sexta-feira, 5 de junho de 2009

«1810-1910-2010, Datas e Desafios», Lançamento

















Hoje ao fim da tarde, Maria João Avillez conversa com D. Manuel Clemente a propósito do seu último livro, 1810-1910-2010; Datas e Desafios. Pelas 19h30, na livraria da Assírio & Alvim: Rua Passos Manuel, 67-B, em Lisboa.


Em 1810 foi a 3.ª Invasão Francesa, derradeiro episódio duma guerra que pôs fim a muito do que Portugal fora até aí. Em 1910, a República, enquanto mudança de regime. Em 2010, confrontamo-nos com outros desafios. No entanto, a sua consideração religiosa e cultural é necessária.
O presente volume junta uma parte do significativo avulso ensaístico do autor. A organização, da responsabilidade dos editores, expressa a hipótese seguinte: o texto inicial, que se destaca do conjunto por características talvez mais próximas da proposição, funciona como tese; os restantes ensaios ligam, adensam e debatem, com conhecimento e paixão invulgares, quanto ali é sugerido.

Manuel Clemente Nasceu em Torres Vedras a 16 de Julho de 1948. É licenciado em História e Teologia e doutorado em Teologia Histórica. Em 1975 começou a leccionar na Universidade Católica Portuguesa, tornando-se depois director do Centro de Estudos de História Religiosa dessa instituição.
Em Junho de 1979 foi ordenado presbítero; vinte anos depois, em Novembro de 1999, foi nomeado Bispo Auxiliar de Lisboa, com o título de Pinhel, e em de Janeiro de 2000, ordenado na Igreja de Santa Maria de Belém (Jerónimos). Em 2007, o Vaticano nomeou-o Bispo do Porto.
Publicou, entre outras, as obras Nas origens do apostulado contemporâneo em Portugal. A Sociedade Católica (1843-1853) [UCP, 1993], Igreja e Sociedade Portuguesa do Liberalismo à Republica [Grifo, 2002] e História e Religião em Torres Vedras [Grifo, 2004]. Publicou na Assírio & Alvim o livro Portugal e os Portugueses [Assírio & Alvim, 2008] e agora 1810-1910-2010; Datas e Desafios [Assírio & Alvim, 2009].

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Manuel Hermínio Monteiro, 10/03/1952 § 03/06/2001



OFERENDA

Que nossa mãe a terra se envolva
numa quádrupla túnica de farinha branca;
que se encha de flores de geada;
e além, em todas as montanhas cobertas de musgo,
de frio se acheguem os bosques uns aos outros;
e os braços das árvores se quebrem ao peso da neve,
e fique assim a terra:
— Esculpi os bastões da oração em forma de seres vivos.

América do Norte, Zunhis; Versão: Herberto Helder

D. Manuel Clemente na Feira do Livro do Porto

Mais logo, pelas 18h30sessão na Feira do Livro do Porto 2009, na Praça Central. D. Manuel Clemente e Guilherme d'Oliveira Martins falarão sobre o tema «Portugal: Passado, Presente, Futuro».

Manuel Clemente Nasceu em Torres Vedras a 16 de Julho de 1948. É licenciado em História e Teologia e doutorado em Teologia Histórica. Em 1975 começou a leccionar na Universidade Católica Portuguesa, tornando-se depois director do Centro de Estudos de História Religiosa dessa instituição.
Em Junho de 1979 foi ordenado presbítero; vinte anos depois, em Novembro de 1999, foi nomeado Bispo Auxiliar de Lisboa, com o título de Pinhel, e em de Janeiro de 2000, ordenado na Igreja de Santa Maria de Belém (Jerónimos). Em 2007, o Vaticano nomeou-o Bispo do Porto.
Publicou, entre outras, as obras Nas origens do apostulado contemporâneo em Portugal. A Sociedade Católica (1843-1853) [UCP, 1993], Igreja e Sociedade Portuguesa do Liberalismo à Republica [Grifo, 2002] e História e Religião em Torres Vedras [Grifo, 2004]. Publicou na Assírio & Alvim o livro Portugal e os Portugueses [Assírio & Alvim, 2008] e mais recentemente 1810-1910-2010; Datas e Desafios [Assírio & Alvim, 2009].

terça-feira, 2 de junho de 2009

«Dá-nos a Paz», de Pedro Strecht



Começou há momentos o debate, com a participação de Daniel Sampaio e José Souto de Moura e moderado por Graça Franco, realizado a propósito do lançamento do livro Dá-nos a Paz - As crianças e os adolescentes face à separação dos pais, de Pedro Strecht.

