sexta-feira, 8 de outubro de 2010

2 «Gato Maltês» + 2 «Alfinete»


Brevemente na sua livraria.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

«Um Arco Singular»

«_____________ a primeira imagem do Diário não é, para mim, o repouso na vida quotidiana, mas uma constelação de imagens, caminhando todas as constelações umas sobre as outras. Qualquer aprendiz imagético, quando sobe ao meu quarto e atravessa o meu escritório, tem o sentimento de que “um belo lixo de imagens se criou aqui”. Se for menos inocente dirá: “que belo luxo de imagens”. Eu diria: aqui está a raiz de qualquer livro.»


«[…]
Uma palavra ainda sobre o título encontrado para este segundo volume: o “arco singular” que nele se traça (sugerido pela leitura de Rilke) é múltiplo, e será decisivo para o resto da vida e da escrita de Maria Gabriela Llansol. Esse arco vai do entusiasmo inicial da experiência cooperativa de trabalho e ensino à desilusão final dessa vivência, tão típica de uma época de ideais alternativos e de contradições. É o arco da tensão crescente entre as imposições da sobrevivência e a “sobrevida” que só a escrita demais dois livros pode trazer, os que ocupam grande parte destes cadernos e deste período (A Restante Vida e Na Casa de Julho e Agosto). É o arco que vai da matéria medieval, e fascinante, do universo de beguinas, cátaros, gnósticos e alquimistas à descoberta da escrita e da existência de outras mulheres, escritoras do mesmo século XX, e grandes revelações, como Virginia Woolf e Katherine Mansfield. É, em termos de quotidiano estrito, o arco que vai da saída de Lovaina e do seu mundo mais cosmopolita à aparente felicidade da vida mais tranquila na casa de Jodoigne (que evoca vagamente a da infância, e por isso é objecto de tanta atenção) e ao anúncio da saída para o isolamento ainda maior de Herbais, que proporcionará finalmente uma existência quase exclusivamente preenchida pela escrita. O “arco singular” que este livro dá a ver é, enfim, o de uma linha parabólica sempre bidireccional e tensa, com um vórtice em cima e outro em baixo, entre os quais se desenrola o percurso de um ser de escrita que, como dirão mais tarde as últimas palavras de O Senhor de Herbais, sendo como poucos singular, nunca seria “uma singularidade vã”.»

João Barrento e Maria Etelvina Santos, na «Introdução»


Brevemente na sua livaria
Selecção, Transcrição, Introdução e Notas: João Barrento e Maria Etelvina Santos
Colecção: Arrábido 8 / Formato e acabamento: 14,5 x 20,5 cm, edição brochada / 288 páginas
ISBN: 978-972-37-1544-6 / PVP: 18,00

domingo, 3 de outubro de 2010

Anatomia do ensaio e do fragmento


«Em cada ensaio genuíno há bolsas de silêncio, suspensões da significação, bolhas em que o leitor pode respirar, interrogar, espantar-se, adivinhar. É “o texto inesgotável das nossas contradições” (Diderot), eterno preâmbulo que abre o apetite, cria o desejo – e o suspende.»


«Arrumo os fragmentos segundo uma ordem possível, afino a escrita, aparo a acutilância do conceito, tento um princípio organizativo que evidencie a progressão da experiência, do fenómeno – disseminado, anárquico – para a ideia –, concisa, fulguração a caminho de uma síntese. Acorrem primeiro imagens, metáforas produtivas, a palavra-maná que alimenta o delírio conformável a uma qualquer tecitura. Depois, pouco a pouco, o aglomerado informe poderá ir-se consolidando, convergindo para definições lapidares, provisórias, feixe de energia irradiante que permite ao pensamento ir progredindo. No acto de fruição dessas imagens – como alguém disse de um praticante do ensaio tão especial como Walter Benjamin – o sujeito vive-se já como ensaísta que soberanamente domina o mundo e que, no caleidoscópio do seu texto, faz fulgurar sempre novas conexões.
(Poderá o ensaio sobre o ensaio ser, ele próprio, uma demonstração viva de uma teoria ou fenomenologia do ensaio? Pode pelo menos, a cada momento, dar a ver ao leitor o lugar onde está, o patamar a que acedeu, o caminho que segue.)»

