segunda-feira, 25 de julho de 2011

Miguel Esteves Cardoso [Lisboa, 25-VII-1955]

Parabéns, Miguel. 
Abraços dos teus amigos da Assírio & Alvim e votos de um dia (e de uma vida) muito feliz. (Fotografias de Maria João)

quarta-feira, 20 de julho de 2011

José Alberto Oliveira [n. 20 de Julho de 1952]



VARIANTE

Está decidido.

Amanhã parto, 
apanho o primeiro comboio
e onde chegar
mudo para outro.
Fica por aí esse,
que se chama
José Alberto Oliveira,
a tentar escrever poemas
e consertar a vida;
a tentar escrever poemas,
como se houvesse conserto.


Poema inédito que integra Tentativa e Erro - poemas escolhidos e inéditos, antologia que estará disponível nas livrarias depois das férias de Verão.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Pedro Cabrita Reis


«podemos querer ser apenas simples, acreditar apenas na alegria, querer apenas desenhar um círculo na janela embaciada pelo vapor. mas depois, mais tarde ou mais cedo, alguém virá para nos dizer que existem cores primárias.» Pedro Cabrita Reis

Pedro Cabrita Reis nasceu em Lisboa em 1956, cidade onde vive e trabalha. Com reconhecimento internacional consolidado, a sua obra tornou-se crucial para o entendimento da escultura a partir de meados da década de 1980. A sua complexa obra, caracterizada por um idiossincrático discurso filosófico e poético, engloba uma grande variedade de meios: pintura, desenho, escultura e fotografia. Utilizando materiais simples e submetendo-os a processos construtivos, Pedro Cabrita Reis recicla reminiscências quase anónimas de gestos e acções primordiais repetidos no quotidiano, prolongando no seu desenho esta atitude eminentemente experimental, fruto de um cruzamento entre a assunção de um conhecimento clássico e um modo de fazer contemporâneo. A complexa diversidade teórica e formal do trabalho de Pedro Cabrita Reis procede de uma reflexão antropológica contrária ao reducionismo do discurso sociológico. De facto, é sobre silêncios e indagações que assenta a obra de Pedro Cabrita Reis, independentemente dos meios em que se materializa.

Recusando uma metodologia cronológica, porque nem o trabalho, nem a vida, são uma única linha, o Artista propõe-nos esta exposição como um “cabinet d’amateur”, onde poderemos experimentar múltiplos confrontos entre desenhos de natureza formal e conceptual extremamente diversificada, que materializam um percurso complexo e desafiante nesta trajectória desde a actualidade até ao seu período de juventude. Em the whispering paper, 390 desenhos entre 1970 e 2011, Pedro Cabrita Reis convida-nos assim para um percurso através de um arquivo único escolhido por si, viagem onde iremos percorrer de um modo maior, questões e premissas que materializadas nestes desenhos nos permitirão entender de uma forma enriquecedora o seu modo de estar noutras disciplinas, do desenho à escultura, da fotografia à pintura. A exposição estará patente na Fundação Carmona e Costa até ao dia 8 de Outubro de 2011.

BREVEMENTE NAS LIVRARIAS
ISBN: 978-972-37-1596-5 /384 páginas / capa dura / pvp: 50,00 (IVA incluído)

sábado, 9 de julho de 2011

Caminharei pelo Vale da Sombra

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quarta-feira, 6 de julho de 2011

Prémio literário Manuel António Pina - 2ª edição

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domingo, 3 de julho de 2011

Jim Morrison, o Rei Lagarto

Jim Morrison
{8 de Dezembro de 1943 - 3 de Julho de 1971}

Jim Morrison na Assírio & Alvim:  
Uma Oração Americana, Daqui Ninguém Sai Vivo, Os Mestres e as Criaturas Novas, Abismos (Escritos Inéditos), Últimos Escritos, e..., em breve, haverá mais novidades sobre o Rei Lagarto e os Doors. Esteja atento(a) às nossas notícias, aqui e no Facebook.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

PEDRO CABRITA REIS the whispering paper e alguns textos a propósito


Fotografia: Nuno Moreira

Exposição: 30 de Junho a 8 de Outubro de 2011
Inauguração: 30 de Junho 2011 às 22h00
Fundação Carmona e Costa - Espaço Arte Contemporânea

Por ocasião da exposição será publicado um livro 

co-edição fcc / assírio & alvim

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Pedro Cabrita Reis

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Por ocasião da exposição será publicado um livro co-edição fcc / assírio & alvim

sábado, 18 de junho de 2011

António Franco Alexandre {17 de Junho de 1944}


Lambe-te o fogo cada ruga e pêlo,

e a água onde mergulhas logo encerra
em fresca e fina luva o corpo inteiro
e sem pudor algum te abraça e beija.
Mesmo o vulgar sabão, no tanque absorto,
pela nudez da carne se insinua
e entre as coxas flutua, como um peixe
mais branco, que outra sombra continua.
Mas eu, quando me cubro do teu rosto
e sou somente de água e fogo feito,
melhor ainda te conheço e quero,
e nada no teu corpo me é alheio:
em cada grão de pele te desejo,
em cada ruga leio o meu destino.

