quarta-feira, 10 de março de 2010

«Cartoons do ano 2009»




«Meus caros senhores (e senhora)*
Fossem vocês um telejornal da TVI, e há muito tempo que teriam saído do ar. E com toda a razão. Este conjunto de ilustrações, cartunes e caricaturas é uma deliberada compilação de tiradas acintosas e remoques de gosto discutível, que em nada contribuem para a pacificação da pátria e muito menos dignificam as nossas estimadas instituições, tão carentes de amor. Afinal, onde é que está o respeitinho, meus senhores? Onde é que está o traço suave e a velha anedota graciosa, que deveria adornar as maravilhosas qualidades do nosso país e sublinhar o extraordinário esforço e desempenho de quem nos dirige?
Os senhores deveriam ter consciência das vossas responsabilidades e abrir os ouvidos quando intelectuais de renome vos tentam explicar, com infinita paciência, a diferença entre “liberdade” e “licenciosidade”. Deveriam escutar, com toda a atenção de que ele é invariavelmente merecedor, o nosso sábio primeiro-ministro, que já teve a oportunidade de clarificar que a liberdade só é bonita se for “respeitosa”. Ora, onde é que está a liberdade respeitosa neste livro, meus senhores? Onde está a temperança, essa virtude tão estimável? Não será hora de explicarem aos vossos leitores que cabala, que conspiração, que urdidura vos fez despejar tanta malvada ironia sobre estes desenhos, reduzindo à pilhéria os seriíssimos acontecimentos que assolaram Portugal e o mundo em 2009?»
João Miguel Tavares, in Introdução.
* João Miguel Tavares dirige-se aqui aos autores do livro.

ISBN: 978-972-37-1478-4

terça-feira, 9 de março de 2010

«Encontro Magick» - convite para lançamento no Grémio Literário

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Fernando Pessoa Empregado de Escritório


Poeta e ensaísta, João Rui de Sousa tem estudado — inclusive através do exercício da crítica literária — muitos dos mais representativos autores de poesia do século XX: de Almada Negreiros a Sophia de Mello Breyner, de Adolfo Casais Monteiro a Eugénio de Andrade, de Mário Saa a Alexandre O’Neill ou Mário Cesariny, de José Gomes Ferreira a António Ramos Rosa, de Vitorino Nemésio a David Mourão--Ferreira, de Jorge de Sena a Herberto Helder, entre tantos outros. Numerosos desses textos continuam dispersos por jornais e revistas. Alguns deles, porém, integram-se em livros organizados pelo autor ou foram recolhidos em colectâneas de carácter antológico.
Nesse âmbito de intervenção, assumem lugar significativo os estudos, de diferente intencionalidade e amplitude, levados a cabo pelo autor sobre o poeta dos heterónimos. Enquadra-se em tal linha de pesquisa, como é óbvio, a presente reedição, revista e aumentada, deste Fernando Pessoa, Empregado de Escritório. Trata-se de um trabalho, em larga parte tributário de um contacto intenso com o espólio pessoano, onde principalmente ressalta a trajectória profissional, vasta, do grande escritor (incluindo aí algumas singulares iniciativas empresariais por ele empreendidas). A indagação alarga-se a outras vertentes mais relacionadas com essa vivência, como por exemplo: os reflexos da profissão na sua obra literária; a sua teorização sobre economia, comércio e gestão; ou alguns sugestivos apontamentos sobre a
personalidade de quem foi, entre tantas outras coisas, um poeta ímpar e um competente correspondente de línguas em numerosos escritórios da Baixa lisboeta. Em suma, estamos perante uma obra que ajuda a sinalizar e a entender muito do universo concreto em que se situou e desenvolveu o génio criativo de Pessoa.


2ª edição, revista e aumentada
ISBN 978-972-37-1403-6

segunda-feira, 8 de março de 2010

Fragmentos de Píndaro


Entre 1803 e 1805, ao que tudo indica e tanto quanto é possível determinar aproximadamente uma data, Friedrich Hölderlin traduziu e intitulou nove fragmentos de Píndaro, juntando a cada uma das peças um comentário em prosa.
Estes textos, conhecidos como os Fragmentos de Píndaro — em algumas edições designados também por «comentários» ou «anotações» — são considerados não apenas como o último trabalho do longo percurso de Hölderlin como tradutor, mas muitas vezes também como a sua última «obra», intencional ou sistemática, antes do início do segundo período da sua vida em Tübingen, que se estende de 1806 a 1843.
Pela concisão cortante da sua forma e pela força da reflexão lapidar que contêm, os Fragmentos de Píndaro constituem um objecto insólito e propriamente inclassificável no conjunto de tudo o que Hölderlin escreveu. Mas representam também um ponto culminante no seu confronto com a questão obsessiva e fundamental da relação do poeta moderno com a sombra, tão insuperável quanto incontornável, da Antiguidade.
Tradução, notas e posfácio de Bruno C. Duarte
ISBN 978-972-37-1470-8