João Barrento

Brevemente na sua livraria.
Colecção: Peninsulares 96 / 14,5 x 20,5 cm, edição brochada / 160 páginas
ISBN: 978-972-37-1495-1 / PVP: 14,00

sábado, 2 de outubro de 2010

Amigos da Assírio

(clicar na imagem)

«‎5.014 pessoas gostam disto»
[hoje, 2 de Outubro de 2010],

depois de uma primeira página que atingiu 5.000 amigos em cerca de dois meses.

Obrigado e traz outros amigos também!

«O Anjo da História»


«[…]
Há um quadro de Klee intitulado Angelus Novus. Representa um anjo que parece preparar-se para se afastar de qualquer coisa que olha fixamente. Tem os olhos esbugalhados, a boca escancarada e as asas abertas. O anjo da história deve ter este aspecto. Voltou o rosto para o passado. A cadeia de factos que aparece diante dos nossos olhos é para ele uma catástrofe sem fim, que incessantemente acumula ruínas sobre ruínas e lhas lança aos pés. Ele gostaria de parar para acordar os mortos e reconstituir, a partir dos seus fragmentos, aquilo que foi destruído. Mas do paraíso sopra um vendaval que se enrodilha nas suas asas, e que é tão forte que o anjo já as não consegue fechar. Este vendaval arrasta-o imparavelmente para o futuro, a que ele volta costas, enquanto o monte de ruínas à sua frente cresce até ao céu. Aquilo a que chamamos o progresso é este vendaval.»

Walter Benjamin


Brevemente na sua livraria.
Tradução: João Barrento / Colecção: Obras de Walter Benjamin 4 / 224 páginas /
ISBN: 978-972-37-1361-9 / PVP: 17,00

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Poesia Chinesa

«O que entende a China de si mesma hoje, e o que abandona, consome e recicla a partir dos séculos XIX e XX? O que será deste famigerado “encontro” entre um Ocidente — mas não só — e a única civilização que radicalmente difere de nós e se mantém continuada e eficazmente viva?»

«Esta antologia é panorâmica e representativa, embora pessoal. A poesia chinesa é uma massa gigantesca: tem aqui uma gota de água, um breve leque para podermos ver-lhe a grandeza. Optamos por escolher poetas mas também poemas, embora não se tivessem explorado áreas que só recentemente no Ocidente foram mais trabalhadas (referimo-nos à poesia posterior ao século XVII).
[…]
Partindo do Livro dos Cantares e terminando com um dos últimos grandes poetas da China, Nara Singde [Nalan Xingde], a antologia cobre os principais géneros, autores e modos. Excluíram-se nomeadamente o fu e o poema longo (li sao) por questões de espaço. Figuram vários poemas anónimos e canções populares, que são um dos tesouros mais vivos desta poesia. A decisão de terminar com Nalan Xingde poderá parecer controversa. Ela deve-se, no entanto, a uma opção. É que, e embora conheça a poesia deste período relativamente mal, ela entra efectivamente em declínio, passando a vitalidade desta cultura para a pintura, um Shitao (1641-c.1710 ou 1720) por exemplo, para o romance, Shitouji (A História da Pedra), mais conhecido por o Sonho do Pavilhão Encarnado (Hongloumeng), ou para a historiografia, caso de Zhang Xuesheng (1738-1801). Além de que o poeta manchu é um digno fecho, e um certo romantismo seu anuncia aquele outro que a Europa, em breve, veria. Mas este encontro fica para outra vez.»

Gil de Carvalho [selecção e tradução]


Brevemente na sua livraria.

