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terça-feira, 15 de julho de 2008
Poemário
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quarta-feira, 9 de julho de 2008
Desenhos de Pedro Proença na Assírio & Alvim
Em exposição até dia 15 de Setembro na Galeria da Livraria Assírio & Alvim (Rua Passos Manuel, 67 B — Lisboa), 25 desenhos de Pedro Proença ou Crónica Gloriosa de Pancrácio Sisudo e Suas Sabidas Burrices (Acompanhado à concertina por badaladas meninas)
Novidade Assírio & Alvim para o Verão

Mão Direita do Diabo
Dennis McShade (Dinis Machado)
Edição brochada (176 pp)
Classificação: Romance policial
14 €
O livro que é uma porta aberta para o mundo secreto do crime organizado, podia ler-se na capa da primeira edição desta Mão Direita do Diabo (nº 56 da Colecção Rififi, Editorial Ibis). Não era bem verdade, já que Peter Maynard podia ser um assassino profissional, mas trabalhava sozinho. Podia usar uma Beretta como qualquer outro, mas depois ouvia Mozart e Debussy. E lia Céline e Dos Passos. E citava John Huston e Howard Hawks. E até tinha uma consciência a quem tratava por tu em prolongados monólogos. Contudo, Dennis McShade também não era nada americano. Era o bem português Dinis Machado, o mesmo que, dez anos depois, surpreenderia a literatura com O Que Diz Molero. De maneira que, no fim, bate tudo certo.
Em menos de um ano, entre 1967 e 68, e sob o disfarce deste seu quase homónimo americano, publicaria ainda Requiem Para D. Quixote e Mulher e Arma com Guitarra Espanhola, livros que a Assírio & Alvim tem agora o prazer de reeditar, pela primeira vez para o público em geral, quarenta anos depois.
Um bom assassino profissional, Maynard, é como um bom actor, um bom político ou um bom vendedor de pentes. Importante é que se saiba o que se está a fazer, com eficiência. E, no teu caso, com sobriedade.
Dos monólogos maynardianos
segunda-feira, 7 de julho de 2008
«Portugal e os Portugueses» em Torres Vedras
No próximo dia 8 de Julho, terça-feira, D. Manuel Clemente, Bispo do Porto, estará na Livrododia - Centro Histórico (Torres Vedras), pelas 18 horas, para apresentar o seu último livro, Portugal e os Portugueses, uma edição da Assírio e Alvim.
Edição brochada (160 pp.) / Classificação/Tema: História; Geografia; Religião — Ensaio / Preço: 10 €
«É habitual insistir-se na nossa infinita capacidade de adaptação, seja aonde for. Pergunto-me se não se trata antes do contrário. Se não devíamos falar até da impossibilidade de deixarmos de ser quem somos, tal a densidade interior que acumulámos. Não temos de nos adaptar por aí além, porque já temos dentro e acumulados os infinitos aléns que nos formaram. Aqui, neste recanto ocidental do continente, sedimentaram-se, milénio após milénio, os variados povos que, do Norte de África ou do Leste da Europa, tiveram forçosamente de parar numa praia que só no século XV se transformou em cais de embarque. Aqui chegaram outros, que depois vieram e continuam a vir das mais diversas procedências. Tanta gente em tão pouco espaço só pode espraiar-se numa geografia universal. Assim foi e assim é.»
(excerto do primeiro capítulo)
Sobre o autor:
Nasceu em Torres Vedras a 16 de Julho de 1948. É licenciado em História e Teologia e doutorado em Teologia Histórica. Em 1975 começou a leccionar na Universidade Católica Portuguesa, tornando-se depois director do Centro de Estudos de História Religiosa dessa instituição.
Em Junho de 1979 foi ordenado presbítero; vinte anos depois, em Novembro de 1999, foi nomeado Bispo Auxiliar de Lisboa, com o título de Pinhel, e em de Janeiro de 2000, ordenado na Igreja de Santa Maria de Belém (Jerónimos). Em 2007, o Vaticano nomeou-o Bispo do Porto.
