quarta-feira, 30 de novembro de 2011

«Cansa tanto viver! Se houvesse outro modo de vida!...»

Fernando António Nogueira Pessoa 
[Lisboa, 13 de Junho de 1888 — Lisboa, 30 de Novembro de 1935]

A 30 de Novembro de 1943, a Cruz Vermelha comunicou a sua morte em Auschwitz



A 9 de Março de 1941, quando Esther (Etty) Hillesum começou a escrever, no primeiro dos oito cadernos de papel quadriculado, o texto que viria a ser o seu Diário, estava-se longe de pensar que começava aí uma das aventuras literárias e espirituais mais significativas do século. Ela tinha vinte e sete anos de idade e morreria sem ter feito trinta.




A 30 de Novembro de 1943, a Cruz Vermelha comunicou a sua morte em Auschwitz.

Mark Twain



Samuel Langhorne Clemens nasceu a 30 de Novembro de 1835, no Missouri. Morreu em 21 de Abril de 1910 em Redding, Connecticut.

 



O Homem que Corrompeu Hadleyburg
Tradução de José Alberto Oliveira
Colecção «O Imaginário» - ISBN:
9789723708165
 

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Um Natal com Muitos Livros


A árvore de Natal da Assírio & Alvim está em plena construção e, como não podia deixar de ser, está repleta de livros. Nesta quadra natalícia a Assírio & Alvim livros, no Chiado, estará aberta durante todos os feriados do mês de Dezembro, exceptuando o dia 25, mantendo o horário regularmente praticado, de segunda-feira a domingo*. A Livraria Assírio & Alvim na Rua Passos Manuel estará aberta ao público nos sábados 17 e 24 de Dezembro. A Assírio & Alvim deseja a todos um óptimo Natal de 2011, repleto de livros, como a sua árvore.

*Assírio & Alvim Livros — Pátio Siza, ao Chiado, com entrada pela Rua Garrett n.º 10 e pela Rua do Carmo n.º 29 § de segunda a sexta: 12h00-19h00; sábado: das 10h00-19h00; domingo: das 15h00-19h00 /// Livraria Assírio & Alvim — Rua Passos Manuel, 67-b, 1150-258 Lisboa § de segunda a sexta: 10h00-13h00 e das 14h00-19h00 e sábados 17 e 24 de Dezembro das 10h00-13h00 e das 14h00-19h00.

Histórias de Monserrate - lançamento

Foto Eduardo Veloso
(clicar na imagem para a aumentar)

A Assírio & Alvim e a Associação de Amigos de Monserrate
anunciam o lançamento do livro

HISTÓRIAS DE MONSERRATE

com textos de Jorge de Oliveira e Sousa, José Lima, Amadeu Lopes Sabino, Paulo Castilho
e fotografias de Eduardo Veloso

dia 5 de dezembro, segunda-feira, pelas 18h30
na Livraria Assírio & Alvim


A apresentação será feita pela historiadora Dr.ª Teresa Rebelo

na presença dos autores,
do Prof. António Lamas (Presidente do Conselho de Administração 
dos Parques de Sintra-Monte da Lua)
e da Dr.ª Dinah Azevedo Neves (Presidente da Associação 
de Amigos de Monserrate)

Assírio & Alvim Livros (Pátio do Siza — Chiado)
entrada pela Rua Garrett 10 ou pela Rua do Carmo 29
segunda a sexta: 12h-19h | sábado: 10h-19h | domingo: 14h-19h

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

João Barrento e Jorge Vaz de Carvalho vencem Prémio PEN Clube de Ensaio




Decorrerá hoje a cerimónia de entrega dos Prémios Pen Clube Português, a partir das 18h30 nas instalações da Sociedade Portuguesa de Autores — Auditório Carlos Paredes. Na modalidade de Ensaio o prémio foi este ano atribuído, ex aequo, a dois livros publicados pela Assírio & Alvim: O Género Intranquilo — anatomia do ensaio e do fragmento, de João Barrento, e Jorge de Sena — Sinais de Fogo como romance de formação, de Jorge Vaz de Carvalho. O júri que atribuiu este prémio foi composto por Maria João Reynaud, Álvaro Manuel Machado e Fernando Cabral Martins. 

