quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Hoje é o primeiro dia...




quarta-feira, 21 de outubro de 2009

«A Luz Fraterna» na Fundação Eugénio de Andrade, no Porto

(clique na imagem para a aumentar)

o Sopro sopra onde quer

«o Sopro sopra onde quer
M. S. Lourenço (1936-2009)
MOSTRA BIBLIOGRÁFICA - 12 a 31 Outubro - Sala de Referência / Biblioteca Nacional - Entrada livre

Esta exposição bibliográfico-documental pretende homenagear o escritor e tradutor, professor de Lógica e Filosofia da Matemática M. S. Lourenço, falecido no dia 1 de Agosto de 2009. A frase do título, o Sopro sopra onde quer, foi retirada do Evangelho segundo S. João (3, 8) e aparece citada sob a forma de mote por M. S. Lourenço ao longo do seu percurso intelectual. Centrando-se no início deste percurso, a exposição desenvolve-se sob o signo desta alusão bíblica sobretudo em dois sentidos.

Boa parte da criação literária de M. S. Lourenço entre 1956 e a primeira parte da década seguinte tem um cunho muito forte de meditação católica, reforçado pela experiência da Guerra Colonial. Numa carta incluída na presente mostra, escreve o autor: “só quero o Sopro por cima da minha cabeça rapada. Por isso o Negage e Nambuangongo são para mim iguais a Nova York ou Cuba”. Noutro sentido, o período abrangido pela exposição acha-se marcado pela constituição do seu pseudónimo Arquiduque Alexis Von Gribskoff, um aristocrata cujo brasão expõe precisamente o lema “Spiritus ubi vult spirat”.

A presente mostra cobre aproximadamente 10 anos, desde as primeiras experiências literárias de M. S. Lourenço e da colaboração no jornal Encontro até à saída de Portugal em 1965, para estudar Filosofia da Matemática em Oxford sob a orientação de Michael Dummett. A contextualização que se oferece das primeiras obras que assinou circunstância a singularidade da sua criação intelectual.

Dia 27 Out., às 18h00, visita guiada pelos organizadores João Dionísio e Nuno Jerónimo.»

[Informação colhida no site da Biblioteca Nacional de Portugal]
De M. S. Lourenço a Assírio & Alvim acaba de editar, e já está nas livrarias, a obra O Caminho dos Pisões (edição de João Dionísio). Preparada ainda em vida do autor, esta edição reúne a sua obra poético-literária.
Em breve daremos notícia do seu lançamento.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Comboios de Livros - livro e exposição

21 de Outubro de 2009 às 18h00 - Biblioteca Nacional de Portugal
«No ano em que se completam 40 anos de vida da Biblioteca Nacional no actual edifício do Campo Grande, Duarte Belo mostra imagens da casa e dos livros, dos seus movimentos, formas e cores...
A exposição apresenta uma selecção do extenso trabalho fotográfico de Duarte Belo sobre as instalações, as colecções e as actividades da Biblioteca Nacional de Portugal, realizado ao longo dos dois últimos anos.
Parte desse trabalho é igualmente apresentado num livro com o mesmo título, de edição conjunta da Assírio & Alvim e da BNP, que será lançado no dia da inauguração da Exposição.»
Mais informações aqui.

Caroço de Azeitona

«Ler as escrituras sagradas é obedecer a uma precedência do escutar. Começo as minhas manhãs com um punhado de versículos, para que o meu dia tenha um fio condutor. Posso depois dispersar-me durante o resto das horas correndo atrás do que tenho para fazer. No entanto mantive para mim um penhor de palavras duras, um caroço de azeitona para andar a girar na boca.»
Erri De Luca, Caroço de Azeitona (trad. de João Pedro Brito), Assírio & Alvim, Setembro de 2009, p. 34

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

A Flor Fatal



Acompanhe todas as novidades e obtenha todas as informações acerca do mais recente livro de Fernando Cabral Martins, aqui.

Simone Weil


Já está disponível a 2ª edição do esgotado Espera de Deus, de Simone Weil, obra que iniciou, em Novembro de 2005, a colecção Teofanias, dirigida por José Tolentino Mendonça.
Simone Weil nasceu em Paris, em 1909, e morreu num sanatório inglês, aos 34 anos de idade. Foi professora em liceus de província, operária fabril, filósofa, sindicalista e mística.