Publicou, entre outras, as obras Nas origens do apostulado contemporâneo em Portugal. A Sociedade Católica (1843-1853) [UCP, 1993], Igreja e Sociedade Portuguesa do Liberalismo à Republica [Grifo, 2002] e História e Religião em Torres Vedras [Grifo, 2004]
sexta-feira, 4 de julho de 2008
Exposição «Crónicas Portuguesas» — Braga
(Campo das Hortas, 35 — Braga)
A exposição, também de seu nome Crónicas Portuguesas, é inaugurada pelas 18h00 do dia 5 de Julho.
Para saber mais sobre o livro e o autor, leia o post precedente.
«Crónicas Portuguesas/Chroniques Portugaises»
Crónicas Portuguesas/Chroniques Portugaises (160 pp.)
Autor: Georges Dussaud
Prefácio de Christine Dussaud
Colecção: Livros de Fotografia
Edição bilingue (português/francês)
40 €
Encadernado
As reportagens internacionais de Georges Dussaud, desde 1975 — Grécia, Portugal, Irlanda, Índia, Cuba, França — tornaram conhecidas as suas imagens daquele humanismo fotográfico tardio que a Magnum soube realizar e recolher e que revela na Agência RAPHO, de Paris, a que pertence desde 1986. São fotografias de um fotógrafo flanneur, viajante e vagabundo da fotografia directa mas profundamente subjectiva e, naturalmente a preto e branco. Fixou em Portugal a paisagem e os homens no seu modo peculiar, (que já foi comparado a Koudelka), onde cada imagem é enquadrada com o que a cultura do olhar sugere ao fotógrafo, geometrizante, dinâmica ou estática, emotivamente centrada na estranheza dos lugares e das expressões.
O autor
Fotógrafo e repórter, trabalha para a agência parisiense RAPHO desde 1986. Ficou conhecido pelas reportagens internacionais que começou a fazer em 1975, e que o levaram a países como Grécia, Índia e Cuba. Acompanhado da máquina fotográfica, capta, a preto e branco, os lugares e a estranheza que os habita. Expõe com regularidade o seu trabalho em França, Irlanda, Portugal, Brasil, México e Itália, fazendo parte de inúmeras colecções nestes países. Editou em Portugal os livros O Trás-os-Montes, Portugal e Índia, Portugal terra fria, Douro de cepas e fragas e Crónicas Portuguesas/Chroniques Portugaises.
quarta-feira, 2 de julho de 2008
«Nota de Encomenda» — 3.º momento
Inauguramos hoje (pelas 18h30m) o 3.º momento da exposição «Nota de Encomenda», com trabalhos dos alunos do Ar.Co.
Visite-nos na Galeria da Livraria Assírio & Alvim (Rua Passos Manuel, 67 B — Lisboa), a partir das 18h30m.
– Nota de Encomenda –
18 de Junho a 5 de Julho
- 1.º Momento: 18, 19, 20 e 21 de Junho
André Maranha, António Bolota, João Oliveira, Raquel Vidal
Inauguração: dia 18, às 18h30m
- 2.º Momento: 25, 26, 27 e 28 de Junho Francisco Tropa, Lourenço Silveira, Maria Vidal, Rui Aleixo
Inauguração: dia 25, às 18h30m
- 3.º Momento: 2, 3, 4 e 5 de Julho
Maria Archer, Pedro Morais, Sérgio Dias, Tomás Maia
Inauguração: dia 2, às 18h30m
Projecto desenvolvido no Departamento de Escultura do Ar.Co. a partir das notas de encomenda de Raymond Roussel para as ilustrações de Novas Impressões de África.