Colecção: Assíria 3 / 16 x 23 cm, edição brochada com badanas / 440 páginas

ISBN: 978-972-37-1341-1 / PVP: 22,00


«Publicamente»


«Luís Campos e Cunha tem contribuído determinadamente para uma melhor informação crítica, avaliando a situação nacional e os seus desafios positivos e negativos, não só no âmbito da economia e das questões fiscais e orçamentais, mas também nos contextos mais alargados da vida política e partidária, dos sistemas de ensino, da justiça, da Administração Pública ou dos grandes projectos. As suas reflexões têm alimentado uma prática de debate, esclarecimento e intervenção.»

Do «Prefácio», João Salgueiro

«Os textos aqui reunidos são produto da reflexão de ume conomista interessado e empenhado na vida pública — não são os de um político. E são tambémos textos de um académico que entende que o conhecimento não é para ficar fechado nas Universidades ou encerrado em míticas “torres demarfim”. […]
Para Luís Campos e Cunha a sua independência é mais importante do que as suas conveniências, e o que diz e escreve resulta daquilo que pensa, e não de sopesar as consequências de cada palavra antes de a omitir. Oque, num liberal, é sinal de coerência. […]
Tendo estado quase sempre próximo do PS, Luís Campos e Cunha é mais liberal — em termos económicos — do que a maior parte dos políticos e dos economistas portugueses, mesmo os que se situam bem para a sua direita. Liberal também no que toca às questões sociais — mas sem esquecer que mais liberdade nos costumes implica mais responsabilidade nos actos —, não se encaixa bem nas gavetinhas em que, habitualmente, os polícias sinaleiros do espaço público gostam de arrumar quem tem ideias próprias e é escutado pelos seus concidadãos.
Também não vou por isso cair na tentação de o classificar, até porque isso não é o mais importante. Como se pode comprovar ao reler o que escreveu ao longo dos últimos três anos, a sua diferença é feita por uma heterodoxia enformada por uma sólida formação económica. Luís Campos e Cunha não é por isso nem um economista que não sabe abordar outros temas, nem um curioso que escreve no vento que sopra e na direcção em que este sopra.»

Do «Posfácio», José Manuel Fernandes

Luís Campos e Cunha doutorou-se na Columbia University, em 1985, onde foi aluno de professores notáveis em economia internacional e macroeconomia, mantendo ainda hoje relações pessoais de amizade com Ron Findlay, Jagdish Bhagwati e dois «prémios Nobel», Ned Phelps e Bob Mundell — o «pai» do euro.
Nos cinco anos de Nova Iorque, a sua experiência de viver em Manhattan foi tão importante para a sua vida, como o doutoramento para a sua carreira académica. Foi aí que passou a apreciar a arte contemporânea, tendo estudado pintura, nas horas vagas, com Susan Wilmarth, de quem também ficou amigo para a vida. Participou, nessa altura, em duas exposições, nomeadamente na colectiva «Young Artists of Columbia University».
Da vivência nova-iorquina ficou-lhe o sentido de responsabilidade e de direitos de cidadania, que estão sempre presentes nos textos que escreve. E desde cedo teve intervenção cívica mais ou menos regular nos jornais, datando o seu primeiro texto de finais de 1974, no Expresso, e participou na coluna «Mão Invisível » do Semanário, em meados dos anos 80.
Actualmente é professor catedrático da Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa (da qual foi director), é vice-presidente da Fundação de Serralves, está ligado ao banco Banif e é presidente da Sedes. Foi vice-governador do Banco de Portugal, de 1996 a 2002, onde passou a conhecer melhor a maneira de ser dos europeus e esteve no centro da transição para o euro. Foi ministro de Estado e das Finanças em 2005, demitindo-se ao fim de poucos meses.


