sábado, 27 de fevereiro de 2010

Montesquieu, por Ruy Belo


«As Considerações e as quatro narrativas têm de comum o assunto ou tema que versam: a antiguidade clássica, na parte relativa ao génio romano, predominantemente pragmático. Permitem por vezes, dada a identidade de objecto, apreciar em que medida a diversidade do género — por exemplo, diálogo ou moralidade com objecto histórico — influi no comportamento ou até no carácter das personagens bem como na apresentação dos acontecimentos.»

Ruy Belo

Montesquieu, Considerações sobre as Causas da Grandeza e Decadência dos Romanos

Texto integral, seleccionado, traduzido, apresentado e anotado por Ruy Belo

Ruy Belo - Coisas de Silêncio

Há poetas que sempre foram lidos e amados por um grupo mais ou menos devotado de seguidores. Ruy Belo é um desses poetas de culto que não parou de crescer desde os começos dos anos 60. A sua vida “reabilitou” e engrandeceu o quotidiano. Previu, poeticamente e com o coração, deslocações sociais e mesmo políticas. Procurou que a sensibilidade redimisse as pequenas entorses de um país de gente “com pouco jeito para os negócios”. Talvez por tudo isto, e muito mais, parece finalmente ter chegado a hora grande de Ruy Belo, isto é, do reencontro com o país puro que ele mesmo procurou até ao íntimo de si mesmo. O livro de fotografias e, principalmente, de amor de Duarte Belo inclui belos textos, entre eles o fundamental ensaio do poeta Manuel Gusmão acompanha a exposição bibliográfica de Ruy Belo. Este livro, juntamente com a exposição, constituem dois contributos complementares para melhor conhecer o homem envolto na integridade da sua poesia.
Edição Encadernada ISBN: 972-37-0585-0

Ruy Belo [27 de Fevereiro de 1933 - 8 de Agosto de 1978]

Passeou pelos espelhos dos dias
suas clandestinas alegrias
que mal se reflectiram desertaram
Ruy Belo, Todos os Poemas.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Victor Hugo [26 de Fevereiro de 1802 - 22 de Maio de 1885]

Poeta, dramaturgo e romancista, Victor Hugo é um dos mais importantes escritores franceses do período romântico. Terceiro filho de um major que, mais tarde, se tornaria um general do exército napoleónico, Victor Hugo passou a sua infância entre Paris, Nápoles e Madrid, consoante as viagens do pai.
Em 1921, ano do seu casamento com uma amiga de infância, Adèle Foucher, publicou o seu primeiro livro de poemas, Odes et poésies diverses, com o qual ganhou uma pensão, concedida por Louis XVIII. Um ano mais tarde publicaria o seu primeiro romance, Han s’Islande.
Os seus livros mais conhecidos são Notre-Dame de Paris (1831), O Corcunda de Notre-Dame e Os Miseráveis (1862).
No final da sua vida, Victor Hugo foi político, deixando notáveis ensaios nesta área. Morreu em Paris, em 1885.

Victor Hugo na Assírio & Alvim:
Poemas, Tradução de Manuela Parreira da Silva, Colecção «Gato Maltês», 2002.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Lançamento dos Cartoons 2009 e Caricaturas de Loredano

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A Presidente da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, a Assírio & Alvim e o El Corte Inglés têm o prazer de o/a convidar para o lançamento dos livros

CARTOONS DO ANO 2009
LOREDANO · CARICATURAS


Com a presença dos autores
António – Carrilho – Cid – Cristina – Gonçalves – Maia - Loredano

Dia 25 de Fevereiro de 2010, quinta-feira, às 18h30
Restaurante, Piso 7, El Corte Inglés [Lisboa]

Prémio Correntes d'Escritas 2010 para «Myra», de Maria Velho da Costa

Maria Velho da Costa acaba de vencer, com Myra (Assírio & Alvim 2008), o Prémio Literário Correntes d’Escritas/Casino da Póvoa 2010, este ano dedicado à prosa. O júri foi constituído por Carlos Vaz Marques, Dulce Maria Cardoso, Fernando J.B. Martinho, Patrícia Reis, Vergílio Alberto Vieira. Parabéns à autora.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

José Afonso [2 de Agosto de 1929 - 23 de Fevereiro de 1987]