Horário: de segunda a sábado, das 10h às 13h e das 14h às 19h
(encerrado aos domingos e feriados)
terça-feira, 1 de julho de 2008
Clara Queiroz (entrevista para a Antena 1)
Ana Aranha, jornalista da Antena 1, entrevistou Clara Queiroz, autora do livro Se Não Puder Dançar, Esta Não É a Minha Revolução — Aspectos da vida de Emma Goldman, para a rúbrica «À Volta dos Livros», transmitida no dia 26 de Junho de 2008 (5:12).
segunda-feira, 30 de junho de 2008
Jorge Edwards — O Inútil da Família
Disponibilizamos online as primeiras páginas da obra O Inútil da Família, de Jorge Edwards (brevemente nas livrarias). Aceda através da barra lateral esquerda ou deste link
Alexandre O'Neill... E o futebol
«NEUROPEU DE FUTEBOL
O que perde o futebol não é o jogo propriamente dito, mas todo o barulho que se faz à volta dele. É impossível a gente alhear-se do futebol, falado, comentado, transmitido, relatado, visto, ouvido, apostado, gritado, uivado, ladrado, festejado, bebido. O futebol passa deste modo a ser uma chateação permanente. É que não há tasca, pastelaria, salão de jogos, barbearia, recanto de jardim público, quiosque, bomba de gasolina, restaurante, Assembleia da República, supermercado, hipermercado, livraria, loja, montra, escritório, colégio, oficina, fábrica, habitação, diria até, onde, de algum modo, não se ouça falar do jogo que decorre, decorreu ou decorrerá. Quando há transmissão via TV ou Rádio, então a infernização é total. […]
É grave? Não é grave? Sei lá. Verifico, apenas, que é assim por toda a parte. E isso massacra, desgosta, faz perder a razoabilidade, a isenção, o bom senso, a simples tineta.»
Alexandre O’Neill, Já Cá Não Está Quem Falou, Lisboa, Assírio & Alvim, 2008, pp. 208-209.
sábado, 28 de junho de 2008
Jorge Edwards (excerto de entrevista)
Excerto da entrevista de Carlos Vaz Marques ao escritor chileno Jorge Edwards*, publicada no antigo suplemento do Diário de Notícias, «DNa», em 2002.
*Editamos em Julho uma obra sua, O Inútil da Família
Alguns críticos têm escrito que a sua obra, os romances que escreveu são romances sobre uma certa decadência da burguesia chilena. Já sei que não gosta que o leiam assim. Porque é que não se revê nesta leitura que fazem dos seus livros?
Porque não me parece muito exacta. Não sei se essa tal burguesia chilena entrou em decadência ou não. Julgo que mudou mas continua a ser muito poderosa, ainda hoje, inclusivamente. As minhas personagens são antes de mais personagens que ficam à margem, personagens que saem da ordem. Personagens que põem em causa a ordem burguesa, digamos assim.
Prefere que leiam os seus romances como a obra de um escritor das relações entre essa ordem burguesa – familiar e religiosa – e uma certa desordem?
Exactamente. Eu creio que a ordem e a desordem, a ordem e a ruptura da ordem, a ordem e a marginalidade, a saída do centro, é o tema do meu trabalho de escritor.
Porquê?
É a minha experiência vital. Porque eu saí de uma família burguesa, muito clássica e muito conservadora, e fui criado em Santiago do Chile, nos anos 30 e 40, numa velha casa cheia de gente, de personagens, de primos e de tios e de avós, onde toda a gente ia à missa e onde a ordem religiosa e social era muito respeitada. Depois, fui para o colégio dos Jesuítas de Santiago, o colégio de Santo Inácio. E a certa altura entrei em conflito com toda essa ordem e creio que o meu conflito inicial começou com as palavras. Porque a poesia e a literatura me interessaram desde muito pequeno e dei-me conta de que prestar toda aquela atenção à beleza da linguagem já era uma forma de desordem.
Foi então a linguagem que introduziu a desordem na sua vida quotidiana.