Pessoa - Crowley

Uma novela policial de Fernando Pessoa e toda a correspondência que lhe deu origem, com o «mago», poeta e pintor inglês Aleister Crowley, além de outras personalidades do mundo esotérico tão caro a Fernando Pessoa.
Compilações de rara iconografia da época, fac-símiles e notas elucidativas existentes no dossier Crowley – Pessoa, organizadas por um seu sobrinho.
«Miguel Roza desvenda ao público leitor de Fernando Pessoa os segredos do encontro do poeta com Aleister Crowley, ajudando a entender melhor as múltiplas facetas de um génio que não cessa de nos inquietar: como visionário, como experimentalista tão inovador ou mais do que os conhecidíssimos «manifestantes» futuristas, como excepcional tradutor (recorde-se o «Hino a Pã» de Crowley) e, last but not least, como inquiridor persistente dos mistérios da alma humana e, neste caso, de alguém que começou por admirar como mestre e iniciador: o célebre mago Crowley.
A ordenação dos materiais (correspondência, encomendas de obras, «montagem» do caso da Boca do Inferno, com o consequente desenvolvimento à escala europeia em Inglaterra e França)permite visionar o que eram os círculos artísticos do tempo, as tertúlias de café ou livraria, e a paixão, nos salões, por tudo o que tocasse à Clarividência, à Mediumnidade, à Iniciação espiritual ou mágica, tanto no caso de Crowley como do seu outro «associado» na Golden Dawn, MacGregor Mathers (Cabalista de renome, cuja tradução do Zohar se encontra na biblioteca de Pessoa). »
Y.K. Centeno

Compilação e considerações: Miguel Roza

ISBN 978-972-37-1383-1

sábado, 6 de março de 2010

Gato Maltês - dois de uma vez

Tradução e apresentação de Aníbal Fernandes
«Lado a lado no Hotel de l’Étoile, Cocteau e Desbordes escrevem as suas novidades de 1928. Desbordes revê e acrescenta páginas a J’Adore, é lido e amorosamente incendiado por Cocteau; Cocteau, esse, passa ao papel palavras do que virá a chamar-se O Livro Branco, autobiografia sexual cortada por atrições místicas, cheia de máscaras e portas falsas. Os reconhecidos símbolos da sua futura obra já ali se alinham num cortejo anunciador de homens-cavalos, ciganos, marinheiros, espelhos onde o narciso se reflecte e vence a superfície que o mostra a envelhecer, a aproximar-se da morte. São personagens e objectos, dirá ele, que ao correrem para a sua verdade o arrastavam até à mentira; são o coração e os sentidos a formarem uma tal mistura, que lhe parece difícil comprometer aquele ou estes sem o resto ir atrásANÍBAL FERNANDES, na apresentação deste livro

Tradução, tábua e notas de Gil de Carvalho

Que poderia fazer o advogado quando se tornou um dado adquirido que, no seu escritório em Wall Street, albergava «um jovem escrivão pálido», Bartleby, ocupado a copiar ao preço habitual de quatro cents à página, mas que se recusava terminantemente a conferir o trabalho feito e nunca, por motivo algum, aceitava ser enviado para realizar qualquer recado?
Herman Melville, neste conto memorável, descreve o comportamento singular de um escrivão que, à medida que o tempo passa, se sente cada vez menos inclinado para cumprir as suas tarefas, respondendo, com uma calma desarmante, «preferia não o fazer».

sexta-feira, 5 de março de 2010

Pier Paolo Pasolini [5 de Março de 1922 - 2 de Novembro de 1975]