Brevemente na sua livraria
ISBN: 978-972-37-1527-9 Preço sem IVA: 20,75 € / P.V.P.: 22 €

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

INAUGURA HOJE — Assírio & Alvim, Cotovia e Relógio d'Água na Livraria do Braço de Prata

As editoras Assírio & Alvim, Cotovia e Relógio d’Água associam-se à Fábrica do Braço de Prata para construir uma livraria especializada em ciências humanas. Os catálogos destas três editoras independentes estarão disponíveis de forma exaustiva em uma sala comum. Todas as outras salas serão ocupadas com os livros e revistas das outras editoras de língua portuguesa (nas áreas da filosofia, antropologia, sociologia, direito, economia, linguística, psicologia, ciências cognitivas, teoria da literatura ou história). Duas salas só dedicadas a saldos e livros em segunda-mão, e duas outras para seminários e cinema, garantem que a Livraria do Braço de Prata será também um lugar para surpresas, nostalgias e invenções.

A festa de inauguração será no próximo dia 30 de Setembro, quinta-feira, às 22h. Para além dos concertos de Daniel Schvetz e das Bandas Back to Bop, Filipe Melo Trio e Rodrigo Santo Anastácio Quarteto, oferecemos um cocktail e, apenas nesse dia, 15 títulos com desconto de 20%:

ASSÍRIO & ALVIM - Antonin Artaud, Eu, Antonin Artaud; Samuel Beckett, O Inominável; Walter Benjamin, Imagens de Pensamento; Gilles Deleuze, A Imagem-Movimento, Fernando Pessoa, Crítica.

COTOVIA - Giorgio Agamben, Profanações; Victor Aguiar e Silva, A Lira Dourada e a Tuba Canora; João Barrento, A Palavra Transversal. Literatura e Ideias no Século XX; Paul De Man, O Ponto de Vista da Cegueira; Paul Klee, Escritos sobre Arte.

RELÓGIO D'ÁGUA - Giorgio Agamben, Nudez; Gilles Deleuze, Diferença e Repetição; José Gil, O Devir-Eu de Fernando Pessoa; Peter Sloterdijk, Cólera e Tempo; Slavoj Zizek, Elogio da Intolerância.

A entrada é livre.

Fialho de Almeida na «Gato Maltês»

Fialho de Almeida (1857-1911) pertence àquela família de médicos que se tornam escritores porque vêem na literatura uma forma de medicina e na palavra um ácido corrosivo mas terapêutico. Fialho tomou a sociedade humana como um corpo cuja anatomia só podia ser conhecida depois de friamente dissecada a bisturi. O primeiro cadáver que ele cortou com os instrumentos cirúrgicos da literatura foi o da Ruiva (edição Assírio & Alvim, colecção «Beltenebros»), essa compleição de estátua num corpo de operária lisboeta, em 1878. Tinha vinte anos e o resultado é uma nova histologia social. Louis-Ferdinand Céline, médico como ele, escreverá depois o breviário da profissão destes novos higienistas: saturar o negro de negro, saciar o veneno de veneno, porque as epidemias só desaparecem quando os micróbios se enjoam das suas toxinas.

«Tenho vinte e cinco anos de idade, lindo talhe de letra, e dês’ que me meteram o ler e o escrever no corpo, ando mesmo hidrófobo por espatifar um desavergonhado. Contrate-me, senhor! Há em mim um sicário à altura da importância europeia deV.M. — E garantias! fui eu que atirei a bomba às janelas do rei do Porto, Correia de Barros, de combinação com ele mesmo. Sou portanto um regicida com prática na província, um regicida em segunda mão, bem conservado, e podendo mostrar abonações como o primeiro. Juro que não farei questão de preço. Somente, como apesar do meu ódio, eu não quero que V.M. morra, porque enfim pode vir outro pior, combinaremos a conspirata por forma que ela revista todas as aparências de séria, sem todavia deixar d’abexigar-se por dentro, com todas as inofensividades de jocosa.»


