domingo, 9 de janeiro de 2011

Hoje à tarde

A Assírio & Alvim livros, no Chiado [Pátio do Siza, ao fundo - entrada pelas ruas Garrett, 10 / Carmo, 29], estará aberta ao público durante o dia de hoje, das 15:00 às 19:00 horas. Venha dar um passeio ao Chiado e visite-nos!

sábado, 8 de janeiro de 2011

Estreia logo à tarde...


Estreia hoje, dia 8 de Janeiro, sábado, no Teatro da Luz, em Lisboa.

«…todos se esqueciam de responder ao José Maria. Ou pelo menos todos se esqueciam de lhe responder como ele queria que lhe respondessem. Por isso, o rapaz ia ficando sem saber algumas coisas, coisas acerca das quais ainda não tinha construído certas ideias. Ideias acerca de certos e determinados assuntos. Era isto que ainda se passava, por exemplo, com o tamanho da sua altura…».
O Tamanho da Minha Altura, de Suzana Ramos (texto) e Marta Neto (ilustração) e editado em 2009 na colecção «Assirinha», é um fascinante livro infantil, vencedor do «Prémio Literário Maria Rosa Colaço – 2007», atribuído pela Câmara Municipal de Almada.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Helder Moura Pereira [Setúbal, 7-I-1949]

Apagaram-se as luzes azuis da ambulância
e mais ficou na nossa imagem a cor do sangue.
No trajecto vi mais o teu ser do que à mesa,
na cama, no trabalho, o que vi deixou-me
descansado: humano, demasiado humano.
Tudo podia ter sido mais fácil, eis o que pode
dizer qualquer um, e mesmo que quase não
haja dinheiro para o táxi e te sintas à beira
do precipício, levanta a garganta e berra
para aí até já não haver quem te oiça.
Da missa metade não soube em tua história
e também não é preciso, todos nós já corremos
para um hospital e viemos de lá a cheirar
a doença e a morte. Por nós ou por outros,
nessa grande casa da tristeza e do alívio,
democracia total o acaso que dispara
e acerta ou não acerta em quem vai a passar.
Alguém te segura à beira da derrocada
e te pergunta saberás se lá no fundo há
algo que valha a pena? Pode ser que sim,
pode ser que não, ninguém sabe.

SE AS COISAS NÃO FOSSEM O QUE SÃO (2010)

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Poemas com Cinema - lançamento

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É já na próxima quinta-feira, no Porto. Contamos com a sua presença.

O livro está disponível nas livrarias.

Dia de Reis na Assírio & Alvim

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quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Malangatana

«Malangatana Ngwenya Valente nasceu em 6 de Junho de 1936 em Matalana, Moçambique, África Oriental "portuguesa".
Em Lourenço Marques, capital da "província", para onde parte depois de ter estudado nas escolas das Missões, trabalha como criado, primeiro como baby-sitter, depois num clube desportivo, e enfim como cozinheiro do pessoal de um clube elegante.
Frequenta uma associação artística local, o "Núcleo de Arte", e conhece o arquitecto Alpoim Guedes, que o convida para sua casa e o anima a inspirar-se unicamente em si-mesmo e no legado cultural que traz consigo. Com efeito, e sobretudo nessa época, a arte na África portuguesa era o joguete do academismo estético e moral do Ocidente, posto a andar de duas maneiras: "pôr do sol", "queimadas", e "Vénus Negras", se o pintor era branco; Cristos e Virgens-Santas para os escultores "colonizados".
É assim que, não mergulhando senão nas suas próprias forças e só escutando a voz mágica familiar (seu pai fora um "homem-medicina" e Malangatana associara-se como ajudante de feiticeiro aos ritos e operações do cháman), se torna o primeiro (em força e em data) pintor "absolutamente moderno" do complexo cultural nativo da África Oriental "portuguesa".
[...]»

Mário Cesariny, As Mãos na Água, a Cabeça no Mar, Assírio & Alvim, 1985, p. 283.

sábado, 1 de janeiro de 2011

Gato Maltês - 30 anos

1981-2011


«De todas as nossas colecções, uma parece estar mais perto do coração. Chama-se GATO MALTÊS e, como o gato das histórias, tem muitas vidas e, no seu conjunto, pretende, em pequenas dimensões e sob excepcional aspecto gráfico, dar ao conhecimento do leitor português um leque diversificado do melhor da literatura universal.»

«Colecção Gato Maltês» (excerto de folheto promocional de Março de 1986, distribuído aquando do lançamento de O Gosto Solitário do Orvalho, de Matsuo Bashô)

«Há colecções preferidas nas editoras? No caso da Assírio & Alvim, há. E essa colecção tem a presença, o mistério, a familiaridade e irrequietude de um gato. Um gato maltês. Anais Nin, Borges, S. João da Cruz, Pound, Conrad, Whitman, D. H. Lawrence, Eliot, Malcolm Lowry, Céline, Bashô, Henry James, Novalis, Melville, Pascoaes, Yeats, Tarkovskii e Cocteau, todos eles deram "garras" à literatura universal, imprimindo-lhe um temperamento felino e inovador. Escolhendo um a um e juntando-os na sua pluralidade de escritas, inaugurámos uma singular e notável colecção de pequeno formato, na vida editorial portuguesa. Usamos o maior rigor na selecção e execução de cada título. A poesia publica-se em edição bilingue. As traduções são muito selectivas, como as de Aníbal Fernandes ou as de João Almeida Flor. Mas há aqui um particular que gostamos de realçar: o diálogo e o confronto de poetas portugueses com o texto original trazido ao português. Daí o "charme" da Gato Maltês. Com alguns dos seus pequenos livros em versões da autoria de diversos poetas de diferentes gerações: Herberto Helder, Cesariny, José Bento, Jorge de Sousa Braga, José Agostinho Baptista, Gil de Carvalho, Paulo da Costa Domingos, Fiama Hasse Pais Brandão. Por isso, acarinhámos esta edição de A Voz Humana. Pelo belo texto de Cocteau e igualmente pela singular versão do poeta Carlos de Oliveira. Ambos dão mais fôlego ao persistente gato que "ameaça" prosseguir activo pelos muitos lares dos melhores leitores para despeito e temor das muitas ratazanas que tentam desfeitear a Grande Literatura Universal.»

