quinta-feira, 9 de setembro de 2010

«Subway Life»

ISBN: 978-972-37-1475-3

Nas livrarias a partir de 15 de Setembro.

Subway Life (Vida Subterrânea) é um projecto que levou António Jorge Gonçalves a desenhar pessoas sentadas em carruagens do Metro em 10 cidades, nos 5 continentes.
Tudo começou em Londres - onde o artista residiu durante três anos — com um exercício que consistia em desenhar a pessoa que se sentasse à sua frente no Metro. Era um método aleatório de escolha de modelos que pretendia obrigá-lo a desenhar aquilo que não podia escolher. Ao regressar a Lisboa, decidiu estender o jogo a outras 9 cidades: Lisboa, Berlim, Estocolmo, Nova Iorque, São Paulo, Tóquio, Atenas, Moscovo, e Cairo.
800 horas de trabalho depois, constatou que entre os mais de 3000 desenhos registados nos seus cadernos era rara a repetição de postura. Apesar dos seus retratados se encontrarem numa mesma situação (sentados num comboio subterrâneo) a individualidade sobressaía sempre numa posição de mão ou no jeito de cruzar a perna. E se, por um lado, podia encontrar estereótipos dos habitantes de cada uma das cidades, por outro, existiam também indivíduos que poderiam encaixar em qualquer uma delas.
Em 2002, numa colaboração com os webdesigners Silikonski, foi criado o site http://www.subwaylife.com/, que conheceu uma atenção muito particular, tendo sido premiado no FLASH FILMFESTIVAL 2002 SAN FRANCISCO e sido recomendado em dezenas de sites entre os quais USA TODAY ou YAHOO PICK OF THE DAY. Este site já recebeu, até hoje, mais de 5 milhões de visitas.
O projecto mereceu ainda divulgação e entrevistas na imprensa em Portugal, EUA, México, Brasil, Rússia, França, Ucrânia, Austrália, China ou Japão. O livro que agora é publicado reúne pela primeira vez um conjunto significativo dos desenhos, complementado por apontamentos sobre cada cidade. Juntando no mesmo comboio passageiros de todo o mundo somos convidados a viajar pela mão do desenhador.

Ver apresentação AQUI.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

«Jogos Radicais»


ISBN: 978-972-37-1500-2

Nas livrarias a partir de 15 de Setembro.


A Assírio & Alvim orgulha-se de apresentar, na sua emblemática colecção «Poesia Inédita Portuguesa», o primeiro livro de Teresa M. G. Jardim. Com um discurso poético marcado pela relação estreita com o mundo das imagens, este livro é a fulgurante estreia de Teresa M. G. Jardim na cena poética nacional.


ACTO DE LER

O acto de ler reabre feridas. Nos livros
em que isso acontece, com frequência,
poderia ao menos haver um aviso na capa;
assim como se faz com as carteiras de tabaco,
embora se saiba que poucos deixam
de fumar
por isso.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

«Anthero, Areia & Água»

ISBN: 978-972-37-1493-7

Nas livrarias a partir de 15 de Setembro.

Como todos acabamos, acabaste.
Mas não acabaste como quase todos acabamos.
Sentaste-te num banco de jardim,
Separado pelo mar,
Separado de ti, separado de separações
Que te obrigassem a unir
Os ossos redimidos, os músculos mentais
Desse palácio de ideias, no dizer de Sérgio,
Que durante tanto tempo construíste

E disparaste dois tiros.

Na boca,
Exactamente,
Sem qualquer espécie de retórica.

[…]

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Repentina trovoada de Setembro...


SETEMBRO

Repentina trovoada de Setembro
e depois chuvas exaustas;
ainda na praia a corrida
juvenil das ondas;
o abandono dos medronhos caídos
e um súbito olhar grave dum filho de dois anos;
vinhas que sangram,
uvas caminhando para o seu fim;
algumas folhas que descem
e as árvores, como as flores, esperando
a partida silenciosa dos insectos
e o sopro de uma breve chegada.

