terça-feira, 13 de abril de 2010

Samuel Beckett [13/IV/1906 - 22/XII/1989]

Também nasceram a 13 de Abril:
Jacques Lacan (1901), J. M. G. Le Clézio (1940), Rui Chafes (1966)

segunda-feira, 12 de abril de 2010

«Mal Nascido», de Carlos Alberto Machado

Foram seleccionados os bolseiros da edição 2009/2010 do concurso Criar Lusofonia do Centro Nacional de Cultura com o apoio da Direcção Geral do Livro e Bibliotecas, na área de Criação/Investigação literárias.

O Júri foi constituído por Leonor Xavier, José Carlos Vasconcelos, Miguel Real, José Cortez em representação da DGLB e Guilherme d’Oliveira Martins, em representação do CNC. Foi seleccionado um candidato português – Carlos Alberto Machado – com o projecto “Mal Nascido”, a desenvolver em Moçambique e uma candidata sãotomense – Alice Goretti Pina – com o projecto “No Dia de São Lourenço”, a desenvolver em São Tomé e Portugal.

O programa Criar Lusofonia foi criado em 1995 e tem por objectivo a atribuição de bolsas no domínio da escrita para estadas em países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, pretendendo-se criar oportunidades de contacto aprofundado com outros países lusófonos aos criadores/investigadores de língua portuguesa a fim de produzirem uma obra destinada à divulgação no espaço lusófono.

De Carlos Alberto Machado a Assírio & Alvim publicou recentemente Registo Civil - poesia reunida.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

HUMOR | Feira do Livro

(clique na imagem para a aumentar)


Já a partir de amanhã, e até ao próximo dia 24 de Abril, não perca a Feira do Livro de Humor nas livrarias da Assírio & Alvim. Livros que o farão chorar de tanto rir, a preços cómicos.

Livraria Assírio & Alvim na Rua Passos Manuel 67B, em Lisboa, de segunda a sábado, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 19h00.

Livraria Assírio & Alvim Livros, no Chiado, de segunda a domingo, das 12h00 às 19h00.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Vem aí o 25 de Abril

ISBN: 978-972-37-1456-2

ISBN: 978-972-37-1186-8

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Dia Internacional do Livro Infantil

uma sugestão de leitura
há mais escolhas na colecção

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Horário das Livrarias da Assírio durante a Páscoa

A livraria Assírio & Alvim na Rua Passos Manuel, 67-b, em Lisboa, estará encerrada na próxima sexta-feira, sábado e domingo (dias 2, 3 e 4 de Abril).

Por outro lado, a livraria da Assírio no Chiado, estará aberta durante esses dias, das 12h00 às 19h00 na sexta-feira; das 10h00 às 19h00 no sábado, e das 15h00 às 19h00 no domingo. A Assírio & Alvim deseja-lhe uma boa Páscoa, e boas leituras.



terça-feira, 30 de março de 2010

Vincent van Gogh [30/III/1853 - 29/VII/1890]

Este texto que Antonin Artaud (1896-1948) escreveu sobre aspectos da vida e obra de Van Gogh, na sequência da exposição das obras do pintor holandês no museu da Orangerie (em Paris), é mais do que uma crítica ou análise: Artaud adopta a luta de Van Gogh como sua, tentando escapar às suas próprias tormentas.
Esta edição inclui onze reproduções a cores de quadros do artista. É uma obra de grande sensibilidade, com uma escrita clara, bela e violenta, de uma lucidez sublime.

Van Gogh - o Suicidado da Sociedade, Antonin Artaud (tradução: Aníbal Fernandes)

Paul Verlaine [30/III/1844 - 8/I/1896]


Paul-Marie Verlaine nasce na Lorena a 30 de Março de 1844, filho de um militar. Em 1851 muda-se com a família para Paris. No ano de 1862, inscreve-se na Faculdade de Direito, altura em que começa a frequentar os cafés e a beber regularmente. Em 1864 decide abandonar os estudos definitivamente, já depois da publicação do seu primeiro poema (1863), e torna-se funcionário da Câmara Municipal de Paris. O poeta troca correspondência e contacta com vários escritores e artistas da época, como por exemplo Victor Hugo, Charles Cros e Villiers.
Em 1870, casa com Mathilde Mauté de Fleurville, casamento que será perturbado quando, no ano seguinte, Verlaine conhece Rimbaud, com quem mantém estreita (e até apaixonada) amizade. Esta relação levará Mathilde a pedir a separação judicial em 1872, ano em que Verlaine embarca com Rimbaud para Londres. Este relacionamento acabará em 1875.
Entre 1875 e 1879, o poeta é alternadamente professor em Inglaterra e França, país para onde regressará definitivamente. Segue-se um período de escrita intensa, atribulado por dificuldades económicas e de saúde, numa sucessão de internamentos em vários hospitais. Morre a 8 de Janeiro de 1896 com uma congestão pulmonar.
Fernando Pinto do Amaral, no prefácio a Poemas Saturnianos e Outros, afirma: “Ao lermos hoje os poemas de Verlaine, resta sobretudo a beleza da sua música soberana e misteriosamente evocadora das vertigens por vezes discretas — mas nem por isso menos cativantes — de um espírito vibrátil e sensível aos mais ínfimos acordes do ser — acordes harmoniosamente dissonantes, como os de qualquer poesia que não hesite em interrogar o doloroso enigma que se abriga nos mil fragmentos do real e lhes dá, a cada um deles, uma alma própria e insubstituível.”

