sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Estão a chegar às livrarias





Por estes dias estão a chegar às livrarias as primeiras novidades Assírio & Alvim de 2010. Alguns destes livros ficaram prontos ainda em 2009, mas achámos melhor não os sujeitar aos «apertões» próprios da época natalícia. Pode agora folheá-los com calma na sua livraria preferida, e se o desejar levá-los consigo para o aconchego de sua casa. Eles, os livros e os livreiros, agradecem a sua visita. Entretanto, aqui ao lado, pode dar uma espreitadela à apresentação das novidades que iremos distribuir por volta do dia 8 de Fevereiro. Boas leituras.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

E continua, na Guarda, o Ciclo Manuel António Pina

Conforme anunciámos há dias «A 18 de Janeiro foi inaugurada na Galeria do Paço da Cultura uma exposição da autoria da artista plástica e ilustradora Ilda David’ que reúne as ilustrações do livro História do Sábio Fechado na Sua Biblioteca, da autoria de Manuel António Pina. A exposição tem entrada livre e ficará patente até 27 de Fevereiro. Sobre o mesmo livro é apresentada uma peça homónima, marcada para o dia 20 no Pequeno Auditório do TMG. A “História do sábio fechado na sua biblioteca” é apresentada pela companhia Pé de Vento em duas sessões. A primeira às 10h00 para o público das escolas e a segunda às 21h30 para o público em geral. A peça conta a história de um Sábio que vivia há muitos anos fechado na sua Biblioteca e sabia tudo. Nada do que existia, e até do que não existia, tinha para ele segredos. Sabia quantas estrelas há no céu e quantos dias tem o mundo, até ao dia que um estrangeiro lhe bate à porta. O espectáculo tem encenação de João Luiz, cenografia de João Calvário e Rui Azevedo, figurinos de Susanne Rösler, música original de Pedro Junqueira Maia, desenho de luz de Rui Damas e interpretação de Rui Spranger e Sara Paz.
Também no dia 20, mas às 18h00, na Sala Tempo e Poesia da Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço, está marcada a inauguração da exposição “Manuel António Pina – Palavras, livros, registos, percursos, crónicas, lembranças…”. Trata-se de uma exposição bio-bibliográfica sobre o autor, que mostrará o percurso pessoal e profissional do multifacetado Manuel António Pina. A exposição ficará patente na BMEL até 27 de Fevereiro.»

Assírio & Alvim no Facebook

Provavelmente já viu, aqui ao lado, que estamos no Facebook e, após pouco mais de uma semana, na companhia de muitos amigos. Procure-nos e venha daí partilhar mais este espaço de comunicação entre a editora e os seus leitores.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Lançamento do livro «O Tempo de Perfil»



A Assírio & Alvim convida-o(a) a estar presente no lançamento do livro de poesia de Luísa Freire

O Tempo de Perfil

que decorrerá no próxima dia 19 de Janeiro, terça-feira, pelas 18h30, na livraria Assírio & Alvim na Rua Passos Manuel, em Lisboa, e com apresentação a cargo de Perfecto E. Cuadrado.

Paralelamente, será inaugurada a exposição de pintura «Pintar o Silêncio», também da autoria de Luísa Freire, e que ficará patente ao público de 20 de Janeiro a 20 de Fevereiro, de segunda a sábado, das 10h às 13h e das 14h às 19h.



quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Cidade da Guarda dedica ciclo a Manuel António Pina