Pier Paolo Pasolini nasceu no dia 5 de Março de 1922 em Bolonha, filho de um oficial fascista e de uma mãe anti-Mussolini. Passou grande parte da sua infância em Casarsa della Delizia, a nordeste de Veneza.
Em 1937, Pasolini regressa à sua cidade natal, onde estuda história e literatura na Universidade de Bolonha. Publica, nesta altura, artigos na revista estudantil Architrave e começa a escrever poemas, editando a sua primeira colectânea, em edição de autor, no ano de 1942 (Poesia a Carsasa).
Filia-se, ainda jovem, no Partido Comunista, de onde viria a ser expulso por alegada homossexualidade, mas manter-se-á fiel à ideologia comunista até à sua morte.
A partir de 1949, a actividade literária de Pasolini intensifica-se, escreve poemas e romances, trazendo a publicação das duas primeiras partes de uma trilogia, Ragazzi di Vita (1955) e Una Vita Violenta (1959), a sua consagração enquanto escritor.
Foi, e ainda é, considerado um dos mais importantes e polémicos escritores italianos do século XX, tendo construído uma obra que reflecte as suas preocupações sociais e os seus ideais políticos.
Mas a fama internacional de Pasolini deve-se sobretudo à sua carreira cinematográfica. Iniciou-se como actor na década de 50 e estreou-se como realizador em 1961 com Accatone, uma adaptação do seu romance Una Vita Violenta. Os seus filmes abordam temas tão opostos como a religião (Il Vangelo secondo Matteo, 1964) e a sexualidade (Il Fiore delle Mille e une Notte, 1973), apresentando muitas vezes perspectivas controversas que nem sempre foram bem aceites pelo público.
Autor de poemas, romances, ensaios, argumentos, realizador e teórico de cinema, Pasolini foi uma figura polémica do século XX italiano. A sua morte violenta, em 1975, é vista por alguns como um assassinato por motivos políticos.
Obras de Pasolini na Assírio & Alvim

quinta-feira, 4 de março de 2010

Lewis Carroll

Obras de Lewis Carroll, autor de Alice no País das Maravilhas,
na Assírio & Alvim.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Montesquieu, por Ruy Belo


«As Considerações e as quatro narrativas têm de comum o assunto ou tema que versam: a antiguidade clássica, na parte relativa ao génio romano, predominantemente pragmático. Permitem por vezes, dada a identidade de objecto, apreciar em que medida a diversidade do género — por exemplo, diálogo ou moralidade com objecto histórico — influi no comportamento ou até no carácter das personagens bem como na apresentação dos acontecimentos.»

Ruy Belo

Montesquieu, Considerações sobre as Causas da Grandeza e Decadência dos Romanos

Texto integral, seleccionado, traduzido, apresentado e anotado por Ruy Belo

Ruy Belo - Coisas de Silêncio

Há poetas que sempre foram lidos e amados por um grupo mais ou menos devotado de seguidores. Ruy Belo é um desses poetas de culto que não parou de crescer desde os começos dos anos 60. A sua vida “reabilitou” e engrandeceu o quotidiano. Previu, poeticamente e com o coração, deslocações sociais e mesmo políticas. Procurou que a sensibilidade redimisse as pequenas entorses de um país de gente “com pouco jeito para os negócios”. Talvez por tudo isto, e muito mais, parece finalmente ter chegado a hora grande de Ruy Belo, isto é, do reencontro com o país puro que ele mesmo procurou até ao íntimo de si mesmo. O livro de fotografias e, principalmente, de amor de Duarte Belo inclui belos textos, entre eles o fundamental ensaio do poeta Manuel Gusmão acompanha a exposição bibliográfica de Ruy Belo. Este livro, juntamente com a exposição, constituem dois contributos complementares para melhor conhecer o homem envolto na integridade da sua poesia.
Edição Encadernada ISBN: 972-37-0585-0

Ruy Belo [27 de Fevereiro de 1933 - 8 de Agosto de 1978]

Passeou pelos espelhos dos dias
suas clandestinas alegrias
que mal se reflectiram desertaram
Ruy Belo, Todos os Poemas.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Victor Hugo [26 de Fevereiro de 1802 - 22 de Maio de 1885]

Poeta, dramaturgo e romancista, Victor Hugo é um dos mais importantes escritores franceses do período romântico. Terceiro filho de um major que, mais tarde, se tornaria um general do exército napoleónico, Victor Hugo passou a sua infância entre Paris, Nápoles e Madrid, consoante as viagens do pai.
Em 1921, ano do seu casamento com uma amiga de infância, Adèle Foucher, publicou o seu primeiro livro de poemas, Odes et poésies diverses, com o qual ganhou uma pensão, concedida por Louis XVIII. Um ano mais tarde publicaria o seu primeiro romance, Han s’Islande.
Os seus livros mais conhecidos são Notre-Dame de Paris (1831), O Corcunda de Notre-Dame e Os Miseráveis (1862).
No final da sua vida, Victor Hugo foi político, deixando notáveis ensaios nesta área. Morreu em Paris, em 1885.

