quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Encerramento do Espaço Pessoa & Companhia

Na próxima sexta-feira, dia 14 de Agosto, encerraremos o Espaço Pessoa & Companhia. Tendo-se tratado, desde o princípio, de um projecto a prazo, registamos com grande entusiasmo o grande número de pessoas que nos visitaram e prometemos regressar em breve, noutro espaço e com outro projecto em torno da literatura e das artes plásticas.

Dia 14 de Agosto será também a data de encerramento da exposição de Miguel Branco, «Trabalhos Recentes». Dois motivos mais do que suficientes para uma festa de encerramento que se prevê animada e para a qual o/a convidamos desde já. E se os acepipes não forem suficientemente convincentes, aproveite para visitar a Feira das Viagens, onde poderá encontrar fantásticos livros com grandes descontos.

A partir das 18h30 no Espaço Pessoa & Companhia, no Largo de São Carlos em Lisboa.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Carlos de Oliveira — 10/08/1921 § 01/07/1981


O CÍRCULO

Caminho em volta desta duna de cal, ou dum sonho mais parecido com ela do que a areia, só para saber se a áspera exortação da terra, o seu revérbero imóvel na brancura, pode reacender-me os olhos quase mortos.
O que eu tenho andado sobre este círculo incessante; e ao centro o pólo magnético ainda por achar, a estrela provavelmente extinta há muito, possivelmente imaginada, conduz-me sem descanso, prende-me como um íman ao seu rigor já cego.

domingo, 9 de agosto de 2009

Mário Cesariny § 9/8/1923 — 26/11/2006


in Poemas de Mário Cesariny; ditos por Mário Cesariny.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Edmundo de Bettencourt § 7/8/1899 — 1/2/1973

AR LIVRE


Enquanto os elefantes pela floresta galopavam
no fumo do seu peso,
perto, lá andava ela nua a cavalgar o antílope,
com uma asa direita outra caída.
E a amazona seguia…
e deixava a boca no sumo das laranjas.
Os olhos verdes no mar.
O corpo em a nuvem das alturas
— a guardadora
da sempre nova faísca incendiária!

in Poemas de Edmundo de Bettencourt; ed. Assírio & Alvim, 1999.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Morreu o poeta e filósofo M.S. Lourenço

Faleceu no dia 1 de Agosto, na companhia dos familiares mais próximos, o poeta e filósofo M. S. Lourenço. Tinha 73 anos e morreu após uma luta prolongada com o cancro.

Nascido em Sintra, a 13 de Maio de 1936, Manuel dos Santos Lourenço licenciou-se em Filosofia na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, partindo para a guerra colonial em Angola em Julho de 1961, experiência traumática que o marcaria para toda a vida. Já antes (1960) saíra em Lisboa o seu primeiro livro, O Desequilibrista, onde juntou textos em verso, em prosa e em registo dramático. Em 1962 foi publicada, sob o pseudónimo Alexis Christian von Gribskoff, a primeira edição de O Doge (2ª edição alterada, 1998), um romance miniatural cuja originalidade de conteúdo não tem paralelo na literatura portuguesa.

De resto, M.S. Lourenço seguiu sempre um caminho individual, alheado de tudo o que se passava à sua volta nas letras nacionais, razão pela qual a sua obra poética permanece ainda hoje desconhecida do público em geral. Seguiram-se mais tarde outros livros de poesia: Arte Combinatória (1971), Wytham Abbey (1974), Pássaro Paradípsico (1979, com magníficas ilustrações originais de Mário Cesariny) e Nada Brahma (1991). No campo do ensaio literário, ficaram célebres as crónicas d’ O Independente, mais tarde coligidas no volume Os Degraus do Parnaso (1991), que ganhou o Prémio D. Diniz da Fundação da Casa de Mateus.

No campo filosófico, M.S. Lourenço prosseguiu os seus estudos na Universidade de Oxford (1965-1968) e traduziu o Tratado Lógico-Filosófico e as Investigações Filosóficas de Ludwig Wittgenstein (Fundação Gulbenkian). É autor de A Espontaneidade da Razão (Imprensa Nacional) e Teoria Clássica da Dedução (Assírio & Alvim).

M.S. Lourenço casou duas vezes: da primeira mulher, Manuela, teve dois filhos, o helenista Frederico Lourenço e a bailarina clássica Catarina Lourenço. Da segunda mulher, a psicanalista austríaca Sylvia Wallinger, teve uma filha, Leonor, que morreu vítima de leucemia aos 20 anos em 2001. Foi professor catedrático da Faculdade de Letras de Lisboa até se jubilar aos 70 anos.

 

A sua obra poético-literária reunida será lançada pela Assírio & Alvim no Outono deste ano, com o título O Caminho dos Pisões.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

A Phala Encadernada - Vol. 4

Pouco depois do lançamento de A Phala online, temos agora o prazer de anunciar o lançamento do quarto e último número de A Phala Encadernada, numa tiragem de apenas 60 exemplares. Este volume reúne os números 61 a 100 e todos os respectivos suplementos. Com estas 600 páginas encerra-se assim a encadernação de todos os exemplares publicados de A Phala. Custa 140 € e pode ser adquirida na Livraria Assírio & Alvim (Rua Passos Manuel, 67-B, 1150-258 Lisboa).