Obras de Paul Verlaine na Assírio & Alvim

sábado, 27 de março de 2010

O Teatro

O primeiro Gato Maltês
[Janeiro de 1981]

Emma Santos escreve e interpreta (a presente edição de O Teatro reproduz o texto por si representado cenicamente, entre Dezembro de 1976 e Janeiro de 1977) a doença, a dor física e o sofrimento mental, denunciando as semelhanças entre a loucura dos métodos usados para a tratar e a própria loucura.
Emma Santos defronta-se com a loucura das instituições psiquiátricas onde foi internada e onde lutou para recuperar a sua voz, “quando à força de medicamentos me obrigaram a calar”. Segundo a sua mãe, a loucura é o teatro pessoal de Emma e a sua comédia traduz-se numa enorme solidão, vivida entre electrochoques e as outras doentes, todas “uma e a mesma, devorando bolos e guloseimas ou de cigarro nos beiços”, imagem da loucura que visualiza como uma “mulher, alta, inchada pelos medicamentos, semi-nua, só com um roupão de nylon acolchoado às flores roxas ou cor de rosa”.

quarta-feira, 24 de março de 2010

«Ruben A. In memoriam de bolso», de Alexandre O'Neill

Ruben morreu de sopetão cardíaco, fim previsível para quem levou a vida a refrear as próprias emoções. Quatro dias antes do seu passamento vi-lhe nos olhos o medo de rebentar. Disse-nos que, na véspera, sentira uns esticões danados. Em Londres – última escala antes da morte – tencionava tirar o seu retrato vascular. Levava à boca, de espaços a espaços, uma pastilhinha calmante. Ficava à espera que a derretida pastilhinha lhe respondesse. Depois, entrava naquela agitação que era a sua maneira de ocupar o tempo convivente.
Nem na vida, nem na literatura Ruben A. conseguia estar quieto.
Tinha pressa. E às vezes até parecia que o quotidiano era para ele simples matéria de criação. Com isto, ganhou a literatura memorialista portuguesa umas quantas páginas bem singulares. Desordenado e original na escritura, Ruben não podia sujeitar-se a outra disciplina que não fosse essa, toda exterior, de se sentar, dia a dia, à máquina, pelas oito da manhã, e de bater 5, 10, 15 páginas de seguida, apenas apoiado ao bordão da memória e a uma verve sem limites. Mas ao coro das rãs, respondeu Ruben A. com algumas arreliantes dissonâncias, enfim, com o que nele era o vivo pressentimento de que uma obra se faz a contrapeso do gosto mediano, desse que está sempre a reclamar, em nós, vigência, estatuto e rebuçados.
Paz à sua tecla!

Diário de Notícias, 22 Janeiro 1976. Suplemento cultural, n.º 3, 2.ª série, p. 1.
Com uma boa fotografia não assinada, e um excerto de diário.
Obituário descoberto e transcrito por Vasco Rosa. Obrigado.
Obras de Ruben A. na Assírio & Alvim

5000 amigos

Em menos de três meses atingimos o máximo de amigos permitido pelo Facebook: 5.000. Foi hoje, dia 24 de Março de 2010, às 00:32.
Uma saudação muito cordial a todos os nossos amigos.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Dia Mundial da Árvore e da Poesia

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No próximo domingo celebra-se o Dia Mundial da Poesia, e também o Dia Mundial da Árvore. Para comemorar esta data a Assírio & Alvim propõe quatro livros com um desconto assinalável:

— O Tratado da Árvore, de Robert Dumas (25 €, a 15 € durante este fim-de-semana)
— A Árvore em Portugal, de Francisco Caldeira Cabral e Gonçalo Ribeiro Telles (25 €, a 15 € durante este fim-de-semana)
Rosa do Mundo · 2001 Poemas para o Futuro (35 €, a 20 € durante este fim-de-semana)
A Oração dos Homens · Uma Antologia das Tradições Espirituais (29 €, a 20 € durante este fim-de-semana)