«Aforismos» de Kafka



Álvaro Gonçalves, Teresa Seruya e José Tolentino Mendonça há pouco na Livraria Assírio & Alvim, durante a sessão de apresentação do livro «Aforismos», de Franz Kafka.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Amanhã, na livraria da Assírio


E mais tarde...



Esperamos por si!

domingo, 31 de maio de 2009

Encontros · Lançamentos · Leituras

Xutos - 3 décadas em debate



Depois de Lisboa (Parque Eduardo VII), o reencontro de Ana Cristina Ferrão, Zé Pedro e Rui Xaruto, agora no Porto (Avenida dos Aliados - Praça Central da Feira), numa iniciativa pensada e moderada por António Costa, comissário da programação cultural da 79ª Feira do Livro. Mais logo, às 17:30 horas: «Xutos - 3 décadas a rock&rollar».

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Feira do Livro do Porto - Livros do Dia



Prosa Publicada em Vida
Fernando Pessoa
Colecção «Obra Essencial de Fernando Pessoa»


Pequeno Livro de Desmatemática
Versos de Manuel António Pina com desenhos de Pedro Proença
Colecção «Assirinha»

Avenida dos Aliados, 27 de Maio a 14 de Junho de 2009 - Pavilhão AI 03

Xutos na Feira do Livro do Porto


«Os Xutos & Pontapés são a grande banda rock portuguesa, andam na estrada há três décadas e acabam de editar novo disco. No início dos anos 90 Ana Cristina Ferrão escreveu um livro sobre a banda, que "inaugurou uma nova era do livro musical no nosso país", como escreveu Manuel Falcão. A celebrar 3 décadas de Xutos surge agora a reedição aumentada de Conta-me Histórias – Xutos & Pontapés, o que faz dele um novo livro. "Xutos: 3 Décadas a Rock&Rollar" contará com a presença de Zé Pedro (sobre quem saiu também uma biografia), Ana Cristina Ferrão e Rui Xaruto, autor de fanzines sobre os Xutos e que prepara uma novela gráfica sobre a banda.»

António Costa [Comissário da programação cultural da 79ª Feira do Livro do Porto]

quinta-feira, 28 de maio de 2009

João Bénard da Costa - 10 filmes da sua e da nossa vida

Um ciclo que começa hoje no Campo Alegre, no Porto, e que recomendamos.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

79ª Feira do Livro do Porto - A Festa do encontro com os leitores começou hoje








A Actualidade da Mística — Lançamentos


Pelas 18h30, na livraria da Assírio & Alvim,

A Actualidade da Mística
A propósito de Cristina Campo, Etty Hillesum e Simone Weil

Com Isabel Allegro de Magalhães e Frei Bento Domingues. Lançamento dos livros Cartas 1941-1943, de Etty Hillesum, e de O Livro de Horas, de Rainer Maria Rilke. Textos lidos por João Grosso; guitarra por Rogério Cardoso Pires.

Assírio & Alvim; Rua Passos Manuel, 67-B, Lisboa.

