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quinta-feira, 12 de agosto de 2010
terça-feira, 10 de agosto de 2010
Carlos de Oliveira
OIRO
O dia acende
O dia acende
o teu olhar
e não te deixa
adormecer
sem que essa luz
seja cravada
pelo punhal do sol
na eternidade,
halo breve
e doirado
como o poema.
Trabalho Poético
Trabalho Poético
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Aniversários
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
Mário Cesariny
POEMA
Faz-se luz pelo processo
de eliminação de sombras
Ora as sombras existem
as sombras têm exaustiva vida própria
não dum e doutro lado da luz mas no próprio seio dela
intensamente amantes ee loucamente amadas
e espalham pelo chão braços de luz cinzenta
que se introduzem pelo bico nos olhos do homem
Por outro lado a sombra dita a luz
Por outro lado a sombra dita a luz
não ilumina ee realmente ee os objectos
os objectos vivem às escuras
numa perpétua aurora surrealista
com a qual não podemos contactar
senão como os amantes
de olhos fechados
e lâmpadas nos dedos ee e na boca
Pena Capital
Foto parcial de pp. 100-101 de Um Século de Poesia (1888-1988) - A Phala (edição especial). A foto original, de João Cutileiro, mostra-nos Cesariny, em 1965, no Museu do Mar, em Greenwich.
Pena Capital
Foto parcial de pp. 100-101 de Um Século de Poesia (1888-1988) - A Phala (edição especial). A foto original, de João Cutileiro, mostra-nos Cesariny, em 1965, no Museu do Mar, em Greenwich.
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Aniversários
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Mário de Sá-Carneiro
ISBN: 978-972-37-1514-9
Edição de Fernando Cabral Martins
«Neste volume se reúnem os livros de Mário de Sá-Carneiro, por ele publicados, Princípio, de 1912, Dispersão e A Confissão de Lúcio, ambos de 1913, e ainda Céu em Fogo, de 1915. Acrescenta-se o livro Indícios de Oiro, datado de 1915 e publicado postumamente em 1937 pela editora da revista presença, e juntam-se ainda vários poemas e textos soltos, publicados dispersamente ou enviados em cartas a Fernando Pessoa — tal como em notas finais se esclarece.
Fica, assim, composto um conjunto coerente de textos que integra o que de mais marcante escreve, em verso e prosa, um autor capital da nossa modernidade.
Não se inclui a escrita anterior a 1910, sobretudo a juvenília poética e os primeiros contos, e que representa a fase de construção de uma voz que só a partir de Princípio se constitui em toda a singularidade. Também não se incluem as peças de teatro que escreveu e chegaram até nós, e cujo interesse é apenas acessório relativamente à sua obra poética e narrativa. E, finalmente, também ficam de fora as cartas, que têm, sobretudo as que enviou de Paris a Fernando Pessoa, uma enorme importância literária e testemunhal, mas que formam um vasto conjunto à parte.» [da Apresentação]
Fica, assim, composto um conjunto coerente de textos que integra o que de mais marcante escreve, em verso e prosa, um autor capital da nossa modernidade.
Não se inclui a escrita anterior a 1910, sobretudo a juvenília poética e os primeiros contos, e que representa a fase de construção de uma voz que só a partir de Princípio se constitui em toda a singularidade. Também não se incluem as peças de teatro que escreveu e chegaram até nós, e cujo interesse é apenas acessório relativamente à sua obra poética e narrativa. E, finalmente, também ficam de fora as cartas, que têm, sobretudo as que enviou de Paris a Fernando Pessoa, uma enorme importância literária e testemunhal, mas que formam um vasto conjunto à parte.» [da Apresentação]
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Novidades
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
domingo, 1 de agosto de 2010
António Maria Lisboa
«António Maria Lisboa nasce em Lisboa e a Lisboa vem a morrer [1953] depois de duas estadias em Paris, em 1949 e 1951, onde em vão procurará fixar-se, sem recursos próprios e carente de qualquer auxílio. Sobretudo, a segunda estadia ser-lhe-á fatal, pois parte de Portugal já doente e regressa com um pulmão destruído e o outro seriamente afectado. Em qualquer país — e em qualquer época — a sua procura incessante “de um impossível realizado” “no acto mágico que somos”, o “exceder-se de tal forma que não seja possível conceptuar-se”, a recusa, quasi, ou como, de cátaro, em ingerir o alimento geral, seria propósito perigoso e difícil de manter. No entanto, o tempo vivido sob a Ditadura de Salazar, sob a qual “o ar era um vómito e nós seres abjectos” agravaria temivelmente os custos do seu propósito. Desaparecido em plena juventude, António Maria Lisboa deixou um obra escassa mas nem por isso menos fulgurante. Preocupado com uma verdadeira aproximação às culturas exteriores à tão celebrada civilização ocidental, há na sua poesia uma busca incessante de um futuro tão antigo como o passado. Pode, e decerto deve, ser considerado o mais importante poeta surrealista português, pela densidade da sua afirmação e na “direcção desconhecida” para que aponta.»