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

OUTRA VEZ NÃO. EDUARDO BATARDA

CATÁLOGO
 Fundação de Serralves / Fundação EDP / Assírio & Alvim

ISBN 978-972-37-1621-4


Inauguração da Exposição
no Museu de Serralves

2
5 de Novembro de 2011, das 22h00 às 24h00

Entrada livre para a inauguração

Esta exposição antológica é também uma ocasião para incentivar o conhecimento da obra de Eduardo Batarda junto de públicos mais vastos e contribuir para um maior entendimento e discussão dos seus pressupostos críticos, visuais e conceptuais. Com efeito, a recepção da obra de Batarda tem constituído uma evidência de um curioso paradoxo, infelizmente não tão pouco frequente no nosso país: sendo um dos mais conhecidos artistas portugueses, Batarda é também um dos menos conhecidos. Por um lado, trata-se de um artista representado em numerosas colecções institucionais e particulares, as suas exposições individuais têm acontecido com regularidade, a sua actividade como professor foi referencial para mais de uma geração de jovens artistas, as suas colaborações em filmes e peças de teatro, assim como a sua actividade de ilustrador, foram marcantes em momentos muito singulares da cultura portuguesa, a sua longínqua actividade crítica ainda hoje pode ser lembrada como exemplar de uma interrogação da obra de arte objectiva e subjectivamente leal, frontal e explícita num contexto onde raras são as vozes que assim se exprimem. No entanto, a obra de Eduardo Batarda é ainda um universo onde são raras as tentativas de interpretação que o desvendem, onde os mal-entendidos sobre diferentes períodos e formas da sua manifestação se acumulam; também o confronto com obras de outros artistas em exposições colectivas escasseia e a circulação internacional do seu trabalho pouco acontece. O próprio artista tem vindo frequentemente a assinalar, de modo algo hiperbólico e mordaz, quer nas suas pinturas, quer em vários textos escritos para diversos momentos de apresentação, a sua admiração pela manifestação deste paradoxo que atinge a recepção da sua obra.

[Excerto da Apresentação de João Fernandes (Director do Museu de Arte Contemporânea de Serralves) e de José Manuel dos Santos (Director Cultural da Fundação EDP)]


A obra de Eduardo Batarda assume-se como um desafio: como interpretar a pintura e as suas imagens, referências e comentários? “Outra vez não. Eduardo Batarda”, que se apresenta no Museu de Arte Contemporânea de Serralves, é uma ocasião para conhecer melhor o trabalho de um pintor singular, desde as primeiras obras da década de 1960 até aos quadros realizados em 2011.
Co-produzida entre a Fundação de Serralves e a Fundação EDP, a mostra (25-XI-2011 a 11-III-2012) assinala a atribuição ao artista do Grande Prémio EDP Arte em 2007.
Comissariado: João Fernandes e João Pinharanda; Produção: Fundação de Serralves; Mecenas Exclusivo da Exposição: Fundação EDP.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Maria Gabriela Llansol nasceu há 80 anos


{24 de Novembro de 1931 - 3 de Março de 2008}



   «Volto ao dia 26, sábado, dia em que celebrei o meu aniversário - 24 de Novembro. A. e eu tínhamos combinado uma conversa para o almoço. Nem absolutamente necessária, nem absolutamente desnecessária.
[...]
   trabalho e escrevo. Na minha mocidade poderia ter aprendido a coser, a fazer vestidos. Não aprendi. Escrever era talvez preferível. No plano de outra ordenação das coisas, seria talvez o mesmo.»


Maria Gabiela Llansol, "27 de Novembro de 1977, domingo", Um Arco Singular - Livro de Horas II.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Ofício Cantante


e tu viras vibrantemente a cabeça
e entre a tua cabeça e a minha cabeça a luz é tratada
segundo a maravilha


Diário Assírio & Alvim 2012

978-972-37-1611-5
Propostas, fragmentos para reter a passagem do olhar. Pretextos para desvendar o que os dias têm de efémero, onde somos visitas e viajantes. A imaginação exige espaço, o passo demorado que se alonga, procurando atrasar a passagem do tempo. Hoje uma sugestão, depois outra. Poder voltar atrás, sempre que se quiser.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Culinário Assírio & Alvim 2012


978-972-37-1603-0
Um calendário para desfolhar ao sabor dos dias, e recheado de surpreendentes receitas e sugestões gastronómicas. Em formato encadernado.

Acabadinho de fazer
[…]
Dir-se-á que há guisados, feijoadas, sopas e outras coisas que melhoram — ou que podem ser aquecidas sem prejuízo. Pois eu não concordo e denuncio essa posição, inventada pela indústria de restauração e pelo espírito pragmático da vida moderna. E declaro o seguinte: tudo é melhor quando tem a temperatura e a idade com que acabou de fazer-se.
A sopa acabada de fazer, o «daube», até o escabeche… são melhores. O escabeche é apenas uma forma de preservação. É uma artimanha e, por muito deliciosa que seja, não chegará nunca à delícia do carapau acabado de fritar. Mesmo o escabeche, que pode durar dias, é melhor quando acaba de fazer-se.

[…]

Miguel Esteves Cardoso, Em Portugal Não se Come Mal.