Victor Hugo na Assírio & Alvim:
Poemas, Tradução de Manuela Parreira da Silva, Colecção «Gato Maltês», 2002.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Lançamento dos Cartoons 2009 e Caricaturas de Loredano

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A Presidente da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, a Assírio & Alvim e o El Corte Inglés têm o prazer de o/a convidar para o lançamento dos livros

CARTOONS DO ANO 2009
LOREDANO · CARICATURAS


Com a presença dos autores
António – Carrilho – Cid – Cristina – Gonçalves – Maia - Loredano

Dia 25 de Fevereiro de 2010, quinta-feira, às 18h30
Restaurante, Piso 7, El Corte Inglés [Lisboa]

Prémio Correntes d'Escritas 2010 para «Myra», de Maria Velho da Costa

Maria Velho da Costa acaba de vencer, com Myra (Assírio & Alvim 2008), o Prémio Literário Correntes d’Escritas/Casino da Póvoa 2010, este ano dedicado à prosa. O júri foi constituído por Carlos Vaz Marques, Dulce Maria Cardoso, Fernando J.B. Martinho, Patrícia Reis, Vergílio Alberto Vieira. Parabéns à autora.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

José Afonso [2 de Agosto de 1929 - 23 de Fevereiro de 1987]

Está disponível nas livrarias uma nova edição, revista e actualizada, da obra de Viriato Teles sobre Zeca Afonso, agora com o título As Voltas de Um Andarilho - Fragmentos da vida e obra de José Afonso. O prefácio é de Sérgio Godinho.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Luis Buñuel [22 de Fevereiro de 1900 - 29 de Julho de 1983]

Realizador e cineasta espanhol, Luis Buñuel nasce em Calanda (Teruel), em 1900.
Vive em Paris até 1929, onde se inscreve na Academia de Cinema e escreve crítica cinematográfica. Escreve, com Jose Bello, Hamlet, a primeira obra surrealista do teatro espanhol, que é levada à cena em Paris. Nunca perderá a sua veia literária e poética.
Os seus primeiros dois filmes são feitos em colaboração com o pintor Salvador Dali: Cão Andaluz, em 1928, e A Idade de Ouro (banido durante 49 anos), em 1930. "Chocante”, “provocadora”, “polémica”, “inovadora” serão termos sempre associados à obra cinematográfica deste realizador, que transformará para sempre a estética cinematográfica.
Casa em 1934 com Jeanne Rucar, em Paris.
Em Madrid, é o responsável pelas dobragens da Warner Brothers. Em 1938 viaja para os Estados Unidos da América, onde trabalha em dobragem para a Warner Brothers, mas em 1946 estabelece-se no México, obtendo a nacionalidade mexicana. Filma Nazarín, com o qual ganha o Prémio Especial do Júri do Festival de Cannes.
As suas raízes assentam no surrealismo. Os seus filmes mais tardios, como O Anjo Exterminador, A Bela do Dia, O Fantasma da Liberdade, Esse Obscuro Objecto de Desejo, entre outros, são reconhecidos publicamente e muitos recebem prémios em festivais de cinema por todo o mundo. Volta a viver em Paris, mas é no México que morre, em 1983.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

«Gato Maltês» - A colecção de livros de bolso Assírio & Alvim desde 1981


«(...) veio-me parar às mãos um livrinho bem bonito, daquela colecção de que gosto tanto, chamada Gato Maltês».

João Bénard da Costa, in Crónicas: Imagens Proféticas e Outras.
(brevemente nas livrarias, juntamente com O Livro Branco, de Jean Cocteau e Bartleby, de Herman Melville, ambos da «Gato Maltês»).

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Dia dos Namorados e Carnaval com descontos nas livrarias Assírio & Alvim


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terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

«Cidade do Mais Antigo Nome» - Convite para o lançamento

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Prémio Autores SPA/RTP para António Osório


A Luz Fraterna, de António Osório, venceu o Prémio Autores SPA/RTP na categoria de Melhor Livro de Poesia. Parabéns António Osório!