Promoção válida neste fim-de-semana (sábado 20 e domingo 21 de Março) na livraria Assírio & Alvim Livros, no Chiado, das 12h00 às 19h00, e apenas no sábado na livraria Assírio & Alvim na Rua Passos Manuel, em Lisboa, das 10h00 às 13h00 e das 15h00 às 19h00. Visite-nos, leia poesia, fique a conhecer profundamente as árvores portuguesas e celebre o dia 21 de Março com a Assírio & Alvim.

«A árvore não brotou no Jardim.
Desconheço a doçura do seio das flores.
Sou o fruto das raízes.»
in Superfície · Toda Poesia, Maria Ângela Alvim

quinta-feira, 18 de março de 2010

Livraria Assírio & Alvim - Rua Passos Manuel

CASA CHEIA
A livraria Assírio & Alvim da Rua Passos Manuel, em Lisboa, reabriu hoje renovada e cheia de gente... para o lançamento de Escarpas, novo livro de Gastão Cruz. Apresentação de Manuel Gusmão e leitura de poemas por Luís Miguel Cintra.

Stéphane Mallarmé [n. 18 de Março de 1842]

Stéphane Mallarmé nasce em Paris, no dia 18 de Março de 1842. A sua infância e juventude são perturbadas pelas mortes dos pais e da irmã mais nova.
Tendo estudado inglês em Londres entre 1862 e 1863, Mallarmé regressa a França para dar aulas, mas o ordenado de professor revela-se insuficiente para sustentar a família, tendo o poeta de desenvolver outras actividades, como editar uma revista e traduzir livros escolares.
Se, por um lado, a vida pessoal e profissional de Stéphane Mallarmé é repleta de percalços, a carreira literária, por outro, segue um percurso firme e sólido. Os primeiros poemas datam de 1862 e são fortemente influenciados pela poesia de Baudelaire, mas Mallarmé vai além do proposto pelo seu precursor, no que será o seu magnífico, mas inacabado, livro Grand Oeuvre.
Mallarmé deixou uma obra poética que marca, ao lado da de Verlaine, a liderança do movimento simbolista, alcançando sucesso e reconhecimento ainda em vida.
Morre a 9 de Setembro de 1898 na sua casa de Valvins, perto de Fontainebleau.
Mallarmé na Assírio & Alvim:

Poesias [2005] e Poemas de Mallarmé lidos por Fernando Pessoa [1998], ambos com tradução de José Augusto Seabra.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Lançamento do livro «Escarpas», de Gastão Cruz

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A Assírio & Alvim convida-o para o lançamento do livro


ESCARPAS
de Gastão Cruz


que terá lugar na Livraria Assírio & Alvim (Rua Passos Manuel, 67-B, em Lisboa) no próximo dia 18 de Março, quinta-feira, pelas 19h00.

A apresentação do livro será feita por Manuel Gusmão e haverá uma leitura de poemas por Luis Miguel Cintra.

No final da sessão será servido um pequeno cocktail.


Apoio:

«Escritores à Mesa (e outros artistas)», o novo livro de José Quitério

Os textos que compõem este livro têm proveniências difererentes: 6 figuram no Livro de Bem Comer, 14 em Histórias e Curiosidades Gastronómicas, 11 são inéditos. Os não inéditos foram objecto de revisão, emendas e acrescentos (nalguns casos substanciais). Escritores à Mesa (e outros artistas) resulta da necessidade de rearrumação, tendo em vista que os dois livros anteriormente referidos jamais serão reeditados como tais. Surgirão refundidos, aparados, apurados e aumentados num único volume, sob o título Bem Comer & Curiosidades, no fim do presente ano.
A presente obra pretende ser uma homenagem sobretudo aos escritores que nem por serem dos maiores deixaram de tratar dum tema que muitos letrados enfadados (e enfadonhos) consideram matéria menor ou mesmo abominável. Que possa servir também de antepasto para uma há muito prometida Antologia da Gastronomia na Literatura Portuguesa (séculos XIII-XX), a vir ao mundo, se o permitirem o tempo e as potestades, em 2011.