Foi, foi ela que introduziu essa desordem.
E a desordem fascina-o ou, pelo contrário, perturba-o?
Perturba e fascina, as duas coisas. A desordem perturba e cria muitos problemas – alguns ao longo de toda a vida, de forma que eu às vezes digo: os escritores, hoje em dia, dividem-se em dois tipos de pessoas. Por vezes são uns mendigos e até parece que os editores gostam que eles sejam, de facto, uns autênticos mendigos. Ou então são uns novos-ricos. E aos editores também parece que lhes convém que os escritores – quando têm muito êxito – se transformem em novos-ricos.
E o Jorge Edwards, não querendo ser – imagino – nem mendigo, nem novo rico, que tipo de escritor quer ser?
Eu acho que sou um novo-pobre (gargalhada). O meu problema é precisamente esse.
[...]
Nunca teve a tentação de participar dessa explosão literária do chamado realismo mágico que tornou mundialmente famosos, a partir dos anos 60, escritores como García Márquez ou Vargas Llosa?
Nessa altura do boom eu ganhava a vida como diplomata de carreira. Aquilo que conhecia melhor eram os aeroportos das cidades onde trabalhava. Por isso, escrevia nos meus tempos livres, nas minhas noites, nas minhas madrugadas...
Era um escritor em part-time?
Era um escritor em part-time e quase clandestino. Via todo aquele fenómeno do boom por fora, com uma certa distância e uma certa inveja.
Inveja?
Sim, também com alguma inveja. Até com inveja. Mas sentindo ao mesmo tempo que o realismo mágico não tinha nada a ver comigo. Não era a minha visão da literatura. Para mim, o realismo mágico não tinha muito sentido. Eu não via gente suspensa no ar ou que dormisse durante cem anos. Não via pirilampos de ouro nem papagaios. Eu via cães, gatos, mulas, crianças e velhos, eléctricos. E para mim a poesia era isso. Era mais depressa um eléctrico do que um papagaio. Um eléctrico onde as pessoas viajavam apertadas, conversando e rindo, para entrar depois num bar qualquer do centro de Santiago. Para mim, aí sim, havia poesia. E não havia papagaios porque eu nem sequer os conhecia. Eu era um escritor de uma cidade cinzenta como era a cidade de Santiago. Cinzenta e poeirenta. E pensava: aqui não há magia nenhuma. O que pode é haver uma certa poesia. Uma poesia do passado, da História, coisas assim.
Novidades Assírio & Alvim para este Verão
Brevemente disponíveis nas livrarias (a partir de dia 10 de Julho), dois novos livros:
O Inútil da Família
Jorge Edwards
tradução de Helder Moura Pereira
Edição brochada (416 pp.)
Classificação: Biografia com factos ficcionados
Preço: 25 €
Quando Jorge Edwards começou a escrever, em plena adolescência, num mundo que estava muito longe de o destinar à literatura, teve conhecimento de um parente próximo que ninguém referia na família, um fantasma, um marginal, um maldito da sua época: Joaquín Edwards Bello. Joaquín recebeu o Prémio Nacional de Literatura de Chile em 1943 mas a sua vida acidentada e aventureira, a sua paixão pelo jogo, o seu inconformismo e rebeldia social, naqueles anos escandalosa, já o tinham convertido numa lenda viva.
Jorge Edwards seguiu apaixonadamente a história deste seu tio avô. Joaquín, o tio Joaquín, conheceu os palacetes da América e da Europa mas cedo desceu ao fundo da noite: aos bares e tabernas de má sorte, aos prostíbulos e aos albergues clandestinos. Viveu uma vida acidentada entre Madrid, Paris, Valparaíso e Santiago. Porém, descobrindo semelhanças e contiguidades, tanto de origem como de biografia, o livro acaba por construir uma teia de múltiplas relações em que as duas vidas — e as duas obras — se fundem e entrelaçam.