Brevemente na sua livraria.
ISBN: 978-972-37-1441-8 Preço sem IVA: 7,55 € / P.V.P.: 8 €.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Culinário 2011




«Um longo caminho foi percorrido desde que o primeiro antepassado, de cócoras e testunho franzido, teve o lampejo de submeter a vianda abatida a sílex à carícia fulgente da chama, até à alta escola duma lebre à la royale ou, puxando a brasa ao nosso fogão, duma perdiz à Convento de Alcântara. Dezenas de milhar de anos separam, com efeito, as noções de nutrir-comer, fome-apetite, necessidade-prazer, alimentação-gastronomia. É a passagem da biologia à história, a transição do reino da necessidade para o da liberdade. Não vem ao caso fazer-se a narração destes eventos, bastando recordar que o nascimento da culinária, isto é, a arte de transformar os elementos/alimentos em iguarias e o seu desenvolvimento progressivo até dar origem à gastronomia, representam momentos da mais elevada transcendência na evolução do homem e no seu gradual domínio sobre a natureza.
[…]»

José Quitério, Livro de Bem Comer

Um calendário para desfolhar ao sabor dos dias, e recheado de surpreendentes receitas e sugestões gastronómicas. Agora em formato encadernado.

Brevemente na sua livraria.
ISBN: 978-972-37-1537-8 Preço sem IVA: 11,32 € / P.V.P.: 12 €

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Inauguração de «Isto é Isto» e «Ex-Fotos», de Fernando Lemos



ISTO É ISTO e EX-FOTOS
desenho e fotografia

de Fernando Lemos

Inauguração e lançamento do catálogo
30 de Setembro, às 18h30
Fundação Arpad Szenes – Vieira da Silva

com a presença do artista



E no próximo Domingo dia 3 de Outubro, às 16h, poesia de Fernando Lemos por Jorge Silva Melo: no âmbito da exposição de Fernando Lemos ISTO É ISTO e EX-FOTOS: desenho e fotografia, Jorge Silva Melo lê alguns poemas deste artista que nasceu em Lisboa em 1926 e, em 1953, publicou Teclado Universal, o seu primeiro livro de poesia, nos Cadernos de Poesia (dirigidos por Jorge de Sena que viria a prefaciar, em 1985, a colectânea Cá e ).


Entrando mal dentro de um

quadro, por exemplo, a gente pode cair num abismo alheio que

não foi feito para as nossas quedas.


Fernando Lemos é um artista com um imaginário surrealista. Dele escreveu Haroldo de Campos:


“o fernando lemos”

que “escreve com um pincel

de riscos ferinos

não escreve

fere com seu traço

o papel”.



A exposição que vai inaugurar na Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva apresenta trabalhos realizados entre 2005 e 2009, onde pesquisa e experimentação surgem a par e se revelam num singular núcleo de objectos que têm por base a fotografia mas que são na realidade pintura, desenho, outra coisa; e um primoroso álbum de desenho, disciplinadamente construído ao longo de um ano, sem outra obrigação senão a cumplicidade entre amigos artistas. A exposição contrói-se em torno de dois conjuntos de trabalhos que cruzam diferentes aspectos da linguagem visual de Lemos: uma colecção de desenhos, intitulada Isto é Isto e uma série de fotografia intitulada Ex-Fotos.
Isto é Isto é um conjunto de 154 desenhos realizados num caderno de apontamentos de capa dura, de pequeno formato (A5). Os desenhos, a lápis e caneta, foram criados a um ritmo quase diário entre 2007 e 2008, e são, na maioria, legendados com frases que lhes conferem uma carga irónica e humorística. O caderno original é exposto desmontado e disposto em vitrinas verticais transparentes, onde são visíveis os dois lados da folha.
Ex-Fotos é uma série de 20 fotografias feitas a partir de provas fotográficas rejeitadas, imagens de amadores que, no original, seriam banais fotografias de família que ficaram mal iluminadas, mal focadas, mal enquadradas. As provas foram trabalhadas por Fernando Lemos riscando, rasgando e pintando sobre o original e em seguida re-fotografadas digitalmente e impressas no formato 70x100 cm. Esta pesquisa foi iniciada pelo autor em 2005 e tem vindo a crescer como uma experiência de resgate visual do que é rejeitado, num processo que cria novas imagens e procura vestígios de estranheza na relação que se cria entre os restos da imagem original e a nova imagem. A exposição inaugura no dia 30 de Setembro e decorrerá até ao dia 23 de Janeiro de 2011.