Mário Cesariny
Poesia, de António Maria Lisboa (organização e apresentação de Mário Cesariny), BI nº 42, ISBN 978-972-37-1324-4
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Aniversários
sexta-feira, 30 de julho de 2010
Viagens
antes e depois de cada viagem, reabasteça-se na sua livraria.
nós estamos aqui
LIVRARIA ASSÍRIO & ALVIM
Rua Passos Manuel, 67 B Lisboa
de segunda a sexta-feira: 10h-13h e 14h-19h
Rua Passos Manuel, 67 B Lisboa
de segunda a sexta-feira: 10h-13h e 14h-19h
{encerra para férias de 1 a 15 de Agosto}
ASSÍRIO & ALVIM LIVROS
Pátio do Siza - Entrada pela ruas Garrett 10 / Carmo 29, ao Chiado
de segunda a sexta: 12h-19h
sábado: das 10h-19h
{encerra aos domingos e feriados}
de segunda a sexta: 12h-19h
sábado: das 10h-19h
{encerra aos domingos e feriados}
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Livraria
quinta-feira, 29 de julho de 2010
Paz e amor para Ricardo Araújo Pereira
Entre outros textos, O Hipopótamo de Deus e Outros Textos, o livro de José Tolentino Mendonça (colecção «Alfinete») que Tiago Cavaco (Guillul) apresenta logo às 18h30 na Assírio & Alvim Livros (Chiado - Pátio do Siza, com entrada pelas ruas Garrett 10 / Carmo 29) e já está nas livrarias, inclui «Paz e amor para Ricardo Araújo Pereira», «A leste do Paraíso», «A sintaxe das lágrimas», «Entre a cozinha e a mesa», «O que é um "cristão cultural"?», «A Igreja precisa de um virar de página», «Aprendo a rezar com os pés», «Como se vai para o céu», «A segunda vida das cabines telefónicas», «Um leitor na Feira do Livro», «Uma palavra lida em Herberto Helder, «Bento XVI, Pessoa e a nossa fome de beleza».
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Lançamentos,
Novidades
quarta-feira, 28 de julho de 2010
domingo, 25 de julho de 2010
MEC
Hoje, dia de aniversário de Miguel Esteves Cardoso [Lisboa, 25-VII-1955], deixamos aqui, com esta recordação, o nossso abraço de parabéns
ASSÍRIO & ALVIM
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Aniversários
sábado, 24 de julho de 2010
sexta-feira, 23 de julho de 2010
As crianças e os adolescentes perante a morte
A morte é emocionalmente sentida desde os primeiros anos de vida. A forma como as crianças e os adolescentes elaboram o conceito de morte depende de fases do seu desenvolvimento emocional e cognitivo. Mas, perante uma situação de perda, é fundamental ajudar os mais novos a organizar um processo de luto para ultrapassarem dificuldades reactivas ou futuras.De verdade, nunca ninguém morre para sempre. A sua voz, a sua luz existe e persiste enquanto continuar vivo na memória dos afectos de quem fica.
Já está nas livrarias.
ISBN 978-972-37-1476-0
PVP 12 €
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Novidades
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Feira das Viagens nas livrarias Assírio
FEIRA DAS VIAGENS de 20 de Julho a 31 de Agosto de 2010
Livraria Assírio & Alvim
Rua Passos Manuel, 67 B Lisboa
de segunda a sexta-feira: 10h-13h e 14h-19h (encerra para férias de 1 a 15 de Agosto)
Assírio & Alvim livros
Entrada pela Rua Garrett 10 ou pela Rua do Carmo 29, ao Chiado
de segunda a sexta: 12h-19h
sábado: das 10h-19h
(encerra aos domingos e feriados)
descontos até 50% num conjunto de títulos escolhidos
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Feiras
quarta-feira, 21 de julho de 2010
Vem aí o Padre Brown
Os Melhores Contos do Padre Brown, de G.K. Chesterton (selecção e apresentação: Peter Stilwell; tradução: Jorge Pereirinha Pires), estão a chegar às livrarias. Esta selecção inclui: «A Cruz Azul», «O Jardim Secreto», «As Estrelas Cadentes», «A Forma Errada», «Os Pecados do Príncipe Saradine», «O Fantasma de Gideon Wise», «O Segredo do Padre Brown», «O Segredo de Flambeau», «O Vampiro da Aldeia». ISBN: 978-972-37-1422-7
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terça-feira, 20 de julho de 2010
José Alberto Oliveira [20-VII-1952]
Está à espera que o mundo acabe,
o búfalo.
Ele está ali, desde o princípio.