Feira do Livro do Porto 2009



Começa mais logo no Porto, este ano de novo na Avenida dos Aliados

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Espiritualidades - Feira do Livro

quinta-feira, 21 de maio de 2009

In Memoriam — João Bénard da Costa — 07/02/1935 § 21/05/2009

«Muito lá de casa. Hoje, ouve-se menos essa expressão. Mas, quando era miúdo, diziam-ma muito e muito gosto dela. Eram os tempos e mundos em que toda a gente conhecia toda a gente. Às vezes aparecia um nome novo ou uma cara nova. Mas havia sempre uma tia velha que se demorava num dos apelidos da apresentação. Como quem tirava gavetas da escrivaninha da memória, perguntava logo se, por acaso, o recém-chegado ou recém-namorado não seria neto, sobrinho-neto, sobrinho sem ser neto ou primo de alguém que, por acaso, tinha um apelido completamente diferente. A resposta, levemente espantada, era invariavelmente afirmativa. Seguia-se logo essa admirável expressão: o tal avô, tio-avô, tio ou primo era muito lá de casa doutro avô, doutro tio-avô, doutro tio ou doutro primo, que casa, uma só casa, era (plural, jamais) todas as casas da família. Em cinco minutos, a árvore genealógica do desconhecido era rapidamente reconstituída. Mortos e vivos, quem tinha casado com quem, o que tinham sido em vida ou morte, como tinham vivido, como tinham morrido. Uma data de coisas datadas para uma data de coisas que se começavam a datar.
As variações começavam mais tarde e podiam demorar horas. As mesmas horas que, entretanto, o recém-vindo ganhava a ouvi-las, em sua casa, quando, lá chegado, confirmava a absoluta correspondência dos factos e das datas e verificava que o meu parente nomeado também fora muito lá de casa.
Às vezes, nem tudo se passava tão cronológica e tão ritualmente. Sempre houve quem gostasse de surpresas. Ao ouvir o novo nome, perguntava-se, de chofre, se a tia Madalena estava melhor do coração, ou quando é que o Pedro e a Joana se casavam. Se o inquirido era tímido e, para dizer qualquer coisa, perguntava: "conhece-o?", a resposta vinha com um sorriso condescendente: "Se conheço… O seu tio Henrique era muito lá de casa."
Muito lá de casa eram todos aqueles de quem, lá em casa, havia retratos em imensas gavetas, que foram a primeira das minhas explorações predilectas, a primeira das minhas paixões predilectas. Esgotados os retratos de família, até ao mais remoto primo, havia centenas (não exagero) de fotografias de personagens que, nem que fosse por um dia, tinham sido muito lá de casa. Senhores barbudos, velhas com grandes chapéus, virgens pálidas, jovens olheirentos. Fotografias com dedicatórias retóricas: "Ao Exm.º Senhor F… offereço como prova de estima." Insaciável, eu queria saber os nomes de todos e em toda a casa de que era muito pedia para ver essas gavetas e esses retratos. Se os crescidos não tinham mais que fazer, identificavam-mos para meu deleite e, em dias mais fastos, contavam-me, para cada um ou de cada um, histórias de espantar.
Foi numa dessas casas, de que eu era muito, que, um dia, quando já esgotara todas as gavetas e já sabia de cor e salteado os nomes dos habitantes delas, alguém me passou para a mão um exemplar da Marie Claire. Era um número antigo, provavelmente de 1940, porque me lembro de saber que a revista interrompera a publicação, depois de os alemães entrarem em Paris. E fui parar a duas páginas — que passaram para mim a ser as páginas centrais — em que estavam retratos de 15 actrizes e 15 actores, arrumados, ao alto para as senhoras e ao baixo para os senhores, por ordem das respectivas alturas.
Era um artigo que respondia à curiosidade de quanto mediam as estrelas de Hollywood, e, da esquerda para a direita, os tamanhos iam aumentando. Nunca mais vi essa revista, mas aposto com quem quer que seja que a mais baixa das mulheres (primeira, à esquerda) era Janet Gaynor e que o mais alto dos homens era Gary Cooper (último à direita). Não sou capaz de jurar pelos homens, mas, lapsos ou merecimentos, juro que as 15 stars eram Janet Gaynor, Joan Crawford, Norma Shearer, Deanna Durbin, Jeanette MacDonald, Kay Francis, Myrna Loy, Carole Lombard, Eleanor Powell, Hedy Lamarr, Ginger Rogers, Greta Garbo, Margaret Sullavan, Merle Oberon e Bette Davis, certamente não por esta ordem.
Entre os homens, estavam, de certeza, Gary Cooper, James Stewart, Clark Gable, Fred Astaire, Bing Crosby, Spencer Tracy, Errol Flynn, John Garfield, Nelson Eddy, Tyrone Power, Robert Taylor, William Powell, Robert Montgomery. Estavam mais dois, mas com vergonha o confesso, não me lembro quais.
Nunca tinha ouvido nenhum desses nomes — ou só um ou outro — e foram as primeiras vedetas que assim, só de retrato, passaram a ser muito cá de casa. Também quis saber as histórias de todos, mas, apesar de haver cinéfilas na família, fui muito pior sucedido do que com aquele belo capitão da Marinha que morrera ao largo da Índia e tivera o corpo lançado ao mar ou do que com aquele médico que salvara o meu tio de morrer aos 18 anos com uma febre tifóide.
A vida se encarregou de pôr fim a essa injustiça. Esqueci a maior parte dos retratados nas gavetas, à medida que fui deixando de as abrir ou que se me fecharam as casas que habitavam em efígie. As actrizes e os actores, em truque bem digno da arte deles, elevaram-se desses rectângulos, em que figuravam em corpo inteiro, nas páginas da Marie Claire, para grandes planos que me ficarão a acompanhar por todo o sempre. Estáticos, nessa primeira visão, animaram-se, depois, nos muitos, muitos filmes que vi com eles. E, ao longo destes 50 anos, em que quase todos morreram e todos deixaram de ser altáveis em revistas, fui sabendo da vida deles e da morte deles, vi-os chorar e rir, dançar e cantar, fazer vergonhas e coisas sublimes. Vivi as paixões que uns pelos outros tiveram, vi-os beijarem-se e baterem-se, vi-os viver cem vezes e morrer outras tantas. E fizeram-me bem e mal, amar e odiar, chorar e rir. Por uns apaixonei-me eu, por outros não. Muitos forram hoje a casa em que cá vivo. Todos passaram a ser muito lá de casa. E foi só um princípio. Com eles trouxeram, como os demónios expulsos da parábola evangélica, não mais 30, mas mais 300, uns vindos ainda mais de trás, antepassados dessa galeria dos thirties, outros herdeiros deles, ramos da mesma árvore, filhos ou netos dos altos e baixos da Marie Claire.
[…]»