António Osório, A Luz Fraterna, Assírio & Alvim, 2009, pp. 29-30.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Parabéns Sérgio

Porto, 31 de Agosto de 1945

Obras de Sérgio Godinho na Assírio & Alvim: Canções de Sérgio Godinho [1977] (Estudo crítico, organização e notas de Arnaldo Saraiva), O Pequeno Livro do Medos [2000] (texto e ilustrações de Sérgio Godinho), 55 Canções de Sérgio Godinho - Partituras, letras, cifras [2007], O Sangue Por Um Fio - Poemas [2009] (desenhos de Tiago Manuel). Sobre Sérgio Godinho: Retrovisor - Uma biografia musical de Sérgio Godinho [2006], de Nuno Galopim.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Fim - 31 de Agosto de 2010

FEIRA DAS VIAGENS
de 20 de Julho a 31 de Agosto de 2010

Assírio & Alvim livros
Entrada pela Rua Garrett 10 ou pela Rua do Carmo 29, ao Chiado
de segunda a sexta: 12h-19h; sábado: das 10h-19h

Livraria Assírio & Alvim
Rua Passos Manuel, 67 B Lisboa
de segunda a sexta-feira: 10h-13h e 14h-19h

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Maria Alberta Menéres

Maria Alberta Menéres (Vila Nova de Gaia, 25-VIII-1930) completa hoje 80 anos de vida. Na Assírio, onde publicou nos anos 70 O Poeta Faz-se aos Dez Anos, tem disponível Histórias em Ponto de Contar sobre desenhos de Amadeo de Souza-Cardoso, livro da colecção «Assirinha» que escreceu em parceria com António Torrado.

PARABÉNS MARIA ALBERTA!

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Ainda não acabou

FEIRA DAS VIAGENS
de 20 de Julho a 31 de Agosto de 2010

Assírio & Alvim livros
Entrada pela Rua Garrett 10 ou pela Rua do Carmo 29, ao Chiado
de segunda a sexta: 12h-19h; sábado: das 10h-19h
(encerra aos domingos e feriados)

Livraria Assírio & Alvim
Rua Passos Manuel, 67 B Lisboa
de segunda a sexta-feira: 10h-13h e 14h-19h

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

«Pobres colados à terra»

«Uma história pungente sobre a esperança de uma vida digna, por um autor até agora inédito em Portugal»

«Em Março de 1907, e como resposta a uma revolta de camponeses esfomeados contra os latifundiários, três aldeias romenas foram arrasadas a tiro de canhão por forças governamentais. No final da chacina, havia onze mil cadáveres. Foi a estes mortos ("pobres colados à terra") que Panait Istrati (1884-1935) - escritor romeno que escreveu quase toda a sua obra em francês - dedicou a novela "Os Cardos do Baragan", publicada originalmente em 1928. (...)
Desde a sua primeira obra que Istrati se fez a voz dos oprimidos, o narrador dos abusos dos boiardos latifundiários descendentes dos nobres russos que eram os donos da terra, o denunciador das violências contra os camponeses pobres, esses homens, mulheres e crianças que não "que não passavam de bandos ensopados em lama, de grandes torrões de terra que cambaleavam, movidos por corações inúteis". Istrati torna-se assim numa espécie de "novo Gorki dos Balcãs".»

José Riço Direitinho, «Homens rentes ao chão», in «Ípsilon / Público» de 20 de Agosto de 2010.


Tradução e Apresentação: Aníbal Fernandes
Colecção: Gato Maltês
ISBN: 978-972-37-1498-2
PVP: 9 €

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Federico García Lorca § 05/06/1898 — 19/08/1936

domingo, 15 de agosto de 2010

José Agostinho Baptista

Nasceu a 15 de Agosto de 1948 na cidade do Funchal (Ilha da Madeira).
http://www.jabaptista.com/

Fiama

{Lisboa, 15 de Agosto de 1938 — Lisboa, 19 de Janeiro de 2007}

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Amanhã é um bom dia... para dar um salto ao Chiado. Aqui fica o nosso convite.

FEIRA DAS VIAGENS
de 20 de Julho a 31 de Agosto de 2010


Assírio & Alvim livros
Entrada pela Rua Garrett 10 ou pela Rua do Carmo 29, ao Chiado
de segunda a sexta: 12h-19h
sábado: das 10h-19h
(encerra aos domingos e feriados)


Livraria Assírio & Alvim
Rua Passos Manuel, 67 B Lisboa
de segunda a sexta-feira: 10h-13h e 14h-19h
(encerra para férias de 1 a 15 de Agosto)

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Gostar

(clicar na imagem... e gostar)

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Carlos de Oliveira

{10 de Agosto de 1921 - 1 de Julho de 1981}




OIRO

O dia acende
o teu olhar
e não te deixa
adormecer
sem que essa luz
seja cravada
pelo punhal do sol
na eternidade,
halo breve
e doirado
como o poema.

