quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Obrigada *


* aos leitores e amigos que, durante todo o dia de hoje e pelos mais diversos meios, fizeram chegar os seus votos de parabéns.

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Assírio & Alvim
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segunda-feira, 8 de novembro de 2010

«Inveja» encheu livraria Assírio & Alvim








8 de Novembro de 2010
Lançamento do livro Inveja - uma novela académica, de Mário Avelar
livraria Assírio & Alvim, Rua Passos Manuel, 67B, em Lisboa

Uma novela académica

Uma novela académica cuja intriga não se centra na Universidade. Uma acção que decorre em cerca de vinte minutos e que, todavia, abarca mais de quarenta anos da História portuguesa recente. Um protagonista com a solene graça de Francisco de Villa-Verde que os outrora companheiros de armas tratavam por Xico-Xicão. Um académico quase nada respeitado que acaba por ser indigitado Presidente do Instituto Camões. Uma esposa praticante de espartanos jejuns sexuais que, na juventude, fora uma imaginativa sedutora. Um autarca, fugaz universitário, que sonhava ser consiglieri. Uma bela e esbelta russa recentemente designada leitora de português em Sevilha. Um neófito adepto do Acordo Ortográfico, incapaz de ler um jornal brasileiro. Um cantor de charme francês destronado por uma cantora pop inglesa. Um parágrafo que nunca mais acaba!
Surpreendido? Bem, muito mais ficará depois de ler tudo isto e muito mais em Inveja - uma novela académica, novo livro de Mário Avelar que é lançado hoje, segunda-feira, às 18h30 na livraria Assírio & Alvim, R. Passos Manuel 67B, em Lisboa. Contamos com a sua presença.


«Entre o começo e o fim desta narrativa, que em pinceladas fortes nos dá a ver tudo o que de pior vai acontecendo na esfera da política, uma outra lição nos é proposta: a de lermos nas entrelinhas os autores da grande literatura que frequentemente são citados ou evocados, e nos lembram que há mais mundo para além do apertado mundo do espesso e caricato Villa-Verde.
Mário Avelar demonstra, enquanto ironiza, uma cultura musical que a muitos especialistas faria inveja, uma formação literária e artística que a todos os que de verdade amam a literatura e a arte devolvem a esperança. Foi o meu caso, e será o caso de muitos outros leitores como eu. Terá esta novela chegado a tempo? Não apenas de nos divertir, de nos instruir sobre o teatro do mundo, mas também de obrigar os responsáveis a que emendem a mão?»

Yvette K. Centeno, Colóquio Letras, nº 175, 2010.

ISBN: 978-972-37-1477-7. Nas livrarias até ao fim desta semana.

domingo, 7 de novembro de 2010

INVEJA

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A Assírio & Alvim convida-o(a) para o lançamento do livro

Inveja - uma novela académica
de Mário Avelar

No próximo dia 8 de Novembro, segunda-feira, pelas 18h30, na Livraria Assírio & Alvim,
Rua Passos Manuel, 67-b, em Lisboa.
Apresentação por António Carlos Cortez; leitura de excertos da obra por Ana Marques
Gastão; participação musical de Jorge Vaz de Carvalho.

No final será servido um pequeno coktail

sábado, 6 de novembro de 2010

«Aves de Portugal» - lançamento desta tarde na Herdade da Mourisca











sexta-feira, 5 de novembro de 2010

«Aves de Portugal» é lançado amanhã na Herdade da Mourisca (Setúbal)

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O Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade e a Assírio & Alvim convidam-no para o lançamento do livro

Aves de Portugal
Ornitologia do território continental
de Paulo Catry, Helder Costa, Gonçalo Elias e Rafael Matias

que terá lugar a 6 de Novembro (sábado), pelas 15h30, na Herdade da Mourisca, próximo de Setúbal. O livro será apresentado pelos autores e, no final, haverá uma saída ao campo para o avistamento de algumas espécies. Lançamento integrado na III Feira de Outono da Herdade da Mourisca, Faralhão, Reserva Natural do Estuário do Sado.

Serão sorteados dois exemplares do livro entre os participantes.

Henrique Neto e José Manuel Fernandes apresentam livro de Luís Campos e Cunha

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O Príncipe-Urso Doce de Laranja § Festa de Encerramento


A Assírio & Alvim convida-o(a) para o encerramento da exposição de Duarte Belo, patente na Assírio & Alvim Livros, no Chiado, com as imagens realizadas para ilustrar o livro O Príncipe-Urso Doce de Laranja.