EXPOSIÇÃO: 1 OUT 2010 23 JAN 2011
QUA a SEG 10h 18h
Fundação Arpad Szenes – Vieira da Silva
Praça das Amoreiras, 56, Lisboa

Diário 2011

Propostas, fragmentos para reter a passagem do olhar. Pretextos para desvendar o que os dias têm de efémero, onde somos visitas e viajantes. A imaginação exige espaço, o passo demorado que se alonga, procurando atrasar a passagem do tempo. Hoje uma sugestão, depois outra. Poder voltar atrás, sempre que se quiser.

Brevemente na sua livraria.
ISBN: 978-972-37-1539-2 Preço sem IVA: 7,55 € / P.V.P.: 8 €

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

«O Viajante Sem Sono» nas «Quintas de Leitura»

«As "Quintas de Leitura", ciclo poético organizado pela Câmara Municipal do Porto, através da Fundação Ciência e Desenvolvimento, regressam no próximo dia 30 de Setembro, às 22h00, no seu palco habitual: o Teatro do Campo Alegre.
O regresso, em Setembro, promete uma sessão plena de poesia e música, construída em torno do livro "O Viajante Sem Sono" de José Tolentino Mendonça, o nosso Poeta convidado. Samuel Úria, um dos seus amigos, junta-se à festa com as recentes canções do seu disco "Nem Lhe Tocava", num concerto a solo intimista quanto baste.» Mais informação AQUI.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

«Mensagem» e «Baldios - reedições com novidades

ISBN: 978-972-37-0436-5

ISBN: 978-972-37-0542-3

Brevemente na sua livraria, com novo grafismo.

Esta edição da Mensagem inclui um texto de apoio à leitura, da autoria de Fernando Cabral Martins, no final do livro. A edição de Baldios, tem nova organização.

«Subway Life», de António Jorge Gonçalves - Lançamentos em Lisboa e no Porto

23 de Setembro de 2010, quinta, às 18h30
Fnac Chiado [Lisboa]

24 de Setembro de 2010, sexta, às 21h30
Fnac Colombo [Lisboa]

7 de Outubro de 2010, quinta, às 21h30
Fnac Norte Shopping [Porto]

8 de Outubro de 2010, sexta, às 19h00
Fnac Santa Catarina [Porto]

Com a presença do autor, que mostrará fotografias de documentação das viagens e contará algumas das histórias dos retratados no livro. Contamos com a sua presença. Entretanto, espreite de novo AQUI.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Poemário 2011



Todos os poemas deste calendário foram retirados dos muitos livros de poesia editados pela Assírio & Alvim. Não pretende ser uma antologia. Cada poema ou autor valem por si, isolados pela duração de um dia. Desejamos apenas que, diariamente, um simples poema possa contaminar a passagem das horas. Agora em formato encadernado.

Brevemente na sua livraria.
ISBN: 978-972-37-1536-1 / P.V.P.: 12 €.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

«Livro do Desassossego» - uma edição enriquecida por alguns inéditos e dezenas de melhoramentos... disponível na sua livraria

«O que temos aqui não é um livro mas a sua subversão e negação, o livro em potência, o livro em plena ruína, o livro-sonho, o livro-desespero, o anti-livro, além de qualquer literatura. O que temos nestas páginas é o génio de Pessoa no seu auge». Estas são palavras da Introdução à primeira edição do Livro do Desassossego publicado pela Assírio & Alvim, em 1998. Com o presente volume, vamos na oitava edição desta maravilhosa e sui generis obra, agora enriquecida por alguns inéditos e, sobretudo, por dezenas de melhoramentos na leitura dos originais manuscritos, redigidos numa caligrafia notoriamente difícil de decifrar. Esta nova edição também apresenta uma articulação aperfeiçoada de alguns trechos e inclui profusas notas que vêm esclarecer praticamente todas as referências literárias e históricas. Mantém-se, no entanto, o carácter essencialmente hesitante e fragmentário do Livro, realçando assim o que o autor chamou de «o devaneio e o desconexo lógico» da sua «expressão íntima». Era, com efeito, o livro de um sonhador e para sonhadores. E era - vai sendo - muitas outras coisas para todos os que entram neste vasto e surpreendente universo escrito.