José Quitério

ISBN: 978-972-37-1465-4

domingo, 14 de março de 2010

«Escarpas», novo livro de Gastão Cruz

Premiado em 2009 com o Prémio Correntes d’Escritas, pelo seu livro A Moeda doTempo, Gastão Cruz regressa agora com um novo livro de poesia: Escarpas, já disponível nas livrarias. Aqui deixamos um dos seus poemas:
OFÍCIO
Os poemas que não fiz não os fiz porque estava
dando ao meu corpo aquela espécie de alma
que não pôde a poesia nunca dar-lhe
Os poemas que fiz só os fiz porque estava
pedindo ao corpo aquela espécie de alma
que somente a poesia pode dar-lhe
Assim devolve o corpo a poesia
que se confunde com o duro sopro
de quem está vivo e às vezes não respira

ISBN: 978-972-37-1482-1

sábado, 13 de março de 2010

Prémio EDP Novos Artistas 2009


«“O bom filho à casa torna”, diz-se. E assim bem pode dizer-se a propósito desta oitava edição do Prémio EDP Novos Artistas. Tendo começado no Museu da Electricidade, com a exposição de Joana Vasconcelos, na sua primeira edição, em 2000, andou por fora nas outras edições (no Museu Nacional de Arte Antiga e Sociedade Nacional de Belas Artes, Lisboa, em 2002 e 2003; no Museu de Serralves, Porto, em 2003; de novo em Lisboa, no Centro Cultural de Belém, em 2004; no Pavilhão Centro de Portugal, Coimbra, em 2005; e, finalmente, na Central do Freixo, Porto, em 2007), e, agora, regressa ao Museu da Electricidade, revisto e aumentado. Para o cenário da Central Tejo, os nove artistas, seleccionados de um conjunto aberto de quatrocentas e treze candidaturas, conceberam as suas obras e realizaram-nas naquele enfrentamento do mundo que faz da arte uma das suas medidas mais infalíveis.
Esta exposição do Prémio EDP Novos Artistas 2009 é uma exposição (o que é mais invulgar do que se julga), e não apenas um conjunto ocasional de peças que se encontram, acumulam, justapõem, avizinham, desencontram. É, verdadeiramente, uma exposição pelo caminho que abre, pelo jogo que lança, pela passagem que dá, pelo confronto que acende: cada obra a desafiar incessantemente as outras. O Prémio EDP Novos Artistas tem uma história de acertos, continuidades, renovações, revelações. […]
Neste tempo de muitas portas fechadas, manter esta porta aberta, cada vez mais aberta, é uma reafirmação de vida, de vontade, de vigor. Por ela têm passado muitos artistas que hoje existem na arte contemporânea portuguesa. O contributo que demos a essa existência traz-nos contentamento, prazer, orgulho. E justificação.
Para a Fundação EDP, este Prémio é uma viagem que leva a muitos lugares. E este catálogo é um mapa dessa viagem e um diário de bordo. Com ele, vamos onde já estivemos e onde ainda não fomos.»

José Manuel dos Santos

ISBN: 978-972-37-1473-9

Assírio & Alvim no Chiado

Foi bonita a festa... casa cheia, de livros e de muitos, muitos amigos.

Agora já sabe: Assírio & Alvim no Chiado (Rua Garrett, 10 / Rua do Carmo, 29), de segunda a sexta, das 12 às 19 horas, e sábados, das 10 às 19 horas. Apareça e divulgue. Obrigado.

Debret, por Vasco Araújo


Debret é o resultado de uma interpretação da relação social entre brancos e negros, portugueses e africanos, senhores e escravos no Brasil do século XIX. Esta interpretação parte da obra do pintor Jean-Baptiste Debret, artista francês, que chegou ao Brasil juntamente com a missão francesa a convite do Príncipe Regente D. João VI, no início do século XIX e demonstrou a sua paixão pelo Brasil através de pinturas, aguarelas, desenhos e gravuras, permitindo deste modo elaborar uma visão histórica, política, cultural e social do Brasil dessa época.
A interpretação resulta em 15 esculturas. Cada uma destas resulta da combinação de quatro elementos distintos: mesas, ovos, figuras e citações do Padre António Vieira. As figuras retratam acções entre brancos e negros reveladoras da relação sexual e social dos mesmos. A inserção destas figuras em ovos (de modo paralelo ao que acontece nos ovos de Fabergé) deslumbra uma face mecânica, imperialista e despótica de onde, também, resultou a criação de uma nova raça (mulata). A associação de tudo isto com as citações do Padre António Vieira (escritas nas mesas) leva-nos a uma releitura que se insere num discurso pós-colonialista, período em que vivemos actualmente.

Título: Debret; Autor: Vasco Araújo; Texto: Paulo Pires do Vale; Colecção: Arte e Produção; 112 pp. ; ISBN: 978-972-37-1469-2 (já disponível nas livrarias).