O Inútil da Família é um extraordinário desfile de personagens, uma caixa de surpresas que nos transporta a mundos extremos e nos leva a assistir, por dentro, a um destino fora do comum, belo mas pleno de riscos e, sem dúvida, trágico.
Sobre o autor:
Jorge Edwards nasceu em 1931, no Chile. Estudou Direito e Filosofia, primeiro na Universidade de Santiago do Chile e depois em Princeton. Trabalhou como diplomata durante o governo de Salvador Allende, e como secretário de Pablo Neruda. Viveu no exílio em Espanha após o golpe de estado de Pinochet, regressando ao Chile no princípio dos anos 80. Actualmente Edwards dedica-se à escrita, ao ensaio e ao jornalismo, assinando uma coluna no El País. Tem vindo a receber diversos prémios pela sua obra literária, entre eles o Prémio Cervantes e o Prémio Nacional de Literatura de Chile. Já em 2008 foi galardoado com o prestigiante Prémio Planeta Casa América pela sua novela A Casa de Dostoiévskii, a publicar brevemente.
O Heresiarca e C.ª
Guillaume Apollinaire
tradução de Aníbal Fernandes
Edição brochada (224 pp.)
Classificação: Contos
Preço: 14 €
Guillaume Apollinaire: audacioso nos temas, na versificação, na sintaxe, «primeiro poeta moderno» — afirmou-se muitas vezes sem contestação.
Mas também escreveu prosa: frequentou as margens do erotismo pornográfico, do romance histórico com os brilhos do exotismo, livros de género inclassificável, como L'Enchanteur Pourrissant, La Femme Assise, Le Poète Assassiné. Quando publicou O Heresiarca & C.ª, o seu mais logrado livro de contos, incomodou as realidades do quotidiano com visões fantásticas e cruéis, leu os dogmas católicos de forma irónica e traiçoeira, tudo dissolveu em atmosferas turvas para um desfile de assassinos candidatos à canonização, falsos messias, devotos blasfemos, bêbados luxuriosos, santos heterodoxos…
Supôs-se, em 1910, que este livro destiná-lo-ia ao Prémio Goncourt, mas naufragou nas últimas
voltas da votação. De vida, iam restar-lhe oito anos: os que viveu como era de há muito seu hábito, em mansardas de Paris, fogoso nos amores, inovador em versos, até à guerra que lhe pôs na cabeça trepanada uma estrela, até à gripe fatal, a «espanhola», a «pneumónica», que o matou e enterrou no Père-Lachaise em Novembro de 1918.
sexta-feira, 27 de junho de 2008
«Desenho, A Transparência dos Signos»

Pedro A. H. Paixão
Desenho, A Transparência dos Signos
Assírio & Alvim, 2008, 120 págs., 10 €
«Estes estudos sobre a teoria do desenho, embora rigorosos, não são apenas um mero ensaio técnico, mas uma incursão ilustrada sobre o "desenhável" (do desenho da infância à "ciência" de desenhar), num percurso de transparência e magia que conduz o leitor a Aristóteles e a Dante ("Vita Nuova"), assim como à arte renascentista, para afirmar o desenho como "a anunciação de uma terra ou matéria que eternamente, em nós, nos espera".»
in Expresso, 13 de Junho de 2008.
quinta-feira, 26 de junho de 2008
Emma Goldman
quarta-feira, 25 de junho de 2008
João Abel Manta — Caprichos e desastres
Disponível nas livrarias a partir de dia 10 de Julho, o novo livro da Assírio & Alvim:
João Abel Manta — Caprichos e Desastres
autores: João Abel Manta / João Paulo Cotrim
Edição encadernada (208 pp.)