in Muito Lá de Casa; João Bénard da Costa.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Ainda a Feira do Livro de Lisboa 2009

Desceu o pano da Feira do Livro de Lisboa 2009. Para nós, a Feira é uma Festa e um momento muito especial de contacto directo com os leitores dos livros que, ano após ano, editamos com paixão, dedicação e profissionalismo. Gostamos muito deste contacto e, por isso, procuramos estar sempre presentes para conhecer e escutar os nossos leitores, criando mesmo amigos muito especiais ao longo das Feiras/Festas do Livro. Mas, apesar disto tudo, há sempre aspectos a melhorar. Solicitamos que nos faça chegar apreciações críticas e sugestões. Poderá fazê-lo através de comentários a este texto ou, se preferir, para o seguinte endereço electrónico: luis.guerra@assirio.com. Obrigado.

domingo, 17 de maio de 2009

Feira do Livro - Concerto de encerramento


Começou há momentos, junto aos pavilhões Assírio & Alvim, o concerto de encerramento da Feira do Livro de Lisboa 2009, por Rogério C. Pires, um músico, um amigo, presente nesta nossa iniciativa pelo segundo ano consecutivo.

sábado, 16 de maio de 2009

Livros do Dia 17 de Maio de 2009

O Processo Franz Kafka, Os Contos (1º volume) Franz Kafka, Mil Planaltos - Capitalismo e Esquizofrenia 2 Gilles Deleuze e Felix Guattari, Livro do Desassossego composto por Bernardo Soares,
ajudante de guarda-livros na cidade de Lisboa

Sessão de autógrafos, hoje ao princípio da noite