Edição de Richard Zenith
1ª edição: Setembro de 1998; 8ª edição: Setembro de 2009
ISBN: 978-972-37-0476-1

Nota 1: da edição, também da responsabilidade de Richard Zenith, incluída na colecção «Obra Essencial de Fernando Pessoa», neste momento estão disponíveis apenas os poucos exemplares ainda existentes nas livrarias;

Nota 2: Brevemente estreia o Filme do Desassossego, de João Botelho.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Segundas Jornadas Llansolianas de Sintra

(clique na imagem para a aumentar)

Começam no próximo fim-de-semana as segundas Jornadas Llansolianas de Sintra, este ano centradas no livro O Jogo da Liberdade da Alma, com participações de França, da Suíça, do Brasil e de Portugal, lançamento de dois novos livros, projecção de um documentário, um recital comentado, exposição de manuscritos e desenhos de Maria Gabriela Llansol e leitura de inéditos pelo actor Diogo Dória.
A entrada para o palco do Grande Auditório do Centro Cultural Olga Cadaval, onde tudo se desenrolará, é livre. Esperamos por todos os interessados, legentes e curiosos, no sábado, 25 (à tarde) e no domingo 26 de Setembro (todo o dia), altura em que se lançará o segundo volume do «Livro de Horas» de M. G. Llansol, que será comentado por José Manuel de Vasconcelos. Todo o programa pode ser consultado aqui.

Pedro Proença [n. 17 de Setembro de 1962]

INTITULADOS TÍTULOS - ISBN: 978-972-37-1426-5


«Perdoe-me desde já o benévolo leitor a ousadia da incursão de um soi-disant modesto artista no domínio celerado e rigoroso das cousas typographicas. Aminha relativa aversão, ou mesmo irritação, ao que hoje se chama, em mercantil anglicismo, design gráfico, sempre se deveu ao rigor das ferramentas, ao lado insonso dos “tipos”, à trabalhosa relação com as “gráficas”, às partidas que me pregaram nas impressões e no tratamento das imagens, aos desaparecimentos de originais e outros assuntos que não me acodem por ora. No entanto, sempre gostei de máquinas de escrever, da composição manual dos tipos, das caligrafias rebuscadas, dos livros iluminados e dos acidentes que o tempo faz nos manuscritos: manchas, carimbos, anotações, rasgões e outras desordens que por vezes perturbam a legibilidade. Cada vez mais acho que o livro, objecto de devoção algo moribundo (embora nobre e honroso!), deve ser encarado como um caderno, e que a função recriativa do leitor é a de rabiscar, contrapor, achincalhar, precisar, obscurecer, iluminar, “traduzir”, sublinhar, acrescentar, cortar, apagar, etc. Estas atitudes de remontagem terão as suas virtudes se não vierem no sentido de empobrecimento e espartilhamento de texto. Não tenho a pretensão de desautorizar o que é do autor, ou de celebrar alternativamente a recensão comezinha e as batalhas recepcionistas dos estafados exegetas ou hermeneutas. No fundo, acho simpática a ideia de que só o leitor que não é passivo é que é significativo (vai-se tornando o seu autor!), mesmo que a significação seja uma floresta de equívocos. Tento não acentuar em demasia a ideia de que são os “vedores que fazem a pintura”, se bem que a cozinhem e estufem superficialmente nos meandros da consciência — mas as imagens também exercem os seus poderes sobre os corpos, bombardeando-os com diversas afecções a que não conseguimos ser insensíveis.»

Parabéns, Pedro.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

«Subway Life» (a edição é numerada e assinada) já está nas livrarias