«Weil, na minha opinião, é quem melhor conhece a “luz da montanha” (como diria Nietzsche).»
George Steiner

«Basta ler algumas das suas páginas para nos apercebermos de que estamos perante algo de que muitos poderiam mesmo ter perdido a memória: um pensamento ao mesmo tempo transparente e duro como um diamante, um pensamento teimosamente concentrado num débil feixe de palavras.»
Roberto Calasso

«Espera de Deus é o melhor livro para iniciar um encontro com a escritora. A originalidade das suas percepções, a paixão e subtileza da sua imaginação teológica, a fecundidade dos seus talentos exegéticos estão aqui…»
Susan Sontag

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

«A Luz Fraterna - Poesia reunida», de António Osório

Guilherme de Oliveira Martins, Eugénio Lisboa, Fernando J.B. Martinho e José Manuel de Vasconcelos apresentam esta tarde, pelas 18h30, no Centro Nacional de Cultura (Galeria Fernando Pessoa), Largo do Picadeiro, 10, em Lisboa, a obra A Luz Fraterna — Poesia reunida, de António Osório.
A Luz Fraterna reúne toda a obra poética de António Osório, produzida de 1965 a 2009.
«A poesia de António Osório – e nela incluo, por assim dizer, todos os seus livros, mesmo os que, aparentemente, são de prosa — é sempre em verso livre (quando leio obras como a Libertação da Peste — livro notável — ou Crónica da Fortuna, o meu ouvido “diz-me” que estou a ler versículos, como quando leio A Raiz Afectuosa ou A Ignorância da Morte.)
Do já citado livro [A Experiência de Ler] de C. S. Lewis, recolho uma observação pertinente e que me parece ser digna de ser tomada em conta pelos leitores da obra de António Osório, que agora se publica “completa”. Diz Lewis ser “possível que aos jovens de hoje se tenha deparado demasiado cedo o verso livre. Quando este é veículo de verdadeira poesia, os seus efeitos auditivos são de extrema subtileza e, para uma verdadeira apreciação, exigem um ouvido longamente familiarizado com a poesia metrificada. Aqueles que acreditam poder apreciar verso livre sem experiência de métrica estão, creio eu, a enganar-se a si próprios, tentando correr antes de saberem andar. Mas na corrida literal as quedas magoam e o aspirante a corredor logo descobre o seu erro.” Um dos grandes prazeres que podemos deduzir da leitura dos livros do autor de Décima Aurora vem de podermos ir ajustando, com cuidado e alguma teimosia, o nosso ouvido à música subtilíssima que se esconde na só aparente “liberdade” que os versos sugerem.»
Eugénio Lisboa [excerto do Prefácio «O Solo, a Raiz e o Templo - A poesia de António Osório»]

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Prémio de Ficção do P.E.N. Clube para Myra

Myra, de Maria Velho da Costa, foi distinguido com o Prémio de Ficção do P.E.N. Clube. O júri, presidido por Maria João Reynaud e tendo como vogais Isabel Pires de Lima e Artur Anselmo, deliberou por unanimidade.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Poemário 2010

Num sonho, onde se projecta a sombra? Existe a sombra dos objectos, o lado oculto das pessoas, num sonho? Quem distingue a borboleta que sonha do sonho de uma borboleta?
Andaremos todo o dia a tropeçar em perguntas? Amanhã, a água do rio já não será a mesma - mas ainda se pode ler o poema de ontem; e o de há um mês: e os muitos poemas futuros. Já agora, procurá-los nos poetas, nos livros dos poetas. Os que aqui se encontram e todos os outros.
O Poemário não é nem pretende ser uma antologia. Cada poema vale por si isolado de todos os outros pela duração do dia. Desejamos que, um simples poema, possa contagiar a passagem das horas do nosso quotidiano.

sábado, 10 de outubro de 2009

Prémio «Máxima» de Literatura 2009


«É outra noite, clara de lua no quarto de Myra.
Deitados na sua cama branca, lacada de flores no espaldar e nos pés, enlaçados de patas e braços, Myra e Rambo falam, focinho na face.
Myra geme o que vai sussurrando, o cão escuta, os pequenos e vivos olhos bem abertos, fulgindo do luar e voz da bem-amada. Quieto e inquieto, escuta.»
Maria Velho da Costa


«Maria Velho da Costa é a vencedora do Prémio Máxima de Literatura 2009, com o romance Myra (Assírio & Alvim). [...] O júri do Prémio Máxima de Literatura 2009 foi constituído por Leonor Xavier, Maria Helena Mira Mateus, António Carvalho, valter hugo mãe e Laura Luzes Torres (presidente).»

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Lançamento na Trama

Hoje, pelas 21h30, na livraria Trama, assista ao lançamento do novo livro de José Tolentino Mendonça, O Viajante Sem Sono.