«Gato Maltês - uma colecção felina», folheto comemorativo do centenário do nascimento de Jean Cocteau, distribuído por ocasião do lançamento de A Voz Humana e da homenagem realizada entre 22 de Fevereiro e 8 de Março de 1989.

Janeiro de 1981 - edição de O Teatro, de Emma Santos, primeiro livro da colecção Gato Maltês; Janeiro de 2011 - esteja atento às novidades e reedições que preparámos para assinalar os 30 anos desta colecção. Damos assim novo «fôlego ao persistente gato que "ameaça" prosseguir activo pelos muitos lares dos melhores leitores para despeito e temor das muitas ratazanas que tentam desfeitear a Grande Literatura Universal». Ontem e hoje.

Bom Ano!



«[...] não é bom começar um ano a repisar desgraças e muito menos a antevê-las.»

João Bénard da Costa, Crónicas: Imagens Proféticas e Outras, 2º vol., A&A, 2010.

BOM ANO DE 2011!

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Uma saborosa passagem de ano!

Documenta Poetica - colheita de 2010







Poesia Inédita Portuguesa - colheita de 2010







quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Alfinete - colheita de 2010



Assirinha - colheita de 2010



Rei Lagarto - colheita de 2010


100

PAUL BOWLES
{30-XII-1910 / 18-XI-1999}

Obras de Paul Bowles na Assírio & Alvim: O Céu que nos Protege (Tradução de José Agostinho Baptista, colecção «O Imaginário»); A Missa do Galo (Tradução de José Agostinho Baptista, colecção «O Imaginário»); Deixa a Chuva Cair (Tradução de Ana Maria de Freitas, colecção «O Imaginário»); Por Cima do Mundo (Tradução de David Antunes e Sara E. Eckerson, colecção «O Imaginário»); Poemas (Tradução de José Agostinho Baptista, colecção «Documenta Poetica»); Memórias de Um Nómada (Tradução de José Gabriel Flores, colecção «Testemunhos»).

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Gato Maltês - colheita de 2010










segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Boas Festas

(clique na imagem para a aumentar)

Livro Rosé

O destino que me leva a vir a ser, mais tarde ou mais cedo, presidente de Portugal, é a convicção de que os assuntos melindrosos do Estado e dos seus ridículos protocolos exigem alguém mais esclarecido quanto ao que se pode fazer por este conjunto de partes que são os Portugueses, e com o fantasma, por um lado, e a máquina, pelo outro, que é «Portugal». Tem faltado um bom ponta-de-lança na Presidência para que este estimado público a que presunçosamente chamamos cidadãos se sinta estimulado a fazer o mesmo na sua vida passional e profissional. Chega de miséria sexual!

Recolha, selecção de textos, conspiração e edição: Pedro Proença
ISBN: 978-972-37-1559-0

domingo, 19 de dezembro de 2010

Tomás de Aquino na colecção «Teofanias»


«Assim como se pode considerar São Francisco o protótipo dos aspectos romanescos e emotivos da vida, assim São Tomás é o protótipo do seu aspecto racional, razão por que, em muitos aspectos, estes dois santos se completam. Um dos paradoxos da história é que cada geração é iluminada pelo santo que se encontra mais em contradição com ela. E, assim como São Francisco se dirigia ao século XIX prosaico, assim São Tomás tem uma mensagem especial para a nossa geração, inclinada a desacreditar da razão.»

G.K. Chesterton

«Neste longo caminho, S. Tomás ocupa um lugar absolutamente especial, não só pelo conteúdo da sua doutrina, mas também pelo diálogo que soube instaurar com o pensamento árabe e hebreu do seu tempo. Numa época em que os pensadores cristãos voltavam a descobrir os tesouros da filosofia antiga, e mais directamente da filosofia aristotélica, ele teve o grande mérito de colocar em primeiro lugar a harmonia que existe entre a razão e a fé.»

João Paulo II, «Fides et Ratio»

Tradução e prefácio: Artur Morão / ISBN: 978-972-37-1533-0

Vidas Imaginárias


«Em geral os biógrafos acreditaram, infelizmente, que eram historiadores. E assim nos privaram de retratos admiráveis. Acharam que só a vida dos grandes homens podia interessar-nos. A arte é estranha a estas considerações. Aos olhos do pintor, o retrato que Cranach fez de um homem desconhecido tem tanto valor como o retrato de Erasmo. Não é graças ao nome de Erasmo que esse quadro é inimitável. A arte do biógrafo seria dar o mesmo preço à vida de um pobre actor e à vida de Shakespeare.»

Marcel Schwob

Tradução e apresentação de Aníbal Fernandes
ISBN: 978-972-37-1553-8