sexta-feira, 17 de junho de 2011

Eu não procuro nada em ti


O lado de fora


Eu não procuro nada em ti,
nem a mim próprio, é algo em ti
que procura algo em ti
no labirinto dos meus pensamentos.

Eu estou entre ti e ti,
a minha vida, os meus sentidos
(principalmente os meus sentidos)
toldam de sombras o teu rosto.

O meu rosto não reflecte a tua imagem,
o meu silêncio não te deixa falar,
o meu corpo não deixa que se juntem
as partes dispersas de ti em mim.

Eu sou talvez
aquele que procuras,
e as minhas dúvidas a tua voz
chamando do fundo do meu coração.

Manuel António Pina, Poesia, Saudade da Prosa.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

«procurei dentro de ti o repercutido som do mar...»

Al Berto [Coimbra, 11 de Janeiro de 1948 - Lisboa, 13 de Junho de 1997]

Fernando Pessoa

Fernando António Nogueira Pessoa [Lisboa, 13 de Junho de 1888 — Lisboa, 30 de Novembro de 1935]

domingo, 12 de junho de 2011

Porto - Feira do Livro termina hoje


Logo à noite corremos a persiana! Mas ainda tem o dia de hoje para nos visitar. Como já sabe, a Assírio & Alvim fica mesmo em frente ao Guarany(m) e é sempre muito bem vindo(a)!

sábado, 11 de junho de 2011

«Mais estimulante que a solução é o problema - o fazer do ensaio»


Hoje, às 18h, no Auditório da Feira do Livro do Porto
MAIS ESTIMULANTE QUE A SOLUÇÃO É O PROBLEMA - O FAZER DO ENSAIO
Rosa Maria Martelo e Manuel Gusmão 
Em colaboração com Instituto Literatura Comparada Margarida Losa, da FLUP

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Bom fim-de-semana.

Sonetos de Luís de Camões 
escolhidos por 
Eugénio de Andrade

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Real, real, porque me abandonaste?

Fotografia de Lucília Monteiro (2005)

A ferida


Real, real, porque me abandonaste?
E, no entanto, às vezes bem preciso
de entregar nas tuas mãos o meu espírito
e que, por um momento, baste

que seja feita a tua vontade
para tudo de novo ter sentido,
não digo a vida, mas ao menos o vivido,
nomes e coisas, livre arbítrio, causalidade.

Oh, juntar os pedaços de todos os livros
e desimaginar o mundo, descriá-lo,
amarrado ao mastro mais altivo
do passado. Mas onde encontrar um passado?



Manuel António Pina, Poesia, Saudade da Prosa - uma antologia pessoal

domingo, 5 de junho de 2011

O rio passa, passa


O rio passa, passa
e nunca cessa.
O vento passa, passa
e nunca cessa.
A vida passa:
nunca regressa.



América, Aztecas, 
Versão de Herberto Helder, in Rosa do Mundo - 2001 poemas para o futuro

sábado, 4 de junho de 2011

Manuel António Pina e José Tolentino Mendonça, hoje à tarde na Feira do Livro do Porto


FEIRA DO LIVRO DO PORTO - 4 DE JUNHO, SÁBADO, 16H, AUDITÓRIO

«A VOLÚVEL MATÉRIA DAS PALAVRAS»

Manuel António Pina 
Poesia, Saudade da Prosa - uma antologia pessoal
José Tolentino Mendonça 
A Noite Abre Meus Olhos - poesia reunida
O Hipopótamo de Deus e Outros Textos

Leitura de poemas por Alberto Serra


No final da sessão será apresentado o mais recente livro de
Manuel António Pina, Prémio Camões 2011
Poesia, Saudade da Prosa — uma antologia pessoal. 
Não falte!

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Hermínio {10-IX-1952 / 3-VI-2001}

«Há muitos e muitos milhares de anos, a poesia aproximou-se do homem e tão próximos ficaram, que ela se instalou no seu coração. E começaram a ver o mundo conjuntamente estabelecendo uma inseparável relação que perdurará para sempre. Não demorou muito a que a poesia se emancipasse, autonomizando-se. Como uma rosa de cujas pétalas centrípetas emana a beleza e o mais intenso perfume, sem nunca prescindir da defesa vigilante dos seus espinhos, assim cresceu livre a poesia carregada de silencioso mistério e sedução.»