Livraria Trama (Rua São Filipe Nery, Nº 25B 1250-225 Lisboa)

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Novo livro de Maria Gabriela Llansol — Lançamento

Por ocasião das «Primeiras Jornadas Llansolianas de Sintra», temos o prazer de anunciar, já para o próximo Sábado dia 3 de Outubro, o lançamento do livro Uma Data em Cada Mão — Livro de Horas I de Maria Gabriela Llansol, pelas 17h30 na sala Vergílio Ferreira da Biblioteca Municipal de Sintra. Este lançamento será um dos pontos altos destas «Primeiras Jornadas Llansolianas de Sintra», que decorrerão durante todo o próximo fim-de-semana com o mote «Maria Gabriela Llansol: o vivo, o novo, o actual».

O tema destas primeiras Jornadas, que se realizarão anualmente ao abrigo de um protocolo assinado com a Câmara Municipal de Sintra, pretende pôr em evidência aspectos de actualidade na Obra de Maria Gabriela Llansol, entendendo-se por esse conceito tudo o que, no contexto literário, cultural e civilizacional de hoje, possa ser visto nessa Obra como actuante, singular e vivo.

«Actuais» poderão, assim, ser neste Texto, quer os caminhos que ele partilha com o pensamento e a praxis deste nosso tempo, quer os valores que ele propõe e que hoje foram secundarizados ou soterrados.

Para obter informações sempre actualizadas sobre o programa, visite o blogue do Espaço Llansol.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Feira do Livro Manuseado

Está aberta ao público a mais recente edição da «Feira do Livro Manuseado» promovida pela Assírio & Alvim. Trata-se, na sua maior parte, de óptimos livros, maculados apenas por uma ou outra pequena mancha ou ligeira imperfeição e por isso, por isso apenas, vendidos a preços tão baixos que nem a crise será uma desculpa para não os ler.


Mas desta vez encontrará ainda mais e melhores razões para nos visitar: estaremos abertos durante a hora de almoço e teremos também livros esgotados, fora do mercado, cartazes da editora, postais e muitas outras surpresas: na livraria da Assírio & Alvim na Rua Passos Manuel, 67-B, em Lisboa. De segunda-feira a sábado das 10h00 às 19h00, até ao dia 31 de Outubro. Esperamos por si.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

As árvores e os livros

As árvores como os livros têm folhas
e margens lisas ou recortadas,
e capas (isto é copas) e capítulos
de flores e letras de oiro nas lombadas.
E são histórias de reis, histórias de fadas,
as mais fantásticas aventuras,
que se podem ler nas suas páginas,
no pecíolo, no limbo, nas nervuras.
As florestas são imensas bibliotecas,
e até há florestas especializadas,
com faias, bétulas e um letreiro
a dizer: «Floresta das zonas temperadas».
É evidente que não podes plantar
no teu quarto, plátanos ou azinheiras.
Para começar a construir uma biblioteca,
basta um vaso de sardinheiras.
Herbário, poemas de Jorge Sousa Braga com desenhos de Cristina Valadas

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Poema

Até o jade se parte,
até o ouro se dobra,
até a plumagem de quetzal se despedaça...
Não se vive para sempre na terra!
Duramos apenas um instante!

Poemas Ameríndios
(poemas mudados para português por Herberto Helder)

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Diário 2010

Já está disponível nas livrarias o Diário 2010, uma pequena agenda com evocações de autores, imagens e pequenos excertos de textos fundamentais publicados pela Assírio & Alvim.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Começa já para a semana

(clique na imagem para a aumentar)

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

O Inútil da Família

Foi ontem a entrega do Prémio de Literatura Casa da América Latina /Banif 2009 — Tradução Literária, a Helder Moura Pereira, pela sua tradução do livro de Jorge Edwards, O Inútil da Família. Para todos aqueles que não puderam estar presentes, aqui fica a mensagem enviada por Jorge Edwards:

Me siento muy contento y orgulloso de que la traducción al portugués de mi novela El Inútil de la Família, obra del doctor Helder Moura Pereira, haya obtenido el premio de traducción de Casa de América Latina de Lisboa. He sido desde siempre un prosista lector de poetas — latinoamericanos, españoles, ingleses, franceses, portugueses y brasileños —, y he pensado desde mis comienzos que el aire y el ritmo de la poesía son necesarios en la escritura narrativa. Por eso me alegro mucho de que mi traductor sea un poeta, un hombre inscrito en la gran tradición de la poesía de Portugal, y le mando un afectuoso saludo. Además, me parece que dar premios de traducción es una costumbre excelente y que deberíamos imitar. Veo la variada lista de autores traducidos por Helder Moura Pereira: aunque no esté a su altura, me siento en magnífica compañia, en una estupenda familia de inútiles profundamente creadores, desde el Hemingway de mi juventud hasta el Borges de siempre, y desde la conmovedora Sylvia Plath hasta el divino Marqués de Sade, para quien todo era paraíso en este infierno. La noticia me ha dado una gran satisfacción indirecta, puesto que no soy el premiado, y agradezco su trabajo al traductor, el mejor de los intermediarios, el miglior fabro a su manera.

