quarta-feira, 14 de maio de 2014

Lançamento de «Escuro», de Ana Luísa Amaral

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O mais recente livro de poesia de Ana Luísa Amaral, «Escuro», será lançado no próximo dia 20, terça-feira, na Livraria Barata, em Lisboa. A apresentação será feita por Eduardo Lourenço, com leituras a cargo de Pedro Lamares e da autora. Contamos com a sua presença!

terça-feira, 29 de abril de 2014

Anuário de Poesia de autores não publicados § Regulamento


Anuário de Poesia de autores não publicados 2015

REGULAMENTO


1. Do âmbito

a) O Anuário de Poesia de autores não publicados tem por objectivo incentivar a produção poética em língua portuguesa e pretende constituir-se como uma plataforma válida para a publicação e divulgação de autores que ainda não tenham publicado qualquer livro de poesia.
b)  O Anuário de Poesia de autores não publicados é uma publicação anual que, a partir de 2015, será distribuída a 21 de Março, o Dia Mundial da Poesia.


2. Da constituição e soberania do júri

a) O júri do Anuário de Poesia de autores não publicados 2015 será constituído por Manuel Alberto Valente e Vasco David, em representação da editora, e por três personalidades convidadas, os escritores Almeida Faria, Armando Silva Carvalho e Golgona Anghel.
b) Dos poemas enviados, o júri do Anuário de Poesia de autores não publicados escolherá aqueles que considerar dignos de publicação, até um máximo de três poemas por autor.
c)  A decisão do júri é soberana e inapelável.


3. Dos procedimentos, requisitos e prazos para a candidatura

a) Como indicado no título do Anuário, só poderão concorrer autores que ainda não tenham publicado qualquer livro de poesia. Todos aqueles que tenham já publicado livros que não de poesia, ou que tenham publicado poemas seus em revistas, blogues ou antologias, serão admitidos a concurso.
b) Os interessados deverão enviar até um máximo de 10 poemas originais de sua autoria para o endereço electrónico anuario@assirio.pt, em conjunto com uma breve apresentação biográfica, morada e contacto telefónico.
c) Os poemas deverão ser enviados em formato PDF ou Word.
d) As candidaturas podem ser enviadas até ao dia 3 de Outubro de 2014. Todas aquelas que chegarem em data posterior serão liminarmente rejeitadas.
e) A Assírio & Alvim só contactará os candidatos para obter esclarecimentos que julgue necessários ou para lhes anunciar a sua entrada no Anuário.


4. Outras disposições

a) A publicação no Anuário de Poesia de autores não publicados é o prémio que distinguirá aqueles autores e poemas que, no universo das candidaturas recebidas, sejam considerados pelo júri como os melhores.
b) Ao enviarem os seus poemas a concurso, os candidatos concordam expressamente com a publicação do seu trabalho no Anuário de Poesia de autores não publicados, não podendo exigir à editora qualquer ressarcimento por essa publicação.
c) Caso o júri entenda que, no universo das candidaturas recebidas, não existem poemas em quantidade e qualidade suficientes para justificar a publicação do Anuário de Poesia de autores não publicados, a mesma poderá não ocorrer.
d) Caso suceda o previsto na alínea anterior, a Assírio & Alvim compromete-se a disso dar conhecimento público, pelos meios correntes.

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Estilhaços, lâminas, sangue


«Estilhaços, lâminas, sangue», um texto de Pedro Eiras sobre «O Vidro», de Luís Quintais. Já disponível n'A Phala online:

https://phala.wordpress.com/2014/04/23/estilhacos-laminas-sangue/

segunda-feira, 31 de março de 2014

Amanhã, em Coimbra: «O Vidro», de Luís Quintais

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A Assírio & Alvim tem o prazer de o/a convidar para uma sessão de apresentação do mais recente livro de Luís Quintais, O Vidro, com a presença do autor e de Pedro Eiras.

O Vidro faz alusão a fragmentos de Anna Calvi, António Damásio, Edmond Jabès, Fernando Pessoa, Martin Amis e T.S. Eliot.