Está disponível nas livrarias uma nova edição, revista e actualizada, da obra de Viriato Teles sobre Zeca Afonso, agora com o título As Voltas de Um Andarilho - Fragmentos da vida e obra de José Afonso. O prefácio é de Sérgio Godinho.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Luis Buñuel [22 de Fevereiro de 1900 - 29 de Julho de 1983]

Realizador e cineasta espanhol, Luis Buñuel nasce em Calanda (Teruel), em 1900.
Vive em Paris até 1929, onde se inscreve na Academia de Cinema e escreve crítica cinematográfica. Escreve, com Jose Bello, Hamlet, a primeira obra surrealista do teatro espanhol, que é levada à cena em Paris. Nunca perderá a sua veia literária e poética.
Os seus primeiros dois filmes são feitos em colaboração com o pintor Salvador Dali: Cão Andaluz, em 1928, e A Idade de Ouro (banido durante 49 anos), em 1930. "Chocante”, “provocadora”, “polémica”, “inovadora” serão termos sempre associados à obra cinematográfica deste realizador, que transformará para sempre a estética cinematográfica.
Casa em 1934 com Jeanne Rucar, em Paris.
Em Madrid, é o responsável pelas dobragens da Warner Brothers. Em 1938 viaja para os Estados Unidos da América, onde trabalha em dobragem para a Warner Brothers, mas em 1946 estabelece-se no México, obtendo a nacionalidade mexicana. Filma Nazarín, com o qual ganha o Prémio Especial do Júri do Festival de Cannes.
As suas raízes assentam no surrealismo. Os seus filmes mais tardios, como O Anjo Exterminador, A Bela do Dia, O Fantasma da Liberdade, Esse Obscuro Objecto de Desejo, entre outros, são reconhecidos publicamente e muitos recebem prémios em festivais de cinema por todo o mundo. Volta a viver em Paris, mas é no México que morre, em 1983.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

«Gato Maltês» - A colecção de livros de bolso Assírio & Alvim desde 1981


«(...) veio-me parar às mãos um livrinho bem bonito, daquela colecção de que gosto tanto, chamada Gato Maltês».

João Bénard da Costa, in Crónicas: Imagens Proféticas e Outras.
(brevemente nas livrarias, juntamente com O Livro Branco, de Jean Cocteau e Bartleby, de Herman Melville, ambos da «Gato Maltês»).

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Dia dos Namorados e Carnaval com descontos nas livrarias Assírio & Alvim


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terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

«Cidade do Mais Antigo Nome» - Convite para o lançamento

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Prémio Autores SPA/RTP para António Osório


A Luz Fraterna, de António Osório, venceu o Prémio Autores SPA/RTP na categoria de Melhor Livro de Poesia. Parabéns António Osório!

domingo, 7 de fevereiro de 2010

«Crónicas: Imagens Proféticas e Outras», de João Bénard da Costa


O Centro Nacional de Cultura e a Assírio & Alvim convidam-no(a) para assistir ao lançamento do livro Crónicas: Imagens Proféticas e Outras, de João Bénard da Costa, que terá lugar no Centro Nacional de Cultura, dia 8 de Fevereiro às 19h00. Apresentam o livro Guilherme d'Oliveira Martins e José Tolentino Mendonça.

Centro Nacional de Cultura / Galeria Fernando Pessoa - Largo do Picadeiro, 10, 1.º [porta ao lado do café No Chiado].

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Fernando Cabral Martins


Fernando Cabral Martins faz hoje anos [n. 4 de Fevereiro de 1950]. Parabéns.

Recordamos aqui o seu mais recente livro, A Flor Fatal, Assírio & Alvim, Outubro de 2009

Na Grande Lisboa dos finais do século XX, entre aulas de Português numa escola secundária e a experiência da droga na sua forma militante, passando pelas difíceis relações com os outros e pelas escolhas irracionais que habitam todas as vidas, um professor torna-se aluno de uma ciência oculta, o amor, e uma rapariga torna-se mulher.

Um conto surpreendente, de Fernando Cabral Martins, à venda numa livraria perto de si... e hoje, nas nossas livrarias, com condições muito especiais.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Ana Cristina Ferrão

Hoje faz anos a Ana Cristina Ferrão. Parabéns!

