feira, 1 de junho de 2012

Ler Mais Ler Melhor § 3ª edição do Grande Prémio de Ensaio Eduardo Prado Coelho


quinta-feira, 31 de maio de 2012

Walt Whitman § 31/05/1819 — 26/03/1892


terça-feira, 15 de maio de 2012

Já nas livrarias


Estão reunidos neste volume alguns contos de Fernando Pessoa, uma parte apenas da vasta prosa ficcional que o autor nos deixou. Contos filosóficos, ou intelectuais como Pessoa chegou a chamar-lhes, contos paradoxais quando as situações que apresentam contrariam o senso comum, contos em jeito de fábula, com uma moralidade final e ainda outros. Todos eles parte integrante do universo pessoano. Há diálogos filosóficos com enigmáticos mestres que assumem diferentes rostos de conto para conto — o mendigo, o eremita, o bêbado – transmitindo as suas máximas a quem os encontra no caminho. Um caminho iniciático até uma diferente dimensão, percorrido pelo peregrino do conto com o mesmo nome, que segue a estrada até ao fim impelido pelas palavras de um homem de preto. Outro tipo de diálogo é aquele que se desenvolve entre o marinheiro e quem o encontra, de madrugada, no Cais das Colunas, local de onde se avista uma outra margem. Estas narrativas, até aqui inéditas ou pouco conhecidas, irão surpreender os leitores de Fernando Pessoa. § 144 páginas; P.V.P.: 13 €


Corria o ano de 2001 quando a Assírio & Alvim publicou a primeira edição da Poesia Reunida de Manuel António Pina. Pouco depois escrevia Eduardo Prado Coelho no Público: «Talvez agora, no momento em que a Assírio & Alvim publica a Poesia Reunida de Manuel António Pina, estejamos em condições de poder afirmar que nos encontramos perante um dos grandes nomes da poesia portuguesa atual. Uma extrema delicadeza pessoal, uma discrição obsessiva, uma cultura ziguezagueante e desconcertante, mas sempre subtil e envolvente, um sentido profundo da complexidade da literatura, e também, sobretudo, da complexidade da vida, têm talvez impedido a descoberta plena e mediática deste jornalista e homem de letras também voltado para os jogos mais leves e embaladores da literatura infantil. Contudo, torna-se imperioso dizê-lo agora: este tom deliberadamente menor sustenta uma obra maior da literatura portuguesa». A edição que agora se apresenta, numa belíssima edição encadernada e substancialmente ampliada, inclui todo o trabalho poético do autor de 1974 a 2011. Este livro é recomendado pelo Plano Nacional de Leitura (Leitura Orientada na Sala de Aula — 9.º Ano, Grau de Dificuldade II). § 400 páginas; P.V.P.: 20 €


O Têpluquê e Outras Histórias é um livro onde os jogos linguísticos e as derivações da imaginação servem de motivo para escrever contos fantásticos de escaravelhos contadores de histórias, personagens com nomes estranhos e pensamentos com vontade própria. Um livro para sorrir e imaginar. Agora em novo formato. § 96 páginas; P.V.P.: 13 €


Logo no início deste livro, em jeito de epígrafe ao poema que lhe oferece o título, Jorge Sousa Braga lança o mote: «Para acabar de vez com os direitos humanos / e restaurar os direitos divinos». E ainda assim, recorrendo a um notável discurso poético e a uma ironia mordaz, o poeta transporta-nos do Universo para o particular e da dimensão divina para a dimensão humana que também é, afinal, divina. Não espanta assim que na conclusão de um salmo afirme: «Não foi por mim que tu morreste / embora eu seja capaz de morrer por ti». Um livro surpreendente, este O Novíssimo Testamento e outros poemas, de Jorge Sousa Braga. § 56 páginas; P.V.P.: 9 €

DURANTE O SONO

Durante o sono retiraram-me uma costela
Ficou-me no peito um vazio que não consigo preencher
Custa-me a respirar
Eu quero de volta a minha costela
quero de volta todas as costelas
Quero de volta o paraíso
quero de volta o silêncio rumorejante
quero de volta as poluções nocturnas
e diurnas
Quero uma mulher
feita de chuva
e vento
e fogo
e neve
e luz
e breu
e não de argila
como eu




quinta-feira, 10 de maio de 2012

Luiza Neto Jorge § 10/05/1939 — 23/02/1989


quarta-feira, 2 de maio de 2012

É já amanhã, não falte!

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segunda-feira, 23 de abril de 2012

23 de Abril — Dia Mundial do Livro

(Mark Twain no laboratório de Nikola Tesla, em 1894)

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Começa hoje, no Espaço Nimas. A não perder!

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Octavio Paz § 31/03/1914 — 19/04/1998


terça-feira, 10 de abril de 2012

Helder Moura Pereira recebe hoje o Prémio de Poesia Luís Miguel Nava 2011

Decorre hoje, na Casa Fernando Pessoa pelas 18h30, a sessão de entrega do Prémio de Poesia Luís Miguel Nava 2011 a Helder Moura Pereira, pelo livro Se as Coisas não Fossem o Que São. Fernando J.B. Martinho falará, em nome do júri, acerca do livro premiado, do qual serão lidos poemas pelo actor Luís Lucas.

Será ainda lançado o número 28 da revista Relâmpago, que será apresentada por Fernando Pinto do Amaral. Vasco Graça Moura falará de Vitorino Nemésio, a quem este número da revista é dedicado e de quem serão lidos alguns poemas pelo actor Eurico Lopes. A não perder!