sexta-feira, 22 de outubro de 2010
João Barrento* apresentou «Anthero, Areia & Água»
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Lançamentos na Assírio & Alvim Livros, no Chiado



«A Noite Abre Meus Olhos» no Chiado (alteração de data)
domingo, 17 de outubro de 2010
Aves de Portugal
O livro contém ainda uma descrição dos principais habitats do país, bem como uma resenha histórica da ornitologia nacional que apresenta grande quantidade de dados inéditos e que constitui a primeira abordagem global a este assunto alguma vez escrita. Disponibiliza também a primeira compilação exaustiva de aves anilhadas recapturadas em Portugal, com um total de mais de 9000 registos.
Para ilustrar a obra foram elaboradas 50 ilustrações, na sua maioria inéditas, de grande qualidade estética. Foram incluídas também 154 imagens da autoria de diversos fotógrafos portugueses, tendo ainda sido elaborados vários gráficos que permitem sintetizar informação relevante sobre algumas espécies.
Autores: Paulo Catry, Helder Costa, Gonçalo Elias e Rafael Matias
Colecção: Deméter 9 / Formato: 17 x 24 cm /edição encadernada / 944 páginas
ISBN: 978-972-37-1494-4 / PVP: 38,00
Chegada prevista às livrarias: final da semana de 18-22 de Outubro de 2010.
sábado, 16 de outubro de 2010
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
«Os poetas, os mágicos, os malucos»
In Memoriam de Alfredo Margarido [1928-2010]
terça-feira, 12 de outubro de 2010
5 Livros 5 Autores, no Chiado

segunda-feira, 11 de outubro de 2010
Exposições de Bárbara Assis Pacheco

s/título,2008, 15x40cm, tinta da china e aguarela s/papel
«É uso exigir-se que os machos satisfaçam aos seguintes caracteres: cabeça grande e grossa, faces proeminentes, orelhas compridas e largas, olhar muito vivo, peito largo, corpo bem proporcionado e musculôso, pêlo basto e luzidio, movimentos vigorosos, ousados e ardentes em presença das fêmeas. Não me parece, porém, que todas estas exigencias sejam inteiramente racionaes.»
Livraria Assírio & Alvim / Rua Passos Manuel nº67-b; Lisboa
de 2ª a 6ª das 10h às 13h e das 14h às 19h
O Rei das Peles

Há dois anos deram-me algumas coisas de uma loja de peles de Lisboa que tinha fechado, «O Rei das Peles»: uns crâneos de cartão, giz azul e branco, carimbos e um dossier de contabilidade. Neste dossier havia folhas A4 escritas à mão, datadas dos anos setenta, a dar conta da vinda de peles da Rússia, de Londres, do Canadá, com preços e quantidades. E ao percorrer essas folhas somos confrontados com a enorme quantidade de peles (=animais mortos) em tão pouco tempo para uma só loja do mundo. O trabalho que fiz com o mesmo nome — «O Rei das Peles» — foi desenhar sobre esses papéis.
BAP, 2009
Livraria Assírio & Alvim / Rua Passos Manuel nº67-b; Lisboa
de 2ª a 6ª das 10h às 13h e das 14h às 19h
«O REI DAS PELES»,
«Há dois anos deram-me algumas coisas de uma loja de peles de Lisboa que tinha fechado, “O Rei das Peles”: uns crâneos de cartão, giz azul e branco, carimbos e um dossier de contabilidade. Neste dossier havia folhas A4 escritas à mão, datadas dos anos setenta, a dar conta da vinda de peles da Rússia, de Londres, do Canadá, com preços e quantidades. E ao percorrer essas folhas somos confrontados com a enorme quantidade de peles (= animais mortos) em tão pouco tempo para uma só loja do mundo. O trabalho que fiz com o mesmo nome - “O Rei das Peles” – foi desenhar sobre esses papéis.» BAP, 2009EXPOSIÇÃO DE BÁRBARA ASSIS PACHECO
13 de Julho - 14 de Outubro de 2010
Rua Passos Manuel, 67 B - 1150-258 Lisboa
de 2ª a 6ª das 10h às 13h e das 14h às 19h
[250 euros cada desenho]
«COMER - SER COMIDO - COMER - SER COMIDO - COMER - SER COMIDO»
«É uso exigir-se que os machos satisfaçam aos seguintes caracteres: cabeça grande e grossa, faces proeminentes, orelhas compridas e largas, olhar muito vivo, peito largo, corpo bem proporcionado e musculôso, pêlo basto e luzidio, movimentos vigorosos, ousados e ardentes em presença das fêmeas. Não me parece, porém, que todas estas exigencias sejam inteiramente racionaes.»Livraria Assírio & Alvim
Rua Passos Manuel, 67 B, 1150-258 Lisboa
de 2ª a 6ª das 10h às 13h e das 14h às 19h
Outros desenhos desta série estão expostos nas livrarias Poesia Incompleta (Rua Cecílio de Sousa, 11- Lisboa), até 31 de Julho, e Carpe Diem (Rua de O Século, 79 - Lisboa), até 31 de Agosto.
domingo, 10 de outubro de 2010
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
«Um Arco Singular»
«[…]
Uma palavra ainda sobre o título encontrado para este segundo volume: o “arco singular” que nele se traça (sugerido pela leitura de Rilke) é múltiplo, e será decisivo para o resto da vida e da escrita de Maria Gabriela Llansol. Esse arco vai do entusiasmo inicial da experiência cooperativa de trabalho e ensino à desilusão final dessa vivência, tão típica de uma época de ideais alternativos e de contradições. É o arco da tensão crescente entre as imposições da sobrevivência e a “sobrevida” que só a escrita demais dois livros pode trazer, os que ocupam grande parte destes cadernos e deste período (A Restante Vida e Na Casa de Julho e Agosto). É o arco que vai da matéria medieval, e fascinante, do universo de beguinas, cátaros, gnósticos e alquimistas à descoberta da escrita e da existência de outras mulheres, escritoras do mesmo século XX, e grandes revelações, como Virginia Woolf e Katherine Mansfield. É, em termos de quotidiano estrito, o arco que vai da saída de Lovaina e do seu mundo mais cosmopolita à aparente felicidade da vida mais tranquila na casa de Jodoigne (que evoca vagamente a da infância, e por isso é objecto de tanta atenção) e ao anúncio da saída para o isolamento ainda maior de Herbais, que proporcionará finalmente uma existência quase exclusivamente preenchida pela escrita. O “arco singular” que este livro dá a ver é, enfim, o de uma linha parabólica sempre bidireccional e tensa, com um vórtice em cima e outro em baixo, entre os quais se desenrola o percurso de um ser de escrita que, como dirão mais tarde as últimas palavras de O Senhor de Herbais, sendo como poucos singular, nunca seria “uma singularidade vã”.»
João Barrento e Maria Etelvina Santos, na «Introdução»
Brevemente na sua livaria
Colecção: Arrábido 8 / Formato e acabamento: 14,5 x 20,5 cm, edição brochada / 288 páginas
ISBN: 978-972-37-1544-6 / PVP: 18,00
domingo, 3 de outubro de 2010
Anatomia do ensaio e do fragmento