O arroz, quem o semeia,
o rio, a chuva que nele cai,
as casas, as galinhas inquietas,
os bambus,
que o vento inclina
- tudo isso é transitório.
Bestiário
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Aniversários
segunda-feira, 19 de julho de 2010
As Novas Mil e Uma Noites
Este I volume de As Novas Mil e Uma Noites, de Robert Louis Stevenson, com tradução de José Domingos Morais, inclui «História do Rapaz dos Pastelinhos de Nata», «História do Médico e do Baú de Saratoga», «A Aventura dos Cabriolés», «História da Chapeleira de Cartão», «História do Jovem em Vestes Clericais», «História da Casa das Persianas Verdes» e «A Aventura do Príncipe Florizel e de um Detective». Chega às livrarias durante esta semana.
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Novidades
segunda-feira, 12 de julho de 2010
Arena
A folha de papel pode ser encarada de formas diferentes. Quase tantas quantos os artistas que alguma vez se debruçaram sobre uma folha branca para nela realizar um desenho. Mesmo assim, é possível mapear atitudes análogas entre alguns artistas.
Esta exposição [Fundação Carmona e Costa, em Lisboa, de 6 de Julho a 16 de Outubro de 2010], centrando-se em três artistas portugueses — Carla Filipe (Aveiro, 1973), João Tengarrinha (Lisboa, 1970) e Paulo Brighenti (Lisboa, 1968) — quer explorar uma metodologia particular do acto de desenhar. Um processo que se centra numa luta entre o artista e a folha de papel, e o resultado desse combate (onde a fisicalidade está intensamente presente) descobre-se nas marcas deixadas na folha. Um processo no qual o corpo do artista dança (no sentido mais amplo que o termo ‘dança’ pode significar) em frente a (e com) o papel.
Um desenho de performance ou uma performance do desenho. Não nas linhas da prática de artistas como Yves Klein e as suas antropometrias, mas antes mais perto da atitude dos expressionistas abstractos, um desenho-acção. A folha de papel é uma arena de experimentação. Sofre nas mãos do criador. É esticada, molhada, varrida, rasgada. Explorada até ao limite. Contudo, nem sempre o que se vê na obra finalizada revela o processo de feitura. Muitas destas performances acontecem na solidão do estúdio, em privado, invisíveis ao olhar estranho. O papel do estúdio é assim central no pensamento da exposição, pois este espaço é também uma arena onde decorre o confronto (físico e mental), onde a obra acontece.
De certa forma, esta exposição quer reflectir a própria missão da Fundação Carmona e Costa enquanto espaço para o Desenho. Uma casa com vários quartos e aberta a várias perspectivas e formas de pensamento sobre esta disciplina. Esta é apenas mais uma.
Filipa Oliveira
Esta exposição [Fundação Carmona e Costa, em Lisboa, de 6 de Julho a 16 de Outubro de 2010], centrando-se em três artistas portugueses — Carla Filipe (Aveiro, 1973), João Tengarrinha (Lisboa, 1970) e Paulo Brighenti (Lisboa, 1968) — quer explorar uma metodologia particular do acto de desenhar. Um processo que se centra numa luta entre o artista e a folha de papel, e o resultado desse combate (onde a fisicalidade está intensamente presente) descobre-se nas marcas deixadas na folha. Um processo no qual o corpo do artista dança (no sentido mais amplo que o termo ‘dança’ pode significar) em frente a (e com) o papel.
Um desenho de performance ou uma performance do desenho. Não nas linhas da prática de artistas como Yves Klein e as suas antropometrias, mas antes mais perto da atitude dos expressionistas abstractos, um desenho-acção. A folha de papel é uma arena de experimentação. Sofre nas mãos do criador. É esticada, molhada, varrida, rasgada. Explorada até ao limite. Contudo, nem sempre o que se vê na obra finalizada revela o processo de feitura. Muitas destas performances acontecem na solidão do estúdio, em privado, invisíveis ao olhar estranho. O papel do estúdio é assim central no pensamento da exposição, pois este espaço é também uma arena onde decorre o confronto (físico e mental), onde a obra acontece.
De certa forma, esta exposição quer reflectir a própria missão da Fundação Carmona e Costa enquanto espaço para o Desenho. Uma casa com vários quartos e aberta a várias perspectivas e formas de pensamento sobre esta disciplina. Esta é apenas mais uma.
Filipa Oliveira
Já nas livrarias, uma edição Fundação Carmona e Costa / Assírio & Alvim:
Título: ARENA
Autores: Carla Filipe · João Tengarrinha · Paulo Brighenti
Texto: Filipa Oliveira
Colecção: Arte e Produção
Formato e acabamento: 15 x 21 cm, edição brochada / N.º de páginas: 96
ISBN: 978-972-37-1519-4
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sexta-feira, 9 de julho de 2010
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