Sobre este ciclo escreveu com detalhe o jornal A23.ONLINE em notícia que aqui reproduzimos: «É poeta, autor de livros para crianças, colunista e tradutor. Foi jornalista, professor e membro do Conselho de Imprensa. Manuel António Pina, 66 anos, nasceu no Sabugal. A Câmara Municipal da Guarda, o TMG e o CEI juntam-se agora para divulgar a obra de um dos maiores escritores da actualidade. A iniciativa incluirá exposições, seminários, teatro e poesia do autor em diversos espaços da Guarda entre 16 e 22 de Janeiro do próximo ano.
O ciclo tem início a 16 de Janeiro com a peça “O Escaravelho Contador” da Companhia de Teatro de Braga que actua no Pequeno Auditório do TMG, às 16.00h, no âmbito da iniciativa Famílias ao Teatro. «Como uma caixa dentro de uma caixa, dentro de uma caixa, dentro de uma caixa o escritor escreve as histórias que o escaravelho lhe contou e que o encenador transforma em imagens no teatro e de que por sua vez os
actores são os fazedores», explica o texto de apresentação do espectáculo. Trata-se de uma história baseada no livro “História que me contaste tu” de Manuel António Pina. É pois um livro «que se transforma em teatro para os mais novos que por sua vez levarão os mais crescidos a acompanhá-los nestas histórias vivas». A peça é para maiores de quatro anos e tem a encenação e dramaturgia de José Caldas, cenografia e figurinos de José António Cardoso, desenho de luz de Fred Rompante e conta ainda com a interpretação de Carlos Feio, Jaime Soares, Rogério Boane, Solange Sá, Teresa Chaves e Alexandre Sá.
A 18 de Janeiro é inaugurada na Galeria do Paço da Cultura uma exposição da autoria da artista plástica e ilustradora Ilda David’ que reúne as ilustrações do livro “O sábio fechado na sua biblioteca”, da autoria de Manuel António Pina. A exposição tem entrada livre e ficará patente até 27 de Fevereiro.
Sobre o mesmo livro é apresentada uma peça homónima, marcada para o dia 20 no Pequeno Auditório do TMG. A “História do sábio fechado na sua biblioteca” é apresentada pela companhia Pé de Vento em duas sessões. A primeira às 10h00 para o público das escolas e a segunda às 21h30 para o público em geral. A peça conta a história de um Sábio que vivia há muitos anos fechado na sua Biblioteca e sabia tudo. Nada do que existia, e até do que não existia, tinha para ele segredos. Sabia quantas estrelas há no céu e quantos dias tem o mundo, até ao dia que um estrangeiro lhe bate à porta. O espectáculo tem encenação de João Luiz, cenografia de João Calvário e Rui Azevedo, figurinos de Susanne Rösler, música original de Pedro Junqueira Maia, desenho de luz de Rui Damas e interpretação de Rui Spranger e Sara Paz.
Também no dia 20, mas às 18h00, na Sala Tempo e Poesia da Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço, está marcada a inauguração da exposição “Manuel António Pina – Palavras, livros, registos, percursos, crónicas, lembranças…”. Trata-se de uma exposição bio-bibliográfica sobre o autor, que mostrará o percurso pessoal e profissional do multifacetado Manuel António Pina. A exposição ficará patente na BMEL até 27 de Fevereiro.
No dia seguinte, 21 de Janeiro, às 09h00 na Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço decorre o Seminário Ibérico “Manuel António Pina – Palavras para além das Fronteiras”. A iniciativa estará dividida em três painéis: Poesia, Literatura Infanto-Juvenil e Jornalismo. Para o primeiro painel a organização convidou como oradores António Sáez Delgado da Universidade de Évora, Gabriel de la S. T. Sampol da Universidade das Islas Baleares e Inês Fonseca Santos, jornalista. Para o painel Literatura Infanto-Juvenil estão previstas as intervenções de Perfecto Quadrado da Universidade das Islas Baleares, Sara Reis da Silva da Universidade do Minho e Adelaide Lopes da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico da Guarda. No terceiro e último painel, sobre Jornalismo, intervirão José Carlos Vasconcelos (Jornal de Letras), Luís Miguel Queirós (Público), Viale Moutinho (Diário de Notícias), Fernando Paulouro (Jornal do Fundão) moderados pelo também jornalista da revista Visão Pedro Dias de Almeida. O Seminário Ibérico contará ainda com a conferência inaugural de Arnaldo Saraiva, professor universitário, investigador literário, ensaísta, cronista e poeta e ainda com a conferência de encerramento do ensaísta português Eduardo Lourenço.
Logo após o seminário e ainda na BMEL será apresentado, às 18h00, o prémio literário Manuel António Pina, a atribuir nas áreas da literatura para a infância e da poesia (alternadamente). Será também apresentado o regulamento e as condições de acesso a este galardão que passará a marcar anualmente o panorama cultural da cidade.
Ainda no dia 21, às 21h30, é apresentado no Pequeno Auditório do TMG o recital “Poesia Reunida”. Uma iniciativa que reunirá em palco gente conhecida e também alguns anónimos para recitar poesia da autoria de Manuel António Pina. Todos eles terão o acompanhamento ao piano de Élia Fernandes que assina também a autoria de todas as músicas, criadas propositadamente para cada um dos poemas.
Ainda na área da poesia destacamos a iniciativa “Poemas de Manuel António Pina na Rádio”. Numa colaboração com a Rádio Altitude (90.9 fm), serão divulgados de hora a hora entre as 07h e as 20h, poesia do autor lida por gente dás áreas do teatro e da rádio.
Entre 18 e 22 de Janeiro, será dinamizado pelo Serviço Educativo do TMG uma oficina que tem como destinatários os alunos das escolas do concelho. A oficina incide sobre a Matemática e a Música e consiste numa actividade didáctica com base num jogo de cartas original criado pela artista plástica Brígida Ribeiro, com ilustrações originais. Este jogo, baseado no “Livro da Desmatemática” de Manuel António Pina, tem como objectivo constituir famílias de múltiplos, ao mesmo tempo que as crianças descobrem os textos de Manuel António Pina. Paralelamente e de forma complementar a este jogo, a oficina conta também com uma componente musical que apela a jogos fonéticos que têm por base textos do autor.»