«Em cada ensaio genuíno há bolsas de silêncio, suspensões da significação, bolhas em que o leitor pode respirar, interrogar, espantar-se, adivinhar. É “o texto inesgotável das nossas contradições” (Diderot), eterno preâmbulo que abre o apetite, cria o desejo – e o suspende.»
«Arrumo os fragmentos segundo uma ordem possível, afino a escrita, aparo a acutilância do conceito, tento um princípio organizativo que evidencie a progressão da experiência, do fenómeno – disseminado, anárquico – para a ideia –, concisa, fulguração a caminho de uma síntese. Acorrem primeiro imagens, metáforas produtivas, a palavra-maná que alimenta o delírio conformável a uma qualquer tecitura. Depois, pouco a pouco, o aglomerado informe poderá ir-se consolidando, convergindo para definições lapidares, provisórias, feixe de energia irradiante que permite ao pensamento ir progredindo. No acto de fruição dessas imagens – como alguém disse de um praticante do ensaio tão especial como Walter Benjamin – o sujeito vive-se já como ensaísta que soberanamente domina o mundo e que, no caleidoscópio do seu texto, faz fulgurar sempre novas conexões.
(Poderá o ensaio sobre o ensaio ser, ele próprio, uma demonstração viva de uma teoria ou fenomenologia do ensaio? Pode pelo menos, a cada momento, dar a ver ao leitor o lugar onde está, o patamar a que acedeu, o caminho que segue.)»
João Barrento
Brevemente na sua livraria.
Colecção: Peninsulares 96 / 14,5 x 20,5 cm, edição brochada / 160 páginas
ISBN: 978-972-37-1495-1 / PVP: 14,00
sábado, 2 de outubro de 2010
«O Anjo da História»