Manuel Hermínio Monteiro, in Rosa do Mundo - 2001 poemas para o futuro, 2001, p. IX.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

A Volúvel Matéria das Palavras



Sessão, com Manuel António Pina e José Tolentino Mendonça, no próximo sábado, dia 4 de Junho, às 16h00, no auditório da Feira do Livro Porto. Leitura de poemas por Alberto Serra. No final da sessão será apresentado o mais recente livro de Manuel António Pina, «Poesia, Saudade da Prosa — uma antologia pessoal». Não falte!

terça-feira, 31 de maio de 2011

1 de Junho — Dia Mundial da Criança

Amanhã, dia 1 de Junho, celebra-se em Portugal o Dia Mundial da Criança. A Assírio & Alvim associa-se a esta data oferecendo um desconto de 50% em todos os seus livros infanto-juvenis*. Visite uma das nossas livrarias e festeje connosco o Dia Mundial da Criança.


Livraria Assírio & Alvim: Rua Passos Manuel, 67-b, Lisboa. De segunda a sexta-feira, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 19h00. § Assírio & Alvim LivrosPátio Siza no Chiado, com entrada pela Rua Garrett n.º 10 ou pela Rua do Carmo n.º 29. Aberta de segunda-feira a domingo: de segunda-feira a sexta-feira das 12h00 às 19h00; sábados e feriados das 10h00 às 19h00; domingos das 15h00 às 19h00. § Livraria do Armazém: Travessa do Calado, 26-b, Lisboa. De segunda a sexta-feira, das 15h00 às 19h00.

*Excepto novidades. Promoção válida apenas nas livrarias da Assírio & Alvim.

domingo, 29 de maio de 2011

Novidades a caminho das livrarias

ISBN 978-972-37-1587-3 PVP 12,00

ISBN 978-972-37-1583-5 PVP 12,00
ISBN 978-972-37-1586-6 PVP 10,00

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Inveja

Hoje, às 21h30, no âmbito da programação cultural da Feira do Livro do Porto, Mário Avelar fala do seu livro Inveja - Uma novela académica. Na Assírio & Alvim (pavilhões A39 e A41) pode encontrar, não só este livro, como o anterior Pentâmetros Jâmbicos (um dos Livros do Dia de hoje). Visite-nos e participe nesta sessão.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Porto ímpar

 
Feira do Livro do Porto.

As Voltas e as Canções de Um Andarilho

Avistado há pouco na Feira do Livro do Porto

Feira do Livro do Porto 2011

Estamos na Feira do Livro do Porto, que começa hoje na Avenida dos Aliados, até ao próximo dia 12 de Junho. 

A ASSÍRIO & ALVIM FICA MESMO EM FRENTE AO GUARANY[M]!

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Assírio & Alvim lança dois novos livros de Pedro Strecht

Após 15 anos de edições e 21 títulos publicados, Pedro Strecht e a Assírio & Alvim convidam-no(a) a estar presente nos seguintes lançamentos:

(clique na imagem para a aumentar)

UMA CERTA HARMONIA
Notas sobre arquitectura, urbanismo e saúde mental infanto-juvenil

com a presença do Arquitecto Álvaro Siza, autor do Prefácio, no dia 27 de Maio, 6.ª feira, a partir das 18h00 na Assírio & Alvim Livros*.

Assírio & Alvim LivrosPátio Siza no Chiado, com entrada pela Rua Garrett n.º 10 ou pela Rua do Carmo n.º 29. Aberta de segunda-feira a domingo: de segunda-feira a sexta-feira das 12h00 às 19h00; sábados e feriados das 10h00 às 19h00; domingos das 15h00 às 19h00.



(clique na imagem para a aumentar)

Sessão de teatro dos Trupilariante seguida do lançamento do livro para crianças

ESCONDERIJO 
[conto]

Dia 29 de Maio, domingo, pelas 16h00 no Auditório do Espaço Monsanto (a partir da 1.ª rotunda de Monsanto, para quem vem do viaduto Duarte Pacheco, basta seguir as indicações — informações mais detalhadas sobre localização e transportes públicos aqui).


domingo, 22 de maio de 2011

JOÉ AFONSO - TODAS AS CANÇÕES {2ª edição já chegou às livrarias}

 
Já chegou a 2ª edição.