Tema: Desenho; Caricatura
Preço: 35 €
Depois de Rafael Bordalo Pinheiro, Stuart Carvalhais e André Carrilho, dedicamos este volume à obra de João Abel Manta (Lisboa, 1928). O texto é, como nos volumes anteriores, de João Paulo Cotrim, que aponta «a força das imagens» como critério decisivo na selecção das reproduções que aqui figuram. Formado em arquitectura pela Escola Superior de Belas Artes de Lisboa, começou desde cedo a publicar desenhos em órgãos de imprensa. Desenhou para O Século Ilustrado, Gazeta Musical e de Todas as Artes, Seara Nova, Eva e sobretudo para o Diário de Lisboa, ficando conhecido maioritariamente pelas caricaturas que fez da sociedade portuguesa, e cujo traço grosso e simples é ainda hoje reconhecido.
Actualmente, João Abel Manta dedica-se à pintura.
«Em João Abel Manta cruzam-se, além das disciplinas da pintura e do design, qu
e convoca amiúde para o seu labor de livre comentador, um agudo sentido de observação, o desejo de intervir muito para além do acto criativo, a persistência na abordagem de questões-chave como a condição humana, tocada pelo absurdo, e uma obsessão com as questões da nacionalidade, no que constitui uma relação bastante dúbia com os acontecimentos. Além de uma rara capacidade para traduzir interpretações em imagens poderosas, que o foram em datas concretas, contribuindo em muito para um imaginário colectivo da sociedade portuguesa do pós 25 de Abril.»
(excerto)
terça-feira, 24 de junho de 2008
«Nota de Encomenda» — 2.º momento
Relembramos que amanhã inauguraremos o 2.º momento da exposição «Nota de Encomenda», com trabalhos dos alunos do Ar.Co.
Visite-nos na Galeria da Livraria Assírio & Alvim (Rua Passos Manuel, 67 B — Lisboa), a partir das 18h30m.
– Nota de Encomenda –
18 de Junho a 5 de Julho
- 1.º Momento: 18, 19, 20 e 21 de Junho
André Maranha, António Bolota, João Oliveira, Raquel Vidal
Inauguração: dia 18, às 18h30m
- 2.º Momento: 25, 26, 27 e 28 de Junho Francisco Tropa, Lourenço Silveira, Maria Vidal, Rui Aleixo Inauguração: dia 25, às 18h30m
- 3.º Momento: 2, 3, 4 e 5 de Julho
Maria Archer, Pedro Morais, Sérgio Dias, Tomás Maia
Inauguração: dia 2, às 18h30m
Projecto desenvolvido no Departamento de Escultura do Ar.Co. a partir das notas de encomenda de Raymond Roussel para as ilustrações de Novas Impressões de África.
Horário: de segunda a sábado, das 10h às 13h e das 14h às 19h
(encerrado aos domingos e feriados)
sábado, 21 de junho de 2008
Novidades
Ficarão disponíveis no fim da próxima semana dois novos títulos:
— Correspondências — Vieira da Silva por Mário Cesariny, com reproduções de obras e cartas de Mário Cesariny, Maria Helena Vieira da Silva e Arpad Szenes;
— Filho Pródigo, de José Agostinho Baptista.
Edição brochada (80 pp.)
Temas: Arte; Literatura; Poesia; Correspondência
Preço:18 €
Assinala-se este ano o centenário do nascimento da pintora portuguesa Maria Helena Vieira da Silva (1908-1992). Com este livro, procuramos fornecer uma visão (até agora pouco conhecida) desta artista: a de Mário Cesariny. Assim, o presente volume vem dar conta da amizade que uniu o surrealista e o casal Arpad Szenes – Vieira da Silva. Por meio de fotografias, obra pictórica e correspondência trocada entre os três artistas, é testemunhado o grande afecto e admiração que trocaram. O casal e a sua produção artística estão fortemente presentes na obra de Cesariny: este pintou-os, estudou-os, escreveu-lhes poemas e até uma obra: Vieira da Silva – Arpad Szenes ou o Castelo Surrealista.