Apresentação do trabalho O Príncipe-Urso Doce de Laranja, por Duarte Belo

interpretação do texto, desenho, processo construtivo das figuras, fotografia, paginação


Hoje, 5 de Novembro, sexta-feira, pelas 18h30, na Assírio & Alvim Livros, no Chiado (Pátio do Siza, entradas pela Rua Garrett n.º 10 ou Rua do Carmo n.º 29).


quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Amanhã! Lançamento da Relâmpago na Assírio & Alvim

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A Fundação Luís Miguel Nava e a editora Assírio & Alvim convidam-no a assistir ao lançamento do número 26 da revista de poesia Relâmpago, que se realizará no dia 4 de Novembro, pelas 18h30, na Livraria Assírio & Alvim, Rua Passos Manuel, 67 – B.

Este número, que tem como tema central a poesia de Mário Cesariny, será apresentado por Fernando Cabral Martins. Os actores Eurico Lopes e Paulo Pires lerão poemas do poeta homenageado.

No final será servido um pequeno cocktail.

João Salgueiro e José Manuel Fernandes apresentam livro de Luís Campos e Cunha

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terça-feira, 2 de novembro de 2010

Aves de Portugal no Casino Figueira


O Casino Figueira e a Assírio & Alvim convidam-no para uma apresentação do livro

Aves de Portugal
Ornitologia do território continental

de Paulo Catry, Helder Costa, Gonçalo Elias e Rafael Matias,
que terá lugar a de 2 de Novembro (terça-feira), pelas 18h30, no Casino Figueira.

* Casino Figueira / Rua Dr. Calado, 1 / 3080-153 Figueira da Foz.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Lançamento do livro «Gil Heitor Cortesão - Pinturas 2002-2010»



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É já amanhã, sábado 30 de Outubro, pelas 18h00, o lançamento do livro «Gil Heitor Cortesão — Pinturas 2002-2010», na Galeria Pedro Cera. Este livro, uma co-edição entre a ADIAC e a Assírio & Alvim, estará brevemente disponível nas livrarias e inclui reproduções de obras realizadas pelo artista no decorrer do referido período, bem como dois textos da autoria de, respectivamente, Leonor Nazaré e Jean-François Chougnet, que analisam em detalhe a obra do autor.

Na Galeria Pedro Cera: Rua do Patrocínio; 67-E, em Lisboa. Não falte!

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Colóquio Fiama Hasse Pais Brandão


É já amanhã, a partir das 10h30, que começa o «Colóquio Fiama Hasse Pais Brandão», na Casa Fernando Pessoa, em Lisboa, com a participação de Eduardo Lourenço, Jorge Fernandes da Silveira, Gastão Cruz, Maria Teresa Horta, Armando Silva Carvalho, Manuel de Gusmão, Nuno Júdice, Fernando Pinto do Amaral, Rosa Maria Martelo, entre outros – e leituras por Luis Miguel Cintra e Luísa Cruz.

O colóquio será acompanhado por uma exposição, que revelará um lado menos conhecido de Fiama: o de artista plástica.


Também amanhã, às 18h30 e inserido neste colóquio, será lançado o livro «Âmago», uma antologia poética que, nas palavras de Gastão Cruz, «foi organizado tendo em conta, quer a minha escolha pessoal, quer as sugestões que pedi a alguns atentos e dedicados leitores da obra poética de Fiama Hasse Pais Brandão: Carlos Mendes de Sousa, Jorge Fernandes da Silveira, Maria de Lourdes Ferraz e Rosa Maria Martelo. Tive ainda em consideração as selecções feitas, em 1986 e em 1997, pela autora, para as suas "antologias próprias" intituladas F de Fiama


A entrada é livre e o programa completo pode ser consultado aqui.