O programa completa pode também ser consultado aqui.

Yukio Mishima — 14/01/1925 § 25/11/1970

Obras de Yukio Mishima na Assírio & Alvim.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

«Soneto para Cesário», de Dinis Machado

SONETO PARA CESÁRIO

Se te encontrasse, agora, na paisagem
nocturna dos fantasmas da cidade,
contava-te dos nossos pobres versos
no teu rasto de sombra e claridade.

Contava-te do frio que há em medir
a distância entre as mãos e as estrelas,
com lágrimas de pedra nos sapatos
e um cansaço impossível de escondê-las.

Contava-te — sei lá! — desta rotina
de embalarmos a morte nas paredes,
de tecermos o destino nas valetas...

Duma história de luas e de esquinas,
com retratos e flores da madrugada
a boiarem na água das sarjetas.

Dinis Machado

In «Diário Ilustrado», de 20 de Abril de 1957, p. 9.
Com ilustração assinada «K.»

Transcrição: Cortesia de Vasco Rosa.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Perfeita como um livro


















(clique na imagem para a aumentar)

— Uma roseira, mesmo
incomparável, cobre tudo com a sua distracção vermelha.
Por detrás da noite de pendidas
rosas, a carne é triste e perfeita
como um livro.
Herberto Helder

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Celebre o Dia de Reis na Assírio & Alvim



(clique na imagem para a aumentar)

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Bom Ano 2010

A mesa continua posta, mas já estamos a preparar a de 2010.
(Clique na imagem para a aumentar)

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Mesa posta. Boas Festas

(Clique para aumentar a imagem)

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Livros

(clique na imagem para a aumentar)

domingo, 20 de dezembro de 2009

Tigre Tigre, brilho em brasa

O Tigre

Tigre Tigre, brilho em brasa,
Que a floresta à noite abrasa:
Que olho eterno ou mão podia,
Traçar-te a fera simetria?
Em que longe lerna ou céus,
Arde o fogo de olhos teus?
Em que asas ousa ele ir?
Que mão ousa o fogo asir?
E qual ombro, & qual arte,
Pode os tendões do cor vergar-te?
Quando a bater teu cor se pôs,
Que atroz mão? que pé atroz?
Qual martelo? qual o grilho,
Foi teu cér'bro em que fornilho?
Que bigorna? que atra garra,
Teu mortal terror amarra!
Quando estrelas dardejaram
E com seu pranto os céus molharam:
Sorriu vendo o feito o obreiro?
Quem fez a ti fez o Cordeiro?
Tigre Tigre brilho em brasa,
Que a floresta à noite abrasa:
Que olho eterno ou mão podia,
Ousar-te a fera simetria?
William Blake, Canções de Inocência e de Experiência
Tradução de Jorge Vaz de Carvalho, Assírio & Alvim, 2009, pp. 88-89.

sábado, 19 de dezembro de 2009

Chegou sem ser esperado...

