quarta-feira, 24 de março de 2010
sexta-feira, 19 de março de 2010
Dia Mundial da Árvore e da Poesia

quinta-feira, 18 de março de 2010
Stéphane Mallarmé [n. 18 de Março de 1842]
Stéphane Mallarmé nasce em Paris, no dia 18 de Março de 1842. A sua infância e juventude são perturbadas pelas mortes dos pais e da irmã mais nova.Tendo estudado inglês em Londres entre 1862 e 1863, Mallarmé regressa a França para dar aulas, mas o ordenado de professor revela-se insuficiente para sustentar a família, tendo o poeta de desenvolver outras actividades, como editar uma revista e traduzir livros escolares.
Se, por um lado, a vida pessoal e profissional de Stéphane Mallarmé é repleta de percalços, a carreira literária, por outro, segue um percurso firme e sólido. Os primeiros poemas datam de 1862 e são fortemente influenciados pela poesia de Baudelaire, mas Mallarmé vai além do proposto pelo seu precursor, no que será o seu magnífico, mas inacabado, livro Grand Oeuvre.
Mallarmé deixou uma obra poética que marca, ao lado da de Verlaine, a liderança do movimento simbolista, alcançando sucesso e reconhecimento ainda em vida.
Morre a 9 de Setembro de 1898 na sua casa de Valvins, perto de Fontainebleau. Mallarmé na Assírio & Alvim:
Poesias [2005] e Poemas de Mallarmé lidos por Fernando Pessoa [1998], ambos com tradução de José Augusto Seabra.
segunda-feira, 15 de março de 2010
Lançamento do livro «Escarpas», de Gastão Cruz

«Escritores à Mesa (e outros artistas)», o novo livro de José Quitério
A presente obra pretende ser uma homenagem sobretudo aos escritores que nem por serem dos maiores deixaram de tratar dum tema que muitos letrados enfadados (e enfadonhos) consideram matéria menor ou mesmo abominável. Que possa servir também de antepasto para uma há muito prometida Antologia da Gastronomia na Literatura Portuguesa (séculos XIII-XX), a vir ao mundo, se o permitirem o tempo e as potestades, em 2011.
José Quitério
ISBN: 978-972-37-1465-4
domingo, 14 de março de 2010
«Escarpas», novo livro de Gastão Cruz
Os poemas que fiz só os fiz porque estava
Assim devolve o corpo a poesia
ISBN: 978-972-37-1482-1
sábado, 13 de março de 2010
Prémio EDP Novos Artistas 2009
Esta exposição do Prémio EDP Novos Artistas 2009 é uma exposição (o que é mais invulgar do que se julga), e não apenas um conjunto ocasional de peças que se encontram, acumulam, justapõem, avizinham, desencontram. É, verdadeiramente, uma exposição pelo caminho que abre, pelo jogo que lança, pela passagem que dá, pelo confronto que acende: cada obra a desafiar incessantemente as outras. O Prémio EDP Novos Artistas tem uma história de acertos, continuidades, renovações, revelações. […]
Neste tempo de muitas portas fechadas, manter esta porta aberta, cada vez mais aberta, é uma reafirmação de vida, de vontade, de vigor. Por ela têm passado muitos artistas que hoje existem na arte contemporânea portuguesa. O contributo que demos a essa existência traz-nos contentamento, prazer, orgulho. E justificação.
ISBN: 978-972-37-1473-9
Assírio & Alvim no Chiado
Debret, por Vasco Araújo
A interpretação resulta em 15 esculturas. Cada uma destas resulta da combinação de quatro elementos distintos: mesas, ovos, figuras e citações do Padre António Vieira. As figuras retratam acções entre brancos e negros reveladoras da relação sexual e social dos mesmos. A inserção destas figuras em ovos (de modo paralelo ao que acontece nos ovos de Fabergé) deslumbra uma face mecânica, imperialista e despótica de onde, também, resultou a criação de uma nova raça (mulata). A associação de tudo isto com as citações do Padre António Vieira (escritas nas mesas) leva-nos a uma releitura que se insere num discurso pós-colonialista, período em que vivemos actualmente.