Esta sessão realiza-se amanhã, dia 1 de abril, pelas 18:30, na Livraria Alfarrabista Miguel de Carvalho (Adro de Baixo, 6, Coimbra).

Contamos com a sua presença!

quinta-feira, 13 de março de 2014

Lançamento de «O Vidro», de Luís Quintais

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A Assírio & Alvim tem o prazer de o/a convidar para o lançamento do livro O Vidro, de Luís Quintais, que será apresentado por Gastão Cruz, com leituras a cargo de Almeida Faria.

O Vidro faz alusão a fragmentos de Anna Calvi, António Damásio, Edmond Jabès, Fernando Pessoa, Martin Amis e T.S. Eliot.

Esta sessão realiza-se no dia 18 de março, pelas 18:30, na Livraria Barata (Avenida de Roma, 11-A, Lisboa).

Contamos com a sua presença!

sexta-feira, 7 de março de 2014

«Lusitânia», 40 anos depois do 25 de Abril

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A Assírio &Alvim e a Fnac têm o prazer de o/a convidar para o lançamento do livro Lusitânia, de Almeida Faria, que se realizará no dia 12 de março, pelas 18h30, na Fnac Chiado, em Lisboa. 

No ano em que se comemoram os 40 anos do 25 de Abril, narram-se neste livro os surpreendentes acontecimentos que revolucionaram a sociedade portuguesa desde o domingo de Páscoa de 1974 ao mesmo domingo de 1975. Ao longo de um ano eufórico para muitos, assustador para alguns, a família de A Paixão e Cortes dispersa-se dentro e fora do país, comunicando entre si, antes da existência de telemóveis e e-mails, sobretudo por carta. O que dá a esta agitada narrativa, ora dramática ora divertida, um tom de paródia a certos romances do século XVIII, epistolares e libertinos. Sobre este livro, Pedro Mexia estará à conversa com o autor.

Contamos com a sua presença.


terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Hoje, a partir das 18:30, na Livraria Barata

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Hoje, na Livraria Barata, a partir das 18:30, decorrerá o lançamento do mais recente livro de Luís Filipe Castro Mendes, «A Misericórdia dos Mercados», com apresentação a cargo de Nicolau Santos e de Fernando Pinto do Amaral. Contamos com a sua presença!

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Antonio Gamoneda, hoje, em Lisboa

(© Amelia Gamoneda — clique na imagem para a aumentar)


No âmbito do festival literário Correntes d'Escritas decorrerá hoje, pelas 18:30, no Instituto Cervantes de Lisboa, uma leitura poética de Antonio Gamoneda, com apresentação de Filipa Leal — uma ocasião única para escutar um dos maiores poetas espanhóis da atualidade. Contamos com a sua presença!

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Fernando Assis Pacheco (01-02-1937 § 30-11-1995)

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3.

O dia em que nasci meu pai cantava
versos que inventam os pastores do monte
com palavras de lã fiada fina
cordeiro lírio neve tojo fonte

esta é uma velha história de família
para dizer como ele e eu chegámos
à raiz mais profunda do afecto
da qual nunca jamais nos separámos

nem Deus feito menino teve um pai
que o abraçasse e lhe cantasse assim
desde a primeira hora até ao fim

fui vê-lo ao hospital quando morria
olhos parados num sorriso leve
tojo cordeiro lírio fonte neve

Lisboa
28-XII-93

in «Respiração Assistida»

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Livro de Sérgio Godinho dá origem a uma peça de teatro


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É já no próximo domingo, dia 2 de fevereiro, que estreia «Medos». Produzida pela umbigo — companhia de teatro, e inserida no Festival APLAUSO, promovido pela Junta de Freguesia de Carnide, esta peça baseia-se num livro de Sérgio Godinho, «O pequeno livro dos medos» e aborda os medos, sem meter medo. Um espetáculo performativo, com humor e jogos cénicos, onde muitos se identificarão com os medos contados. No Centro Cultural de Carnide, a partir das 16h00 — a entrada é livre!