«"José Afonso é o nosso maior cantor de intervenção!"
Este elogio tão consensual e aparentemente tão generoso é a forma mais eficaz de liquidar a obra do grande mestre da música popular portuguesa no que ela tem de universal e de artisticamente superior.
Não é sequer uma meia verdade. É, de facto, uma «falsa» verdade.
Reduzir José Afonso ao cantor de intervenção, que ele também foi, é induzir no grande contingente de distraídos a ideia de menoridade artística, (mal) associada à canção política.
É claro que, numa análise larga, podemos considerar cada cantiga de José Afonso uma canção de intervenção, na medida em que todas elas reflectem a sua forma de estar na vida e de a observar. Desse ponto de vista, cada uma das suas cantigas foi concebida deliberadamente à revelia da ideologia dominante e contra ela.
Na realidade, porém, as canções de conteúdo expressamente político são até minoritárias no conjunto da sua obra.
Arrumar José Afonso na gaveta da canção de intervenção, é não compreender que a dimensão da sua obra está ao nível do que de mais importante se fez na música popular universal do século XX. E se não teve o impacto mundial que merecia, foi tão-somente porque ele nasceu onde nasceu.
Além disso, essa etiqueta é um óptimo álibi para que os divulgadores musicais o possam banir com toda a tranquilidade. Porque "a música de intervenção já teve o seu tempo e já não interessa ao grande público".
Mas sejamos justos: se a rádio e a televisão ignoram a obra de José Afonso, esse facto não se deve apenas ao analfabetismo musical e ao mau gosto de muitos dos seus directores de programas. Deve-se também às imposições do mercado, para o qual e com o qual esses directores trabalham.
Sintomaticamente, essa marginalização não tem hoje reflexo no meio musical. Pelo contrário, de há uns anos a esta parte, José Afonso passou a ser o autor mais cantado por todas as gerações e diferentes escolas de músicos.
Este facto atesta bem a sua importância na história da música popular portuguesa. Graças ao seu talento excepcional, renovou a nossa canção popular a partir da tradição musical coimbrã em que se iniciou, integrando novas influências e marcando decisivamente as gerações seguintes. A esse papel não são estranhos três factores resultantes da sua própria vivência: o meio universitário coimbrão, culto e boémio, onde estudavam jovens oriundos de zonas rurais ou semi-rurais, que integrava já, na tipicidade das suas baladas, fortes influências da poesia e da música tradicionais de várias regiões do país, sobretudo das Beiras e dos Açores; a instabilidade, pouco normal para a época, da sua infância e da sua adolescência, que muito cedo o levou a contactar com meios socioculturais muito diferentes; uma cultura literária acima da média, adquirida sobretudo em Coimbra, que contribuiu para elevar os seus padrões de qualidade no uso da palavra cantada.
Mestre incontestado da canção popular portuguesa, simultaneamente um genial autor e intérprete de canções, cidadão exemplar e incansável lutador pela liberdade e pela justiça no contexto da ditadura salazarista, mas também no pós 25 de Abril, a sua vasta obra discográfica, iniciada em 1953 e terminada em 1985, constitui um manancial inesgotável de inspiração e de aprendizagem.
José Afonso deixou-nos em 1987. Num país tremendamente desculturado e desatento foi preciso esperar quase um quarto de século para ver aparecer o presente trabalho, que reúne as partituras de todas as 159 canções que gravou, com as respectivas letras e cifras, exceptuando apenas os fados de Coimbra de autoria alheia que interpretou.
Para que este livro possa constituir um complemento de alguma utilidade para quem pretender conhecer e estudar a sua obra, optámos pela transcrição fidedigna do que está registado nos fonogramas, independentemente de pensarmos, num ou outro caso, que poderia haver outras soluções ao nível da estrutura ou da harmonia. Pela mesma razão, não sugerimos qualquer hipótese de harmonização, quando a harmonia não é evidente no arranjo.
Apenas nos permitimos alterar a tonalidade de algumas canções na transcrição, nos seguintes três casos:
— Para que a partitura reflicta a digitação utilizada, nas situações em que a afinação habitual das violas foi alterada;
— Quando os instrumentistas utilizaram um transpositor;
— No limite, quando a tonalidade da gravação, com pequena diferença de tessitura, poderia dificultar desnecessariamente a leitura e a execução.
A autoria das letras e das músicas é de José Afonso, excepto quando são indicados outros autores.
Esperamos que este José Afonso — Todas as canções possa contribuir para um melhor conhecimento e estudo deste precioso património.»

Guilhermino Monteiro
João Lóio
José Mário Branco
Octávio Fonseca

ISBN: 978-972-37-1567-5; 352 páginas; PVP: 22,00

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Mário de Sá-Carneiro

{Lisboa, 19 de Maio de 1890 - Paris, 26 de Abril de 1916}