Trabalho Poético

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Mário Cesariny

{Lisboa, 9 de Agosto de 1923 - 26 de Novembro de 2006}

POEMA

Faz-se luz pelo processo
de eliminação de sombras
Ora as sombras existem
as sombras têm exaustiva vida própria
não dum e doutro lado da luz mas no próprio seio dela
intensamente amantes ee loucamente amadas
e espalham pelo chão braços de luz cinzenta
que se introduzem pelo bico nos olhos do homem

Por outro lado a sombra dita a luz
não ilumina ee realmente ee os objectos
os objectos vivem às escuras
numa perpétua aurora surrealista
com a qual não podemos contactar
senão como os amantes
de olhos fechados
e lâmpadas nos dedos ee e na boca

Pena Capital

Foto parcial de pp. 100-101 de Um Século de Poesia (1888-1988) - A Phala (edição especial). A foto original, de João Cutileiro, mostra-nos Cesariny, em 1965, no Museu do Mar, em Greenwich.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Mário de Sá-Carneiro

ISBN: 978-972-37-1514-9
Edição de Fernando Cabral Martins

«Neste volume se reúnem os livros de Mário de Sá-Carneiro, por ele publicados, Princípio, de 1912, Dispersão e A Confissão de Lúcio, ambos de 1913, e ainda Céu em Fogo, de 1915. Acrescenta-se o livro Indícios de Oiro, datado de 1915 e publicado postumamente em 1937 pela editora da revista presença, e juntam-se ainda vários poemas e textos soltos, publicados dispersamente ou enviados em cartas a Fernando Pessoa — tal como em notas finais se esclarece.
Fica, assim, composto um conjunto coerente de textos que integra o que de mais marcante escreve, em verso e prosa, um autor capital da nossa modernidade.
Não se inclui a escrita anterior a 1910, sobretudo a juvenília poética e os primeiros contos, e que representa a fase de construção de uma voz que só a partir de Princípio se constitui em toda a singularidade. Também não se incluem as peças de teatro que escreveu e chegaram até nós, e cujo interesse é apenas acessório relativamente à sua obra poética e narrativa. E, finalmente, também ficam de fora as cartas, que têm, sobretudo as que enviou de Paris a Fernando Pessoa, uma enorme importância literária e testemunhal, mas que formam um vasto conjunto à parte.» [da Apresentação]

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Zeca

[2 de Agosto de 1929 - 23 de Fevereiro de 1987]
Foto de Joaquim Lobo (pormenor)

domingo, 1 de agosto de 2010

António Maria Lisboa

{Nasceu em Lisboa no dia 1 de Agosto de 1928}

«António Maria Lisboa nasce em Lisboa e a Lisboa vem a morrer [1953] depois de duas estadias em Paris, em 1949 e 1951, onde em vão procurará fixar-se, sem recursos próprios e carente de qualquer auxílio. Sobretudo, a segunda estadia ser-lhe-á fatal, pois parte de Portugal já doente e regressa com um pulmão destruído e o outro seriamente afectado. Em qualquer país — e em qualquer época — a sua procura incessante “de um impossível realizado” “no acto mágico que somos”, o “exceder-se de tal forma que não seja possível conceptuar-se”, a recusa, quasi, ou como, de cátaro, em ingerir o alimento geral, seria propósito perigoso e difícil de manter. No entanto, o tempo vivido sob a Ditadura de Salazar, sob a qual “o ar era um vómito e nós seres abjectos” agravaria temivelmente os custos do seu propósito. Desaparecido em plena juventude, António Maria Lisboa deixou um obra escassa mas nem por isso menos fulgurante. Preocupado com uma verdadeira aproximação às culturas exteriores à tão celebrada civilização ocidental, há na sua poesia uma busca incessante de um futuro tão antigo como o passado. Pode, e decerto deve, ser considerado o mais importante poeta surrealista português, pela densidade da sua afirmação e na “direcção desconhecida” para que aponta.»

Mário Cesariny

Poesia, de António Maria Lisboa (organização e apresentação de Mário Cesariny), BI nº 42, ISBN 978-972-37-1324-4

Melville

{1 de Agosto de 1819 — 28 de Setembro de 1891}