sexta-feira, 12 de março de 2010
quarta-feira, 10 de março de 2010
ASSÍRIO & ALVIM NO CHIADO inauguração de nova livraria
(clique na imagem para a aumentar)«Caricaturas», de Loredano
Desde meados da década de 1970, a caricatura de Loredano ocupa as principais páginas da imprensa internacional, mais especificamente os cadernos de cultura. São quase quarenta anos de sacerdócio à caricatura de jornal, de diálogo aberto entre linha, texto e página. Retirá-lo deste lugar, muitas vezes tenso e conflituoso, é excluí-lo de uma mundaneidade essencial, onde o aparecer do caricaturado se dá junto à notícia, ao texto, a todo tipo de interferência que atravessa e contamina sua fisionomia. A força dos desenhos de Loredano equivale a sua capacidade de fazer ver antes de ler e, assim, sugerir sentidos subliminares ao leitor. Virar uma página e se deparar com um desenho seu é fatal para o olhar: toda a página se desenha e se configura pela sedução e ritmo da sua linha.
A caricatura nasce no intervalo entre a aparência pública e a fisionomia privada. Ela inventa a aparência e desloca a fisionomia. A caricatura obriga o olhar a perceber no rosto o que não está nele, mas que passa a ser percebido uma vez realizado o desenho, aderindo implacavelmente à fisionomia do retratado. Alguns “desenhos” de Loredano são definitivos, concebem um olhar e servem como uma espécie de cânone visual para futuros desenhistas. Quem quiser desenhar hoje um Walter Benjamin, um Machado de Assis, uma Clarice Lispector, um Fernando Pessoa não pode desconhecer e não se deixar influenciar, para o bem e para o mal, pelos vários já realizados por Loredano.»
Luiz Camillo Osorio, in Introdução.
«Cartoons do ano 2009»

«Meus caros senhores (e senhora)*
Fossem vocês um telejornal da TVI, e há muito tempo que teriam saído do ar. E com toda a razão. Este conjunto de ilustrações, cartunes e caricaturas é uma deliberada compilação de tiradas acintosas e remoques de gosto discutível, que em nada contribuem para a pacificação da pátria e muito menos dignificam as nossas estimadas instituições, tão carentes de amor. Afinal, onde é que está o respeitinho, meus senhores? Onde é que está o traço suave e a velha anedota graciosa, que deveria adornar as maravilhosas qualidades do nosso país e sublinhar o extraordinário esforço e desempenho de quem nos dirige?
Os senhores deveriam ter consciência das vossas responsabilidades e abrir os ouvidos quando intelectuais de renome vos tentam explicar, com infinita paciência, a diferença entre “liberdade” e “licenciosidade”. Deveriam escutar, com toda a atenção de que ele é invariavelmente merecedor, o nosso sábio primeiro-ministro, que já teve a oportunidade de clarificar que a liberdade só é bonita se for “respeitosa”. Ora, onde é que está a liberdade respeitosa neste livro, meus senhores? Onde está a temperança, essa virtude tão estimável? Não será hora de explicarem aos vossos leitores que cabala, que conspiração, que urdidura vos fez despejar tanta malvada ironia sobre estes desenhos, reduzindo à pilhéria os seriíssimos acontecimentos que assolaram Portugal e o mundo em 2009?» João Miguel Tavares, in Introdução.
* João Miguel Tavares dirige-se aqui aos autores do livro.
terça-feira, 9 de março de 2010
Fernando Pessoa Empregado de Escritório
personalidade de quem foi, entre tantas outras coisas, um poeta ímpar e um competente correspondente de línguas em numerosos escritórios da Baixa lisboeta. Em suma, estamos perante uma obra que ajuda a sinalizar e a entender muito do universo concreto em que se situou e desenvolveu o génio criativo de Pessoa.
segunda-feira, 8 de março de 2010
Fragmentos de Píndaro
Estes textos, conhecidos como os Fragmentos de Píndaro — em algumas edições designados também por «comentários» ou «anotações» — são considerados não apenas como o último trabalho do longo percurso de Hölderlin como tradutor, mas muitas vezes também como a sua última «obra», intencional ou sistemática, antes do início do segundo período da sua vida em Tübingen, que se estende de 1806 a 1843.