Correspondências assume-se como precioso testemunho desta amizade, mas também documento de estudo desta parte mais íntima da obra dos três artistas.
Edição brochada (112 pp.)
Classificação: Poesia
Preço: 13 €
«MENSAGEM
Levo-te pela mão, meu filho triste,
e assim havemos de abrir um sulco perfeito,
no coração desta terra.
No teu coração,
há uma ferida sem fim,
eu sei,
e sei que encontrarás nos desertos do mundo,
nas cidades do mundo,
os sinais da tua mágoa.
Agora, onde estou, é sempre tarde.
Vejo-te a entrar na grande noite dos teus mares,
e acendo,
com a minha saudade,
uma luz intensa sobre os recifes.
Não penses que neste alto alpendre não velo o
teu sono,
enquanto espero por ti.»
sexta-feira, 20 de junho de 2008
Diário (1941-1943), de Etty Hillesum
Etty Hillesum, Diário 1941-1943, Assírio & Alvim
6 estrelas

«Passaram mais de quatro décadas até que os Diários de Etty Hillesum, holandesa, judia e intelectual morta em Auschwitz, em 1943, fossem publicados na Holanda, iniciando-se a sua tradução para várias línguas nos anos seguintes. A Assírio & Alvim publica-os agora em português, na colecção Teofanias, tornando acessível um texto que merece inúmeras releituras, não só pela saúde daquilo a que chamamos memória, como pelo abismo de questões e reflexões que cada página convoca.
A capacidade premonitória com que faz uma análise, sempre nítida, do momento histórico que vive tem tanto de assombroso como de angustiante. Etty prepara-se para o campo de concentração como quem sabe, sem espaço para dúvida, que esse passo será inevitável, e ainda assim não o faz de modo resignado ou desistente, ainda que todo o edifício teórico e espiritual que sustenta tal estado de alma seja, em muitos passos da leitura, de difícil assimilação: "'Quando uma pessoa leva uma vida interior, talvez nem haja assim tanta diferença entre estar fora ou dentro dos muros de um campo.' Será que irei conseguir justificar a mim mesma estas palavras mais tarde? Será que as conseguirei pôr em prática?" (p.175). E quando, perto do fim do Diário, esse momento se prefigura para breve, a leitura dos registos dos últimos dois anos torna-se mais clara, como se toda a aprendizagem de si que Etty fez ao longo desse tempo tivesse sido também uma espécie de lucidez crescente, um conjunto de passos cada vez mais seguros para a vivência que se seguiria, e que os leitores já não poderão acompanhar. Apesar disso, a lucidez com que Etty afirma a necessidade de uma memória futura do momento histórico que vive é constante, ainda que a sua opção tenha sido a de construir essa memória menos pela descrição dos factos ("«Não quero ser a cronista dos horrores. Há-de haver outros em número suficiente.", p.326) do que pela análise, levada às últimas consequências da indagação e do auto-enfrentamento, da humanidade e da sua condição.»
Sara Figueiredo Costa (texto publicado na revista Time Out)
«Se Não Puder Dançar, Esta Não é a Minha Revolução» — Apresentação
A Assírio & Alvim tem o prazer de o/a convidar para o lançamento do livro de Clara Queiroz, Se Não Puder Dançar, Esta Não é a Minha Revolução — Aspectos da Vida de Emma Goldman. Dia 23 de Junho (segunda-feira), pelas 19 horas, na Livraria Assírio & Alvim(Rua Passos Manuel, 67 B — Lisboa).
Apresentação de Irene Pimentel.
quarta-feira, 18 de junho de 2008
Acervo de Alberto de Lacerda na Fund. Mário Soares
«O Presidente da Fundação Mário Soares convida V. Exa. a estar presente na assinatura do Protocolo em que Luís Amorim de Sousa faz depósito na Fundação Mário Soares do acervo documental e artístico do
Poeta Alberto de Lacerda.