«Persistência da obra» é apresentado amanhã

[clicar na imagem para a aumentar]

domingo, 20 de novembro de 2011

Poemário Assírio & Alvim 2012


978-972-37-1602-3
Todos os poemas deste calendário foram retirados dos muitos livros de poesia editados pela Assírio & Alvim. Não pretende ser uma antologia. Cada poema ou autor valem por si, isolados pela duração de um dia.  Desejamos apenas que, diariamente, um simples poema possa contaminar a passagem das horas.

Em formato encadernado para que, anos mais tarde, possa revisitar o ano de 2012 através da poesia.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

«O Mundo Está Cheio de Deuses - Crise e crítica do contemporâneo», de João Barrento

978-972-37-1577-4
«Este livro, onde se propõem leituras de fundo e alguns olhares de pormenor sobre a paisagem da nossa contemporaneidade — em particular naquele domínio a que ainda se pode chamar o campo cultural, ou, com mais pertinência, o domínio mais amplo do simbólico —, teve o seu pretexto imediato na solicitação que me foi feita para pensar o lugar do «intelectual» no mundo de hoje. Questão um tanto gasta, cuja discussão se arrasta há anos, ou mesmo décadas, e a que por isso respondo de forma algo radical, e porventura controversa, no ensaio maior do livro, o único verdadeiramente inédito («Os mitos do fim»). Os outros são o resultado de uma preocupação, que não é de hoje (está já documentada em muitos dos ensaios do meu livro A Espiral Vertiginosa. Ensaios sobre a cultura contemporânea, de 2001), com o que se passa à nossa volta, na esfera social e cultural, na política e no quotidiano, e que se traduziu numa reflexão mais ampla como aquela com que contribuí para o projecto da Fundação Gulbenkian «O estado do mundo», em 2006, ou em intervenções mais pontuais, na página que durante anos mantive no jornal Público, e também no blogue «Escrito a Lápis», que abri depois de cessar a minha colaboração naquele jornal.»
João Barrento

«Europa em Sobreimpressão - Llansol e as dobras da história»

978-972-37-1607-8
Europa em Sobreimpressão — Llansol e as dobras da história documenta exaustivamente, com ensaios, textos de Maria Gabriela Llansol (em grande parte inéditos) e muita iconografia, a exposição que esteve patente entre Março e Abril no CCB, em Lisboa. Do texto de Llansol que abre este volume e que ficará certamente como um marco importante na bibliografia llansoliana, extraímos um parágrafo de inegável actualidade:

«A transparência e o absoluto não são lugares para o homem. Era preciso dar-lhe o toque para que se lançasse na grande viagem a que todos aspiravam. O grande êxodo da liberdade de consciência. Eu sempre soube que a razão não serve para ver. Esse, o equívoco da nossa aliança que transformou a liberdade de consciência em conquista, que fez de cada ponto de apoio no território uma fronteira a delimitar espaços de exploração; cada diferença que encontrava, uma exclusão. E o mundo tornou-se como a razão o escreveu: veloz, exponencial, crítico, memória acumulada de despossessão. […] Em dois séculos, deu ao homem o maior abanão de que há memória. Fê-lo sair da crença. Mas, com as extraordinárias resistências que se acumularam nesse confronto, nem a razão sabe agora o caminho para diante, nem a crença poderá jamais abrir o caminho de retorno…»

Textos de António Guerreiro, Cristiana Vasconcelos Rodrigues, Friedrich Hölderlin, Hadewijch de Antuérpia, Ibn ‘Arabî, João Barrento, João da Cruz, José Augusto Mourão, José Manuel Durão Barroso, Maria de Lourdes Soares, Maria Etelvina Santos, Maria Gabriela Llansol, Mestre Eckhart, Silvina Rodrigues Lopes, Thomas Müntzer

1 DVD com quatro filmes de Daniel Ribeiro Duarte
.

«Histórias de Monserrate»

978-972-37-1601-6

Histórias de Monserrate recolhe quatro textos inéditos de autores portugueses conquistados pela morada encantadora de Vathek («thy fairy dwelling»), como Byron chamou ao palacete onde William Beckford (1760-1844) viveu e que a família Cook reconstruiu no século XIX, dotando-o de requintes artísticos e conferindo-lhe prestígio social.Os textos, que participam de registos diferentes, entre a memória histórica e o conto, têm todos em comum o fascínio exercido por uma das mais celebradas jóias de Sintra. Recriam atmosferas e vivências que vão dos tempos idos à atualidade, das épocas de fausto às de decadência, dos aposentos luxuosos aos salões desertos, do parque de flora exótica aos matagais de ervas daninhas que, ao longo dos séculos, têm ameaçado a icónica criação dos deuses e dos humanos que é o domínio de Monserrate. Tributo à beleza que o Tempo inexorável transformou em ruínas, mas que os espíritos amantes da Arte souberam recuperar, Histórias de Monserrate homenageia todos quantos hoje se empenham na manutenção e na divulgação da herança preciosa de Beckford e dos Cook.