«Chegou sem ser esperado, veio sem ter sido concebido. Só a mãe sabia que era filho de um anúncio do sémen que existe na voz de um anjo. Tinha acontecido a outras mulheres hebreias, a Sara por exemplo.
Só as mulheres, as mães, sabem o que é o verbo esperar. O género masculino não tem constância nem corpo para hospedar esperas. Sinto de novo a agravante de ignorar fisicamente a voz do verbo esperar. Não por impaciência, mas por falta de capacidade: nem mesmo durante as febres de malária me acontecia recorrer ao repertório das fantasias de me curar, de estar à espera de.»
Erri De Luca, Caroço de Azeitona, Assírio & Alvim, 2009, p.13.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

«Riscos são da Liberdade»

«É-me mais fácil dizer por escrito como me aproximei do continente que é O Sangue por um Fio. Por escrito sou mais exacta, mais precisa no que quero dizer. E neste pequeno grande livro, muitas coisas são ditas com uma exactidão e precisão de lâmina. Não posso, por isso, falar aos tropeções de uma matéria tão sensível. Uma advertência: não farei o que seria natural a uma admiradora antiga do Sérgio Godinho, que sou. Não farei uma incursão no universo das canções, não farei aproximações, não direi: isto também está nas letras de canções nas quais nos revemos, se revê o país, se reconhece um tempo. As letras que irão constar como "sentimento de uma nação" quando se falar do que é e sente um tempo e um povo.»


Texto de Anabela Mota Ribeiro que pode continuar a ler n'A Phala.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

«Os Passos em Volta», de novo nas livrarias

«Era uma vez um pintor que tinha um aquário com um peixe vermelho. Vivia o peixe tranquilamente acompanhado pela sua cor vermelha até que principiou a tornar-se negro a partir de dentro, um nó preto atrás da cor encarnada. O nó desenvolvia-se alastrando e tomando conta de todo o peixe. Por fora do aquário o pintor assistia surpreendido ao aparecimento do novo peixe.»

Herberto Helder, Os Passos em Volta, 2009 (1oª. edição, encadernada)

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Lançamento de «Evocação de Sophia»

(clique na imagem para a aumentar)

O Centro Nacional de Cultura e a Assírio & Alvim convidam-no/a para o lançamento do livro:

Evocação de Sophia, de Alberto Vaz da Silva,

com prefácio de Maria Velho da Costa e posfácio de José Tolentino Mendonça, que terá lugar no Centro Nacional de Cultura* no dia 16 de Dezembro, quarta-feira, às 18h30. Apresentam o livro
Guilherme d'Oliveira Martins e Maria Sousa Tavares.


* Centro Nacional de Cultura, Galeria Fernando Pessoa, Largo do Picadeiro, 10-1.º (porta ao lado do Café No Chiado)

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Lançamento do livro «Cataplana Experience»



(Clique na imagem para a aumentar)

domingo, 13 de dezembro de 2009

«Vamos andando» e «Depois se verá»