«[…]
Há um quadro de Klee intitulado Angelus Novus. Representa um anjo que parece preparar-se para se afastar de qualquer coisa que olha fixamente. Tem os olhos esbugalhados, a boca escancarada e as asas abertas. O anjo da história deve ter este aspecto. Voltou o rosto para o passado. A cadeia de factos que aparece diante dos nossos olhos é para ele uma catástrofe sem fim, que incessantemente acumula ruínas sobre ruínas e lhas lança aos pés. Ele gostaria de parar para acordar os mortos e reconstituir, a partir dos seus fragmentos, aquilo que foi destruído. Mas do paraíso sopra um vendaval que se enrodilha nas suas asas, e que é tão forte que o anjo já as não consegue fechar. Este vendaval arrasta-o imparavelmente para o futuro, a que ele volta costas, enquanto o monte de ruínas à sua frente cresce até ao céu. Aquilo a que chamamos o progresso é este vendaval.»
Walter Benjamin
Brevemente na sua livraria.
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Poesia Chinesa
«O que entende a China de si mesma hoje, e o que abandona, consome e recicla a partir dos séculos XIX e XX? O que será deste famigerado “encontro” entre um Ocidente — mas não só — e a única civilização que radicalmente difere de nós e se mantém continuada e eficazmente viva?»«Esta antologia é panorâmica e representativa, embora pessoal. A poesia chinesa é uma massa gigantesca: tem aqui uma gota de água, um breve leque para podermos ver-lhe a grandeza. Optamos por escolher poetas mas também poemas, embora não se tivessem explorado áreas que só recentemente no Ocidente foram mais trabalhadas (referimo-nos à poesia posterior ao século XVII).
[…]
Partindo do Livro dos Cantares e terminando com um dos últimos grandes poetas da China, Nara Singde [Nalan Xingde], a antologia cobre os principais géneros, autores e modos. Excluíram-se nomeadamente o fu e o poema longo (li sao) por questões de espaço. Figuram vários poemas anónimos e canções populares, que são um dos tesouros mais vivos desta poesia. A decisão de terminar com Nalan Xingde poderá parecer controversa. Ela deve-se, no entanto, a uma opção. É que, e embora conheça a poesia deste período relativamente mal, ela entra efectivamente em declínio, passando a vitalidade desta cultura para a pintura, um Shitao (1641-c.1710 ou 1720) por exemplo, para o romance, Shitouji (A História da Pedra), mais conhecido por o Sonho do Pavilhão Encarnado (Hongloumeng), ou para a historiografia, caso de Zhang Xuesheng (1738-1801). Além de que o poeta manchu é um digno fecho, e um certo romantismo seu anuncia aquele outro que a Europa, em breve, veria. Mas este encontro fica para outra vez.»
Gil de Carvalho [selecção e tradução]
Brevemente na sua livraria.
Colecção: Assíria 3 / 16 x 23 cm, edição brochada com badanas / 440 páginas
ISBN: 978-972-37-1341-1 / PVP: 22,00
«Publicamente»
«Luís Campos e Cunha tem contribuído determinadamente para uma melhor informação crítica, avaliando a situação nacional e os seus desafios positivos e negativos, não só no âmbito da economia e das questões fiscais e orçamentais, mas também nos contextos mais alargados da vida política e partidária, dos sistemas de ensino, da justiça, da Administração Pública ou dos grandes projectos. As suas reflexões têm alimentado uma prática de debate, esclarecimento e intervenção.»
Do «Prefácio», João Salgueiro
Para Luís Campos e Cunha a sua independência é mais importante do que as suas conveniências, e o que diz e escreve resulta daquilo que pensa, e não de sopesar as consequências de cada palavra antes de a omitir. Oque, num liberal, é sinal de coerência. […]
Tendo estado quase sempre próximo do PS, Luís Campos e Cunha é mais liberal — em termos económicos — do que a maior parte dos políticos e dos economistas portugueses, mesmo os que se situam bem para a sua direita. Liberal também no que toca às questões sociais — mas sem esquecer que mais liberdade nos costumes implica mais responsabilidade nos actos —, não se encaixa bem nas gavetinhas em que, habitualmente, os polícias sinaleiros do espaço público gostam de arrumar quem tem ideias próprias e é escutado pelos seus concidadãos.
Também não vou por isso cair na tentação de o classificar, até porque isso não é o mais importante. Como se pode comprovar ao reler o que escreveu ao longo dos últimos três anos, a sua diferença é feita por uma heterodoxia enformada por uma sólida formação económica. Luís Campos e Cunha não é por isso nem um economista que não sabe abordar outros temas, nem um curioso que escreve no vento que sopra e na direcção em que este sopra.»
Do «Posfácio», José Manuel Fernandes
Luís Campos e Cunha doutorou-se na Columbia University, em 1985, onde foi aluno de professores notáveis em economia internacional e macroeconomia, mantendo ainda hoje relações pessoais de amizade com Ron Findlay, Jagdish Bhagwati e dois «prémios Nobel», Ned Phelps e Bob Mundell — o «pai» do euro.
Nos cinco anos de Nova Iorque, a sua experiência de viver em Manhattan foi tão importante para a sua vida, como o doutoramento para a sua carreira académica. Foi aí que passou a apreciar a arte contemporânea, tendo estudado pintura, nas horas vagas, com Susan Wilmarth, de quem também ficou amigo para a vida. Participou, nessa altura, em duas exposições, nomeadamente na colectiva «Young Artists of Columbia University».
Da vivência nova-iorquina ficou-lhe o sentido de responsabilidade e de direitos de cidadania, que estão sempre presentes nos textos que escreve. E desde cedo teve intervenção cívica mais ou menos regular nos jornais, datando o seu primeiro texto de finais de 1974, no Expresso, e participou na coluna «Mão Invisível » do Semanário, em meados dos anos 80.
Actualmente é professor catedrático da Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa (da qual foi director), é vice-presidente da Fundação de Serralves, está ligado ao banco Banif e é presidente da Sedes. Foi vice-governador do Banco de Portugal, de 1996 a 2002, onde passou a conhecer melhor a maneira de ser dos europeus e esteve no centro da transição para o euro. Foi ministro de Estado e das Finanças em 2005, demitindo-se ao fim de poucos meses.
Brevemente na sua livraria