Pela concisão cortante da sua forma e pela força da reflexão lapidar que contêm, os Fragmentos de Píndaro constituem um objecto insólito e propriamente inclassificável no conjunto de tudo o que Hölderlin escreveu. Mas representam também um ponto culminante no seu confronto com a questão obsessiva e fundamental da relação do poeta moderno com a sombra, tão insuperável quanto incontornável, da Antiguidade.
Tradução, notas e posfácio de Bruno C. Duarte
ISBN 978-972-37-1470-8
Pessoa - Crowley
Uma novela policial de Fernando Pessoa e toda a correspondência que lhe deu origem, com o «mago», poeta e pintor inglês Aleister Crowley, além de outras personalidades do mundo esotérico tão caro a Fernando Pessoa.Compilações de rara iconografia da época, fac-símiles e notas elucidativas existentes no dossier Crowley – Pessoa, organizadas por um seu sobrinho.
A ordenação dos materiais (correspondência, encomendas de obras, «montagem» do caso da Boca do Inferno, com o consequente desenvolvimento à escala europeia em Inglaterra e França)permite visionar o que eram os círculos artísticos do tempo, as tertúlias de café ou livraria, e a paixão, nos salões, por tudo o que tocasse à Clarividência, à Mediumnidade, à Iniciação espiritual ou mágica, tanto no caso de Crowley como do seu outro «associado» na Golden Dawn, MacGregor Mathers (Cabalista de renome, cuja tradução do Zohar se encontra na biblioteca de Pessoa). »
Compilação e considerações: Miguel Roza
ISBN 978-972-37-1383-1
sábado, 6 de março de 2010
Gato Maltês - dois de uma vez
Tradução e apresentação de Aníbal Fernandes
Tradução, tábua e notas de Gil de Carvalho
Que poderia fazer o advogado quando se tornou um dado adquirido que, no seu escritório em Wall Street, albergava «um jovem escrivão pálido», Bartleby, ocupado a copiar ao preço habitual de quatro cents à página, mas que se recusava terminantemente a conferir o trabalho feito e nunca, por motivo algum, aceitava ser enviado para realizar qualquer recado?
Herman Melville, neste conto memorável, descreve o comportamento singular de um escrivão que, à medida que o tempo passa, se sente cada vez menos inclinado para cumprir as suas tarefas, respondendo, com uma calma desarmante, «preferia não o fazer».
sexta-feira, 5 de março de 2010
Pier Paolo Pasolini [5 de Março de 1922 - 2 de Novembro de 1975]
Em 1937, Pasolini regressa à sua cidade natal, onde estuda história e literatura na Universidade de Bolonha. Publica, nesta altura, artigos na revista estudantil Architrave e começa a escrever poemas, editando a sua primeira colectânea, em edição de autor, no ano de 1942 (Poesia a Carsasa).
Filia-se, ainda jovem, no Partido Comunista, de onde viria a ser expulso por alegada homossexualidade, mas manter-se-á fiel à ideologia comunista até à sua morte.
A partir de 1949, a actividade literária de Pasolini intensifica-se, escreve poemas e romances, trazendo a publicação das duas primeiras partes de uma trilogia, Ragazzi di Vita (1955) e Una Vita Violenta (1959), a sua consagração enquanto escritor.
Foi, e ainda é, considerado um dos mais importantes e polémicos escritores italianos do século XX, tendo construído uma obra que reflecte as suas preocupações sociais e os seus ideais políticos.
Mas a fama internacional de Pasolini deve-se sobretudo à sua carreira cinematográfica. Iniciou-se como actor na década de 50 e estreou-se como realizador em 1961 com Accatone, uma adaptação do seu romance Una Vita Violenta. Os seus filmes abordam temas tão opostos como a religião (Il Vangelo secondo Matteo, 1964) e a sexualidade (Il Fiore delle Mille e une Notte, 1973), apresentando muitas vezes perspectivas controversas que nem sempre foram bem aceites pelo público.
Autor de poemas, romances, ensaios, argumentos, realizador e teórico de cinema, Pasolini foi uma figura polémica do século XX italiano. A sua morte violenta, em 1975, é vista por alguns como um assassinato por motivos políticos.
Obras de Pasolini na Assírio & Alvim