Mais informações aqui: https://www.facebook.com/events/636884136371927/

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

José Tolentino Mendonça, no Porto de Encontro

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No próximo domingo, dia 19, pelas 17:00, contamos com a sua presença na Casa das Artes para o primeiro Porto de Encontro de 2014, onde o convidado central é José Tolentino Mendonça, numa sessão moderada pelo jornalista Sérgio Almeida que contará, também, com os valiosos contributos de Rosa Maria Martelo e de Luis Miguel Cintra.  (Rua Ruben A., 210, Porto).

No dia anterior e à mesma hora, na Biblioteca Pública Municipal do Porto, decorrerá a sessão «À sombra da memória»: lembrar Eugénio de Andrade com Álvaro Siza e José Tolentino Mendonça, numa conversa moderada por Arnaldo Saraiva. (18 de janeiro de 2014, sábado, pelas 17:00 na Biblioteca Pública Municipal do Porto — Rua D. João IV (ao jardim de S. Lázaro).

Contamos com a sua presença!


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segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

PRÉMIO LUÍS MIGUEL NAVA PARA JOSÉ BENTO


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O Prémio de Poesia  Luís Miguel Nava 2013, da Fundação Luís Miguel Nava, actualmente bienal e referente aos livros de poesia editados em 2011e 2012, foi atribuído ao livro Sítios, de José Bento, publicado pela editora Assírio & Alvim.
No valor de cinco mil euros, o prémio, que, nas doze anteriores atribuições, foi concedido aos poetas Sophia de Mello Breyner Andresen, Fernando Echevarría, António Franco Alexandre, Armando Silva Carvalho, Manuel Gusmão, Fernando Guimarães, Manuel António Pina, Luís Quintais, António Ramos Rosa, Pedro Tamen, A. M. Pires Cabral e Helder Moura Pereira,  correspondeu à decisão unânime de um júri constituído, como habitualmente, por quatro membros da direcção da Fundação Luís Miguel Nava, Carlos Mendes de Sousa, Fernando Pinto do Amaral, Gastão Cruz e Luís Quintais, e um elemento convidado, desta vez o professor, poeta e ensaísta Fernando J B Martinho.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Lançamento do livro «A Papoila e o Monge», de José Tolentino Mendonça

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Contamos com a sua presença!

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Mário Cesariny (09/08/1923 § 26/11/2006)

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ALEGORIA DO MUNDO NA PASSAGEM DE ARNALDO DE VILLANOVA

Ouro trigo leão e prata e crina
te esperam sob o vaso menstrual
Separarás primeiro a água e a mina
porque a Água não é um mineral

No coágulo te espera areia fina
e sob a areia planta sideral
que ao manto do Rei Verde se combina
porque a Planta não é um vegetal

Ao homem cabe o Ouro de buscá-lo
E a sua cria       morta ou imortal
tirá-la-ás do ventre de cavalo
porque o Homem não é um animal

E se o espelho de cobre te fascina
se te aparece o Monstro do Umbral
que à ígnea terra o astro abismo ensina
e nas trevas afunda       o Bem e o Mal

Reduz expurga fende e ilumina
e com espada de fogo talha e inclina
porque o Fogo não é o seu sinal


Mário Cesariny, in «Uma Grande Razão — os poemas maiores», ed. Assírio & Alvim.


sábado, 23 de novembro de 2013

Herberto Helder (23/11/1930)


Fotografias do espólio de Alberto Lacerda



até cada objecto se encher de luz e ser apanhado
por todos os lados hábeis, e ser ímpar,
ser escolhido,
e lampejando do ar à volta,
na ordem do mundo aquela fracção real dos dedos juntos
como para escrever cada palavra:
pegar ao alto numa coisa em estado de milagre: seja:
um copo de água,
tudo pronto para que a luz estremeça:
o terror da beleza, isso, o terror da beleza delicadíssima
tão súbito e implacável na vida administrativa


Herberto Helder, in «Servidões», Assírio & Alvim, 2013.