António Franco Alexandre, Duende, Assírio & Alvim, 2002

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Eu não procuro nada em ti


O lado de fora


Eu não procuro nada em ti,
nem a mim próprio, é algo em ti
que procura algo em ti
no labirinto dos meus pensamentos.

Eu estou entre ti e ti,
a minha vida, os meus sentidos
(principalmente os meus sentidos)
toldam de sombras o teu rosto.

O meu rosto não reflecte a tua imagem,
o meu silêncio não te deixa falar,
o meu corpo não deixa que se juntem
as partes dispersas de ti em mim.

Eu sou talvez
aquele que procuras,
e as minhas dúvidas a tua voz
chamando do fundo do meu coração.

Manuel António Pina, Poesia, Saudade da Prosa.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

«procurei dentro de ti o repercutido som do mar...»

Al Berto [Coimbra, 11 de Janeiro de 1948 - Lisboa, 13 de Junho de 1997]

Fernando Pessoa

Fernando António Nogueira Pessoa [Lisboa, 13 de Junho de 1888 — Lisboa, 30 de Novembro de 1935]

domingo, 12 de junho de 2011

Porto - Feira do Livro termina hoje


Logo à noite corremos a persiana! Mas ainda tem o dia de hoje para nos visitar. Como já sabe, a Assírio & Alvim fica mesmo em frente ao Guarany(m) e é sempre muito bem vindo(a)!

sábado, 11 de junho de 2011

«Mais estimulante que a solução é o problema - o fazer do ensaio»


Hoje, às 18h, no Auditório da Feira do Livro do Porto
MAIS ESTIMULANTE QUE A SOLUÇÃO É O PROBLEMA - O FAZER DO ENSAIO
Rosa Maria Martelo e Manuel Gusmão 
Em colaboração com Instituto Literatura Comparada Margarida Losa, da FLUP

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Bom fim-de-semana.

Sonetos de Luís de Camões 
escolhidos por 
Eugénio de Andrade

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Real, real, porque me abandonaste?

Fotografia de Lucília Monteiro (2005)

A ferida


Real, real, porque me abandonaste?
E, no entanto, às vezes bem preciso
de entregar nas tuas mãos o meu espírito
e que, por um momento, baste

que seja feita a tua vontade
para tudo de novo ter sentido,
não digo a vida, mas ao menos o vivido,
nomes e coisas, livre arbítrio, causalidade.

Oh, juntar os pedaços de todos os livros
e desimaginar o mundo, descriá-lo,
amarrado ao mastro mais altivo
do passado. Mas onde encontrar um passado?



Manuel António Pina, Poesia, Saudade da Prosa - uma antologia pessoal

domingo, 5 de junho de 2011

O rio passa, passa


O rio passa, passa
e nunca cessa.
O vento passa, passa
e nunca cessa.
A vida passa:
nunca regressa.



América, Aztecas, 
Versão de Herberto Helder, in Rosa do Mundo - 2001 poemas para o futuro

sábado, 4 de junho de 2011

Manuel António Pina e José Tolentino Mendonça, hoje à tarde na Feira do Livro do Porto


FEIRA DO LIVRO DO PORTO - 4 DE JUNHO, SÁBADO, 16H, AUDITÓRIO

«A VOLÚVEL MATÉRIA DAS PALAVRAS»

Manuel António Pina 
Poesia, Saudade da Prosa - uma antologia pessoal
José Tolentino Mendonça 
A Noite Abre Meus Olhos - poesia reunida
O Hipopótamo de Deus e Outros Textos

Leitura de poemas por Alberto Serra


No final da sessão será apresentado o mais recente livro de
Manuel António Pina, Prémio Camões 2011
Poesia, Saudade da Prosa — uma antologia pessoal. 
Não falte!

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Hermínio {10-IX-1952 / 3-VI-2001}

«Há muitos e muitos milhares de anos, a poesia aproximou-se do homem e tão próximos ficaram, que ela se instalou no seu coração. E começaram a ver o mundo conjuntamente estabelecendo uma inseparável relação que perdurará para sempre. Não demorou muito a que a poesia se emancipasse, autonomizando-se. Como uma rosa de cujas pétalas centrípetas emana a beleza e o mais intenso perfume, sem nunca prescindir da defesa vigilante dos seus espinhos, assim cresceu livre a poesia carregada de silencioso mistério e sedução.»

Manuel Hermínio Monteiro, in Rosa do Mundo - 2001 poemas para o futuro, 2001, p. IX.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

A Volúvel Matéria das Palavras



Sessão, com Manuel António Pina e José Tolentino Mendonça, no próximo sábado, dia 4 de Junho, às 16h00, no auditório da Feira do Livro Porto. Leitura de poemas por Alberto Serra. No final da sessão será apresentado o mais recente livro de Manuel António Pina, «Poesia, Saudade da Prosa — uma antologia pessoal». Não falte!