«Nada há de mais impessoal do que um monumento. Sobretudo se ele se transformou, ao longo do tempo, num paradigma do turismo mundial. Pode pois parecer presunçoso que lhe chame “meu”. Mas o Monserrate que trago na memória é como um fruto que saboreei em leituras várias, são as histórias que ouvi contar a parentes e amigos, os álbuns de família que folheei, os momentos que vivi em casas unidas pelos múltiplos fios de uma estranha meada do destino, pelos inúmeros trilhos de um enigmático labirinto, através do qual todos os passos conduziam, consciente ou inconscientemente e de maneira inexorável, a Monserrate.»
Jorge de Oliveira e Sousa

«García Lorca e Manuel da Fonseca - dois poetas em confronto», de Manuel Simões

978-972-37-1577-4
«O presente trabalho pretende contribuir para o estudo, que em grande parte está por fazer, da inter-relação entre a literatura espanhola e a portuguesa, analisando de perto um momento particularmente significativo de convívio fecundo entre as duas culturas ibéricas.
É o percurso de uma poesia o que se apresenta, o estudo das fontes da poética de um dos autores mais importantes do movimento neo-realista português (Manuel da Fonseca), projectando influências mas sobretudo homologia de estruturas fundamentadas na identidade dos substractos geográfico e social que, em linhas gerais, contamina os dois poetas postos em confronto.
Desdobra-se em cinco capítulos, orientados por uma leitura dos textos, partindo, em geral, do génio poético de Federico García Lorca — o qual, de resto, deixou ecos intensos na área portuguesa (veja-se, por exemplo, alguns poemas significativos de Alberto de Lacerda, Eugénio de Andrade, Joaquim Namorado, José Gomes Ferreira, José Terra, Miguel Torga, Raul de Carvalho e Sophia de Mello Breyner Andresen, entre outros) —, do respirar clandestino da sua poesia.
[…]»
Manuel Simões

«Diapsalmata», de S. Kierkegaard

978-972-37-1516-3
Parte de um livro e desse sempre incerto labirinto de espelhos que é a obra de Kierkegaard, os Diapsalmata exprimem uma visão da vida — marcada essencialmente pela melancolia. Essa visão da vida não se apresenta numa narrativa consequente e linear. Trata-se de um conjunto de «quadros», em forma de iluminações bruscas, cintilações fragmentárias e dispersas, onde se condensa uma dor das coisas todas, um fascínio e, ao mesmo tempo, uma tristeza por tudo ser como é — em suma, um amor infeliz pela própria vida e inquietação, por todo o lado, a latejar.

«Afinal a dignidade humana ainda é reconhecida na natureza; visto que, quando se querem manter os pássaros longe das árvores, se levanta qualquer coisa que se pareça com um homem; e até a remota semelhança que um espantalho tem com um homem é suficiente para infundir respeito.» - S. Kierkegaard

«Observação do Verão», de Gastão Cruz

978-972-37-1608-5


ANOITECER EM BUENOS AIRES

As longas avenidas talvez imaginárias
demonstram-me a existência de lugares
que poderiam ter-me pertencido
numa idade passada; é irreal

agora percorrê-las: tê-lo-ia
sido sempre, não poderia haver
motivo para dor num tempo que com este
presente se divide; é um espectro tardio

o espaço finalmente criado pelo olhar:
aí estás olhando-me nos olhos
cidade sob a forma de jovem ser unívoco

ainda inexistente no tempo de uma vida
vivendo no espaço que não teve o seu tempo,
e tarde volta do tempo onde não esteve

«Tentativa e Erro - Poemas escolhidos e inéditos», de José Alberto Oliveira

978-972-37-1588-0

A REGRA DO JOGO


Adivinham-se tempos difíceis:
a obsessão apoderou-se das tribos;
uma vírgula pode ser um crime,
a ameaça esconde-se numa frase incompleta.
Os jornais encheram-se de notícias peregrinas,
os editoriais ponderam. Murmura-se
nas fileiras, a especulação prospera.
Com um salário que é como mau tecido,
depois da primeira lavagem, o funcionário público
poupa na fruta, no tabaco, no queijo. Amanhã,
de comboio, a História enfrentará o seu destino,
ou, pelo menos, uma cópia, que levará tempo
(medido em lustros) a rasurar.



«Dos seis livros que publiquei (excluindo traduções) Bestiário
fica de fora desta selecção, por ser um artefacto de natureza diferente. Em Por Alguns Dias incluí um poema («Natureza morta»), que foi publicado no Anuário de Poesia, e não encontrou, na altura, lugar naquele livro. A versão actual resultou de mudanças substanciais. Os poemas de Saídas Precárias são inéditos, à excepção de «Elizaveta Delibash», publicado, com outro título, num número da revista Margem, de homenagem a José Agostinho Baptista.»
José Alberto Oliveira