Sérgio Godinho é o Poeta convidado

Sérgio Godinho é o Poeta convidado da 108ª sessão das «Quintas de Leitura», ciclo poético promovido pela Câmara Municipal do Porto, através da Fundação Ciência e Desenvolvimento, a acontecer hoje às 22hoo no Teatro do Campo Alegre, no Porto. Mais informação no blogue das «Quintas de Leitura» e aqui mais abaixo.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

João Salgueiro, Henrique Neto e José Manuel Fernandes apresentam, em Lisboa (3-XI) e em Gaia (5-XI), livro de Luís Campos e Cunha


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Sérgio Godinho nas «Quintas de Leitura»

«Sérgio Godinho é o Poeta convidado da 108ª sessão das "Quintas de Leitura", ciclo poético promovido pela Câmara Municipal do Porto, através da Fundação Ciência e Desenvolvimento, a acontecer já na próxima Quinta-feira.
Relembramos que o espectáculo, intitulado "O sangue por um fio", para além de Sérgio Godinho conta com Isabel Fernandes Pinto, Rute Miranda e Miguel Ramos a lerem poemas do livro que dá nome à sessão, publicado em 2009 pela editora Assírio & Alvim.
Anabela Mota Ribeiro conversará com o Autor sobre este pequeno grande livro onde, segundo ela, "muitas coisas são ditas com uma exactidão e precisão de lâmina".
Tiago Manuel, responsável pela imagem da sessão, também participará nesta viagem de "fora para dentro dos olhos", surpreendendo-nos e emocionando-nos com as suas imagens microscópicas de corpos dissecados.
O habitual momento de performance será assinado pela "repetente" Sónia Baptista. Uma visão sensível e inesperada do universo poético de Sérgio Godinho.
A abrir a sessão, cumplicidades musicais pelo Ensemble Vocal Pro Musica - mais de 40 elementos em cena -, superiormente dirigido pelo maestro José Manuel Pinheiro.»

Informação retirada do blogue das Quintas de Leitura

Obras de Sérgio Godinho na Assírio & Alvim: O Pequeno Livro do Medos [2000] (ilustrações de Sérgio Godinho), 55 Canções de Sérgio Godinho - Partituras, letras, cifras [2007], O Sangue Por Um Fio - Poemas [2009] (desenhos de Tiago Manuel). Sobre Sérgio Godinho: Retrovisor - Uma biografia musical de Sérgio Godinho [2006], de Nuno Galopim.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

José Augusto Mourão apresenta «A Noite Abre Meus Olhos»

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Leitura de poemas por Jorge Vaz de Carvalho (barítono, tradutor do livro Canções de Inocência e de Experiência, de William Blake, Assírio & Alvim, 2009).

domingo, 24 de outubro de 2010

«Um chá no Sahara»