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Exposições na Assírio & Alvim

Na Livraria da Assírio & Alvim (Rua Passos Manuel, 67-B, Lisboa) — Com participações de: Ilda David'; Marta Maranha; Diogo Saldanha; Tomás Maia; Francisco Tropa; Pedro Tropa; Miguel Branco; Pedro Proença e Duarte Belo.




No Espaço Pessoa & Companhia, ao Largo de S. Carlos, em Lisboa, exposição de Miguel Branco com os seus trabalhos mais recentes.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Convite


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sábado, 11 de julho de 2009

11 de Julho — Dia Mundial da População


Distribuição da População Mundial em 1994. Fonte: NASA
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terça-feira, 7 de julho de 2009

Grande Prémio APE de Crónica Atribuído a A.B. Kotter

O volume Bilhetes de Colares 1982-1998, de A. B. Kotter, pseudónimo de José Cutileiro, venceu por unanimidade o Grande Prémio de Crónica da Associação Portuguesa de Escritores/C. M. de Sintra. Do júri fizeram parte Ernesto Rodrigues, José Manuel de Vasconcelos e Maria Augusta Silva.

Grande Prémio de Poesia da APE/CTT para Armando Silva Carvalho

O escritor Armando Silva Carvalho foi o vencedor, por unanimidade, da edição de 2008 do Grande Prémio de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores/CTT com a colectânea «O Amante japonês». Nascido em 1938 em Olho Marinho, Óbidos, Armando da Silva Carvalho é um dos nomes mais destacados da poesia portuguesa de hoje, mas a sua obra estende-se também ao domínio da ficção. 

Como poeta, escreveu, entre outros títulos, «Lírica consumível», «Os ovos de oiro», «Armas Brancas», «Técnicas de engate», «Sentimento de um ocidental», «O livro de Alexandre Bissexto», «Canis Dei» e «Sol a sol». Na ficção, é autor de «O alicate», «O uso e o abuso», «Portuguex», «Donamorta», «A vingança de Maria de Noronha», «Em nome da mãe», «O homem que sabia a mar» e, em parceria com Maria Velho da Costa, o «romance epistolar» intitulado «O Livro do Meio». 

No agora premiado «O amante japonês», publicado pela Assírio e Alvim, o autor recorre ao que o ensaísta e crítico Fernando J.B. Martinho descreve como «um elemento fundamental na definição da sua poética», a ironia. Licenciado em Direito, Armando Silva Carvalho desenvolveu diversas actividades profissionais - tendo sido, por exemplo, professor do ensino secundário e técnico de publicidade - colaborou em jornais e revistas e assinou diversas traduções.

in Diário Digital / Lusa

segunda-feira, 6 de julho de 2009

O Regresso de A Phala

A voz pública tem a teimosia como um defeito; crismada perseverança torna-se uma virtude.

Por teimosia (ou perseverança) A Phala regressa.

Concebida em 1986 por Manuel Hermínio Monteiro, prosseguiu, nesse formato inicial, até 2003. De periodicidade irregularmente trimestal foi assegurando o interesse dos leitores. Instrumento, sem dúvida, da construção da editora que a Assírio & Alvim era e da sua evolução, foi bastante mais que isso. Procurou (e é grato pensar que conseguiu) ser observador atento e agente de divulgação do que a cultura portuguesa ia produzindo – em particular da poesia escrita em português ou em português vertida. A que na altura era escrita e publicada e  aquela que tinha de ser recuperada e promovida.

A certa altura, este projecto, na forma que adquiriu, pareceu esgotar-se. À procura de um modelo mais ambicioso, menos rotineiro, A Phala sofreu uma transformação, na forma e no conteúdo. O primeiro número foi publicado, com o privilégio de, até agora, se ter revelado único.

Mudam-se os tempos… (que não as vontades) e teimosamente A Phala regressa, adaptada  às novas formas de comunicação. Os objectivos são os mesmos. Deseja-se que a qualidade seja a mesma e mereça, de novo, a atenção de antigos leitores e a nova atenção de outros.

José Alberto Oliveira

A Phala online, disponível a partir de hoje em phala.wordpress.com.

Feira das Viagens


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sexta-feira, 3 de julho de 2009

O medo segundo Manuel Guerra


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Amanhã, pelas 18h00, na livraria da Assírio & Alvim, assista à apresentação e projecção do mais recente projecto cinematográfico de Manuel Guerra: O Medo. Na Rua Passos Manuel, 67-b, em Lisboa.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Convite

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quarta-feira, 1 de julho de 2009

Carlos de Oliveira — 10/08/1921 § 01/07/1981

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Trilogia Maynardiana



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quarta-feira, 24 de junho de 2009

Trabalhos Recentes - Encerramento


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terça-feira, 23 de junho de 2009

Esta semana nas livrarias...



sexta-feira, 19 de junho de 2009

Mulher e Arma com Guitarra Espanhola


Foi ontem o lançamento maynardiano, entre amigos, petiscos e guitarradas. Para aqueles que não puderam participar, aqui fica desde já o convite para o lançamento da Trilogia Maynardiana, que decorrerá na Fnac Chiado, no próximo dia 29 de Junho pelas 18h30, desta vez com outro alinhamento.