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Lançamento do livro «O Senhor Pina» e apresentação do Clube dos Amigos à Espera do Pina

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A Assírio & Alvim e o Clube dos Amigos à Espera do Pina convidam-no(a), no dia do aniversário de Manuel António Pina, a assistir a uma sessão de apresentação do livro «O Senhor Pina». Inês Fonseca Santos estará à conversa com Álvaro Magalhães e Luiz Darocha a propósito deste livro, recentemente publicado pela Assírio & Alvim. Mais tarde, Germano Silva e João Luiz apresentarão o recém fundado Clube dos Amigos à Espera do Pina. Haverá ainda leituras, a cargo de Rui Spranger, e será projectado o vídeo «À Espera do Senhor Pina», da autoria de Joana Rodrigues.

Contamos com a sua presença na Biblioteca Municipal Almeida Garrett, no Porto, no próximo dia 18 de novembro, pelas 21:30. Não falte!


terça-feira, 15 de outubro de 2013

Álvaro de Campos § 15/10/1890 — 30/11/1935


Arre, que tanto é muito pouco!
Arre, que tanta besta é muito pouca gente!
Arre, que o Portugal que se vê é só isto!
Deixem ver o Portugal que não deixam ver!
Deixem que se veja, que esse é que é Portugal!
Ponto.

Agora começa o Manifesto:
Arre!
Arre!
Oiçam bem:
ARRRRRE!


in Álvaro de Campos, «Poesia». Edição de Teresa Rita Lopes. Assírio & Alvim.

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Maria Gabriela Llansol — Lançamento

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O Espaço Llansol e a Assírio & Alvim convidam-no(a) para o lançamento do livro Numerosas Linhas — Livro de Horas III (Jodoigne-Herbais, 1979-1980), de Maria Gabriela Llansol, que decorrerá no próximo sábado, dia 12 de outubro, pelas 16:30, no Palácio Valenças, em Sintra, no decurso das Quintas Jornadas Llansolianas de Sintra. A apresentação estará a cargo de Paula Morão, professora da Faculdade de Letras de Lisboa. Contamos com a sua presença.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Lançamento de «Cortes», de Almeida Faria

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O escritor Almeida Faria regressa ao Fórum FNAC para apresentar a edição revista da sua obra literária, Cortes. Neste livro, que será apresentado por Pedro Mexia, a acção decorre durante o sábado de aleluia de abril de mil novecentos e setenta e quatro, pouco antes do dia que mudará Portugal. Ao longo das vinte e quatro horas deste segundo painel da chamada Tetralogia Lusitana, sonhos e premonições anunciam cortes profundos no mundo das suas personagens.

Dia 10 de outubro, pelas 18:30, na Fnac Chiado, em Lisboa.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Álvaro Mutis — 25/08/1923 § 22/09/2013


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«UN BEL MORIR…»

De pé numa barca parada no meio do rio
cujas águas passam em lento remoinho
de lodos e raízes,
o missionário abençoa a família do cacique.
Os frutos, as jóias de vidro, os animais, a selva,
recebem os breves sinais da bem-aventurança.
Quando descer a mão
terei morrido no meu quarto
cujas janelas vibram à passagem do eléctrico
e o leiteiro virá em vão pelas garrafas vazias.
Para esse momento ficará bem pouco da nossa história,
alguns retratos em desordem,
umas cartas guardadas não sei onde,
o que foi dito naquele dia ao despir-te no campo.
Tudo se irá desvanecendo no esquecimento
e o grito de um macaco,
o fluir esbranquiçado da seiva
pela ferida casca do látex,
o chapinhar das águas contra a quilha em viagem,
serão assunto mais memorável do que os nossos longos abraços.



Álvaro Mutis in «Os Versos do Navegante — antologia poética», selecção e prólogo de Lauren Mendinueta e tradução de Nuno Júdice; ed. Assírio & Alvim, 2013. Fotografia de Daniel Mordzinski.