«Chegou a Tânger ao meio-dia e foi direito a casa». É assim que começa o primeiro dos contos de A Missa do Galo, precisamente o que dá o título ao livro. Foi quase assim que aconteceu comigo quando, há cerca de um ano, me desloquei a essa cidade mítica e cosmopolita para entrevistar Paul Bowles. Era um desejo de há muito, desde que lera The Sheltering Sky, o seu romance de maior fôlego, que agora, pela mão, ou melhor, pelo olhar de Bertolucci, o vai certamente tornar conhecido em todo o mundo.
Cheguei a Tânger sem saber onde morava. Mas não foi difícil encontrá-lo. Paul Bowles, «lécrivain américain», chamam-lhe, faz parte da cidade e não se pode falar de Tânger sem referir o seu nome. Vive num vulgar prédio cinzento, típico de subúrbio, alguns vidros partidos, junto à Rádio Voz da América, edifício do ex-consulado americano. Recebe entre as cinco e as seis da tarde, à hora do chá. É Mohamed Mrabet, amigo de longa data, também escritor, que Bowles divulgou traduzindo as suas obras para o inglês, que nos vem abrir a porta. Apresentações feitas, Bowles chega à porta e cumprimenta-nos. Veste um blaser azul-marinho, camisa e gravata. Ainda antes de entrar passo-lhe para a mão dois exemplares da tradução portuguesa de The Sheltering Sky. (Mais tarde escreveu-me a dizer que tinha gostado muito do livro.) Viengam sentarse. Que lengua quieren ustedes hablar? Bowles fala fluentemente o espanhol, o francês e o árabe, para além, é claro, do inglês. Quando aqui se instalou, Tânger era um porto internacional, governado por oito países europeus e com três línguas oficiais - francês, espanhol e árabe.
As malas de viagem empilhadas no hall fazem-nos lembrar que este homem foi um inveterado viajante (quando ainda havia um sentido para a viagem, quando se podia viajar de barco, agora não, os aeroportos são uma coisa muito confusa). Na sala, tapetes berberes e almofadas que se espalham sobre o chão, onde nos sentamos, uma enorme estante com livros, duas mesas baixas. Na varanda, uma mancha verde de plantas envolve-nos numa doce e fresca penumbra que contrasta com o calor sufocante que faz lá fora.
Bowles começa por nos falar de como saiu dos Estados Unidos, aos 18 anos, «Paris era uma festa», só para conhecer gente. Gertrude Stein convenceu-o então de que não era poeta (os seus poemas tinham sido publicados em França e na Bélgica) e de que devia ir a Tânger. Que acabaria por escolher para ficar. Ou como ele diz, não escolheu, foi um acaso, como tudo na sua vida. Um pouco por inércia, ou por ser barato. Ou permissivo. Viajou por todos os continentes, «without stopping», teve uma ilha no Ceilão, a Taprobana, que foi obrigado a vender, conheceu meio mundo das artes e das letras (Tennessee Williams bateu-me à porta em Acapulco, Vidal apareceu-me em Tânger duas ou três vezes, Burroughs, Francis Bacon, Auden, etc., etc.). Como as suas obras não falam sobre «o maior e o melhor país do mundo» - os Estados Unidos - e não escreveu sobre «o maior de todos os temas humanos» - a experiência americana - (Gore Vidal dixit) ele é pouco conhecido nos Estados Unidos. Isso está a mudar. Bertolucci acaba de rodar The Sheltering Sky (O Céu que nos Protege), onde o próprio Bowles tem um pequeno papel. As traduções da sua obra multiplicam-se. Os jornalistas não param de bater à porta para o entrevistar.
Mas Paul Bowles, oitenta anos feitos, é um americano (in)tranquilo no seu apartamento da rue des Amoureux, de onde pouco sai. Publicou há cerca de dois anos um novo livro de contos, mas tem-se dedicado sobretudo à música, a sua paixão primeira. Uma hora de conversa começa a deixá-lo cansado, ainda que continue a responder solícito às nossas perguntas. Mrabet fuma calmamente o seu cachimbo de "kif", sentado no divã. Manteve-se calado durante toda a conversa, só no final, quando Bowles nos mostrava a edição brasileira de Up Above de World, referiu que o seu livro The Lemon também tinha sido traduzido no Brasil. São quase seis horas, Mr Bowles terá de se deitar daqui a pouco, o médico mandou. Tem de ser assim.

António Costa

No momento em que acabou de se realizar, em Lisboa, uma iniciativa internacional - Do You Bowles? - celebrativa do centenário do nascimento de Paul Bowles [30/XII/1910 - 18/XI/1999), julgamos oportuno recordar o texto «Um chá no Sahara», de António Costa, que também participou naquele evento, publicado n' A Phala nº 19, de Julho / Agosto / Setembro / 1990. Na introdução a este texto podemos ler: «"Exilado" há mais de quarenta anos em Marrocos, Paul Bowles, escritor americano, oitenta anos de idade, começa a ser redescoberto nos Estados Unidos e na Europa. Bernardo Bertolucci acaba de filmar o seu romance The Sheltering Sky (tradução portuguesa: O Céu que nos Protege, Assírio & Alvim, 1989), a estrear no início da nova temporada. As traduções das suas obras multiplicaram-se, assim como as entrevistas. Vamos agora publicar o volume de contos A Missa do Galo, com tradução de José Agostinho Baptista. "Os seus contos estão entre os melhores que alguma vez se escreveram", disse Gore Vidal. António Costa procurou e encontrou o escritor na sua casa em Tânger. Do chá, da conversa e do ambiente, o testemunho...»

Obras de Paul Bowles na Assírio & Alvim: O Céu que nos Protege (Tradução de José Agostinho Baptista, colecção «O Imaginário»); A Missa do Galo (Tradução de José Agostinho Baptista, colecção «O Imaginário»); Deixa a Chuva Cair (Tradução de Ana Maria de Freitas, colecção «O Imaginário»); Por Cima do Mundo (Tradução de David Antunes e Sara E. Eckerson, colecção «O Imaginário»); Poemas (Tradução de José Agostinho Baptista, colecção «Documenta Poetica»); Memórias de Um Nómada (Tradução de José Gabriel Flores, colecção «Testemunhos»).