«CURIOSAS FIGURAÇÕES
Um bom indício do modo como nos relacionamos com Portugal são as nossas autofigurações, as feitas e as por fazer. Quanto às feitas, reparemos em duas, uma popular e outra erudita.
A popular é certamente o Zé Povinho. Desde que Bordalo a pintou, foi constantemente reproduzida e encontramo-la em todo o lado. Mas que significa ao certo? Ignorância ou esperteza? De tudo um pouco, como se tem dito e escrito, em análises rápidas ou de maior fôlego. Mas é exactamente nessa indefinição que ela pode servir para caracterizar a relação que mantemos connosco próprios, ou com o país no seu todo. Coexistimos uns com os outros - e, cada vez mais, com os estrangeiros - em subalternidade e atraso ou em esperteza, razoável desconfiança e quase "retranca" galega?
A erudita encontra-se nos painéis de Nuno Gonçalves. Quando foram, também eles, "descobertos", logo atraíram como um íman uma atenção crescente e vivaz. Passou um século e continuam a olhar-nos, com aquelas dezenas de olhos que nos perscrutam e avisam, não sabemos bem de quê. Nunca uma obra de arte nos interrogou tanto, motivando sucessivas interpretações, tanto dela como nossas. Interpretações, aliás, que aparecem quase como urgentes, para decifrarem finalmente um enigma que é existencial e de nós todos. Como se Portugal se depreendesse dali, como "mensagem", para falar segundo Pessoa, ou como "navegação", para falar segundo Sophia...
Mais enigmaticamente - ou sintomaticamente - há autofigurações não feitas. Escolho uma, por de mais eloquente: estátua que nunca se colocou no pedestal do alto do Parque Eduardo VII. Fosse ou não para Nun'Álvares/Santo Condestável, tratar-se-ia sempre de um "umbigo de Portugal", quase como o de Delfos fora o do mundo. Detecta-se uma polémica em torno daquele lugar vazio, daquele pedestal agora desfeito. Como se já não tivéssemos figuração possível. Como se a relação com Portugal já não lhe encontrasse rosto.
Aqui chegámos, finalmente. Mais como interrogação do que como certeza. Vamos andando, apesar de tudo. E, muito à portuguesa, "depois se verá". O que também é já um grande saber de experiência feito.»
Manuel Clemente, Portugal e os Portugueses, Assírio & Alvim, 2008, pp.16-17.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Prémio Pessoa para Manuel Clemente


Manuel Clemente é o vencedor do Prémio Pessoa. «Em tempos difíceis como os que vivemos actualmente, D. Manuel Clemente [bispo do Porto] é uma referência ética para a sociedade portuguesa no seu todo», afirmou o júri.

Nasceu em Torres Vedras a 16 de Julho de 1948. É licenciado em História e Teologia e doutorado em Teologia Histórica. Em 1975 começou a leccionar na Universidade Católica Portuguesa, tornando-se depois director do Centro de Estudos de História Religiosa dessa instituição.
Em Junho de 1979 foi ordenado presbítero; vinte anos depois, em Novembro de 1999, foi nomeado Bispo Auxiliar de Lisboa, com o título de Pinhel, e em de Janeiro de 2000, ordenado na Igreja de Santa Maria de Belém (Jerónimos). Em 2007, o Vaticano nomeou-o Bispo do Porto.
Publicou, entre outras, as obras Nas origens do apostulado contemporâneo em Portugal. A Sociedade Católica (1843-1853) [UCP, 1993], Igreja e Sociedade Portuguesa do Liberalismo à Republica [Grifo, 2002] e História e Religião em Torres Vedras [Grifo, 2004].
Na Assírio & Alvim publicou Portugal e os Portugueses (2008) e 1810-1910-2010 - Datas e Desafios (2009).
«É habitual insistir-se na nossa infinita capacidade de adaptação, seja aonde for. Pergunto-me se não se trata antes do contrário. Se não devíamos falar até da impossibilidade de deixarmos de ser quem somos, tal a densidade interior que acumulámos. Não temos de nos adaptar por aí além, porque já temos dentro e acumulados os infinitos aléns que nos formaram. Aqui, neste recanto ocidental do continente, sedimentaram-se, milénio após milénio, os variados povos que, do Norte de África ou do Leste da Europa, tiveram forçosamente de parar numa praia que só no século XV se transformou em cais de embarque. Aqui chegaram outros, que depois vieram e continuam a vir das mais diversas procedências. Tanta gente em tão pouco espaço só pode espraiar-se numa geografia universal. Assim foi e assim é.»
[excerto do primeiro capítulo]

Em 1810 foi a 3.ª Invasão Francesa, derradeiro episódio duma guerra que pôs fim a muito do que Portugal fora até aí. Em 1910, a República, enquanto mudança de regime. Em 2010, confrontamo-nos com outros desafios. No entanto, a sua consideração religiosa e cultural é necessária. O presente volume junta uma parte do significativo avulso ensaístico do autor. A organização, da responsabilidade dos editores, expressa a hipótese seguinte: o texto inicial, que se destaca do conjunto por características talvez mais próximas da proposição, funciona como tese; os restantes ensaios ligam, adensam e debatem, com conhecimento e paixão invulgares, quanto ali é sugerido.