Jorge Edwards
Santiago, Chile, Septiembre de 2009.

E também o estupendo discurso lido por Helder Moura Pereira durante a cerimónia de entrega do prémio:

Em primeiro lugar, gostaria de cumprimentar o júri e agradecer-lhe este prémio. Mas não apenas por razões formais. A verdade é que – e peço desde já desculpa pelo atrevimento – me parece haver todo um conjunto de ousadias que acabam por desembocar nesta decisão e ela, a decisão, será apenas a última etapa desse conjunto.
A coisa começa quando os meus amigos Manuel Rosa e Vasco David’, da Assírio & Alvim, ousaram convidar-me para fazer a tradução deste livro; eles sabem que a minha ligação ao castelhano está, digamos assim, longe de ser próxima. Ao mesmo tempo, o autor, Jorge Edwards, era, e ainda é, praticamente desconhecido em Portugal, bem como o serão, de resto, as literaturas da América latina, tirando os nomes óbvios. E eu, ao aceitar fazê-la, ao corresponder à confiança em mim depositada, não foi sem algum estremecimento que me vi também situado na dúvida e na excitação própria de uma ousadia. Porque, embora tendo traduzido já uma obra semi-académica e escrita em colaboração, de Jorge Luis Borges, e um livro de poemas do espanhol Angel González, parti para esta tradução cheio de dúvidas, mas, simultaneamente, com a convicção de que saberia o suficiente para levar a tarefa a bom porto, ou seja, para respeitar a intenção literária do autor e respeitar a sua língua e a minha língua. Como é isto possível, como foi isto possível, não sei bem. Ou melhor, acho que só pode ter sido pelo contacto silencioso, de leitor, com alguns romances e muita, muita poesia lida no original.
O resto? Bom, o resto é trabalho, dedicação perante um texto com o qual se estabeleceu uma relação de corpo e alma. Porque é disso que se trata. Aderi a este livro de uma maneira tão forte que fiz tudo por ele. Não me gabo disso, afirmo apenas uma crença: deve fazer-se tudo por um livro que se traduz. No fundo, é banal isto de um tradutor investigar, perseguir os sentidos, emendar até chegar à hipótese que faça jus ao texto original, procurar as soluções, ganhar ânimo (ou não…) com as adversidades e os obstáculos. No caso deste texto, e sobretudo dado o perigo da proximidade entre línguas, para lá de falsos amigos que, tal como na vida, parecem uma coisa e são outra, recordo-me de uma personagem de um romance de Jorge Edwards, “La Origen del Mundo”, que ri a pensar que os espanhóis não entenderiam um seu chilenismo. E daí também o desafio de estar atento ao castelhano e… ao «chileno».
A outra parte de tudo isto é, como não pode deixar de ser, a minha língua. Todos os que andam à volta das letras de um modo ou de outro tentam prolongar o respeito pelos nossos antepassados e, até – porque não? – podem pensar na sua tarefa como um dever. Não fujo à regra, claro. E, nos tempos que correm, ainda menos fujo. Porque perante o lixo que enche as livrarias, perante a confrangedora expressão verbal em televisões e jornais, perante a existência de gente com responsabilidades na educação que não sabe falar nem escrever, perante um acordo ortográfico lamentável que só não é totalmente mau porque apela de dentro de si a que lhe desobedeçam, o que espero vir a acontecer, temos todos, os que escrevem, traduzem e lêem literatura, de nos bater, pela defesa da nossa língua. Não tenho jeito para militâncias e, por isso, trabalho o melhor que posso e sei. Se este livro também servir para isso, fico muito contente.
Só mais uma palavra. Este prémio, convém não esquecer, é para um livro escrito por Jorge Edwards. Tiro o meu chapéu a este livro e ao seu autor. E gostava muito que outros livros seus estivessem na minha língua.
Obrigado, uma vez mais.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Encerramento da exposição Assombra


16 de Setembro, quarta-feira, 22h

Por ocasião do fecho da exposição Assombra,
a Assírio & Alvim convida-o à apresentação do
livro homónimo por Federico Ferrari e Rodrigo Silva.

A sessão contará com a presença do Dr. Jorge Barreto Xavier,
Director-Geral das Artes do Ministério da Cultura.


Assombra
Ensaio sobre a origem da imagem, Tomás Maia
Fotogramas, Marta Maranha com Diogo Saldanha

Livraria Assírio & Alvim — Rua Passos Manuel, 67 B, Lisboa