Uma boa ocasião para voltarmos ao seu livro Conta-me Histórias - Xutos & Pontapés que, em 2009, conheceu nova edição revista e aumentada que poderá encontrar hoje, com um desconto especial de aniversário, nas nossas livrarias da Rua Passos Manuel e do Chiado, em Lisboa. Venha daí.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Aniversários

Hoje fariam anos Hugo von Hofmannsthal e Fernando Assis Pacheco, e para celebrar esta data decidimos oferecer 30% de desconto em todos os seus livros, nas livrarias da Assírio & Alvim no Chiado e na Rua Passos Manuel, em Lisboa.

Mas as boas notícias não ficam por aqui, porque de agora em diante celebraremos de modo semelhante todos os aniversários. Mantenha-se atento às notícias da Assírio & Alvim através do blogue, do Twitter e do Facebook, e celebre connosco o aniversário dos seus autores preferidos.

sábado, 30 de janeiro de 2010

Prémio para «O Viajante Sem Sono»

O Prémio Literário Fundação Inês de Castro foi atribuído ao livro O Viajante Sem Sono, de José Tolentino Mendonça, publicado pela Assírio & Alvim em 2009. O júri do prémio, que nos anos anteriores distinguiu Pedro Tamen e Teolinda Gersão, era composto por Aníbal Pinto de Castro, José Carlos Seabra Pereira, Fernando Guimarães, Frederico Lourenço e Mário Cláudio.
A entrega do troféu, concebido por João Cutileiro, terá lugar no próximo dia 6 de Fevereiro, pelas 17:00 horas, na Quinta das Lágrimas, em Coimbra.
Parabéns Tolentino!

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Sérgio Godinho apresenta o seu último livro em Espinho e no Porto






















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terça-feira, 26 de janeiro de 2010

«Prémio de Literatura Gastronómica» para o livro «Cataplana Experience», de Fátima Moura


A Academia Internacional de Gastronomia, reunida em Paris para a atribuição dos seus prémios internacionais, decidiu atribuir o «Prémio de Literatura Gastronómica - Prix de la Littérature Gastronomique» ao livro Cataplana Experience, de Fátima Moura (Assírio & Alvim, 2009).

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

São Paulo

1) Ainda que eu as lín­guas dos ho­mens, e [as] dos An­jos fa­lasse, e ca­ri­dade não ti­vesse, como o me­tal que tine ou como a cam­pa­i­nha que retine se­ria.

2) E ainda que [o dom] de pro­fe­cia ti­vesse, e to­dos os mis­té­rios, e toda a ci­ên­cia sou­besse: e ainda que toda a fé ti­vesse, de tal ma­neira que os mon­tes tran­spu­sesse, e ca­ri­dade não tivesse, nada se­ria.

3) E ainda que toda mi­nha fa­zenda para man­ti­mento [dos po­bres] dis­tri­buísse, e ainda que meu corpo a quei­mado ser en­tre­gasse, e ca­ri­dade não ti­vesse, nada me apro­vei­ta­ria.

4) A ca­ri­dade é lon­gâ­nime: é be­nigna: a ca­ri­dade não é in­ve­josa: a ca­ri­dade não trata le­vi­a­namente, não se in­cha.

5) Não trata in­de­cen­te­mente: não se busca a si mesma: não se ir­rita: mal não cu­ida.

6) Não folga da in­jus­tiça: po­rém da ver­dade folga.

7) Tudo en­co­bre, tudo crê, tudo es­pera, tudo su­porta.

8) A ca­ri­dade nunca se perde: Po­rém se­jam pro­fe­cias, ani­qui­la­das se­rão: Se­jam lín­guas, ces­sarão: Seja ci­ên­cia, ani­qui­lada será.

9) Por­que em parte co­nhe­ce­mos, e em parte pro­fe­ti­za­mos:

10) Mas quando o per­feito vier, en­ton­ces o que em parte é, ani­qui­lado será.

11) Quando eu era me­nino, fa­lava como me­nino, sen­tia como me­nino, dis­cor­ria como me­nino: mas como ho­mem me fiz, o que de me­nino era, ani­qui­lei.

12) Por­que agora ve­mos por es­pe­lho em enigma, mas en­tão cara a cara [ve­re­mos]: Agora em parte co­nheço, mas en­tão co­nhe­ce­rei como tam­bém co­nhe­cido sou.

13) E agora per­ma­nece a fé, a es­pe­rança, [e] a ca­ri­dade es­tas três: Po­rém a maior des­tas a ca­ridade é.


São Paulo, Primeira Carta aos Coríntios, Capítulo XIII. in A Bíblia Ilustrada, Vol. 8, tradução de João Ferreira Annes d'Almeida.