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quinta-feira, 4 de agosto de 2011
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
terça-feira, 2 de agosto de 2011
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
sexta-feira, 29 de julho de 2011
O dia que passa não passa
O dia
que passa
não passa
O momento
é um monumento
Adília Lopes, Dobra
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Poesia
quarta-feira, 27 de julho de 2011
Sérgio Godinho em Sines
![]() |
| Fotografia de Joaquim Gonçalves (A das Artes) |
Sérgio Godinho vai estar hoje, às 17 horas, no Centro de Artes de Sines, para apresentar O Sangue por Um Fio - poemas. Uma iniciativa da livraria A das Artes, integrada no Festival Músicas do Mundo. Até logo!
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Lançamentos,
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sábado, 9 de julho de 2011
segunda-feira, 6 de junho de 2011
Real, real, porque me abandonaste?
Fotografia de Lucília Monteiro (2005)
A ferida
Real, real, porque me abandonaste?
E, no entanto, às vezes bem preciso
de entregar nas tuas mãos o meu espírito
e que, por um momento, baste
que seja feita a tua vontade
para tudo de novo ter sentido,
não digo a vida, mas ao menos o vivido,
nomes e coisas, livre arbítrio, causalidade.
Oh, juntar os pedaços de todos os livros
e desimaginar o mundo, descriá-lo,
amarrado ao mastro mais altivo
do passado. Mas onde encontrar um passado?
Manuel António Pina, Poesia, Saudade da Prosa - uma antologia pessoal
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Manuel António Pina,
Poesia
domingo, 5 de junho de 2011
O rio passa, passa
O rio passa, passa
e nunca cessa.
O vento passa, passa
e nunca cessa.
A vida passa:
nunca regressa.
América, Aztecas,
Versão de Herberto Helder, in Rosa do Mundo - 2001 poemas para o futuro
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Herberto Helder,
Poesia
domingo, 20 de março de 2011
«Saudação à Primavera e à maravilha da Árvore!»
Tarde de hoje, domingo, a partir das 16,30h, naCulsete, em Setúbal,
com Helder Moura Pereira e o seu último livro
SE AS COISAS NÃO FOSSEM O QUE SÃO
Colaboração de Fernando Guerreiro.
(foto Culsete: Helder Moura Pereira numa outra sessão na livraria, em 2004)
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Dia Mundial da Poesia,
Poesia
sexta-feira, 18 de março de 2011
sábado, 12 de março de 2011
terça-feira, 8 de março de 2011
Mulher
Começa o tempo onde a mulher começa
Herberto Helder, Ofício Cantante.
Herberto Helder, Ofício Cantante.
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Citações,
Herberto Helder,
Poesia
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
«Melhor Livro de Poesia de 2010»
Nomeados para «Melhor Livro de Poesia de 2010»
II Gala do Prémio Autor 2011 - Parceria SPA/RTP, hoje às 21h, em directo na RTP.
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Vai e Vem
Vai e Vem, de João César Monteiro, encerra o ciclo Poemas com Cinema, hoje às 22h, no Teatro do Campo Alegre, no Porto.VAI E VEM
I
É de todos sabido que
o 100 tanto desce como sobe
- e fiquemo-nos
pelo estreito declive que vai
da praça das Flores ao Príncipe Real.
Vi hoje um filme sobre isso
- português, embora não muito suave,
e avesso, como pôde, aos brandos
costumes da morte. Detive-me, pouco
depois, sob a frondosa árvore da noite.
À espera, claro, de não ver ninguém.
(…)
Manuel de Freitas, in Poemas com Cinema (org. Joana Matos Frias, Luís Miguel Queirós, Rosa Maria Martelo), Assírio & Alvim.
Manuel de Freitas, in Poemas com Cinema (org. Joana Matos Frias, Luís Miguel Queirós, Rosa Maria Martelo), Assírio & Alvim.
sábado, 5 de fevereiro de 2011
Do Egipto

O teu amor infiltra-se no meu corpo / Tal como o vinho se infiltra na água quando / O vinho e a água se misturam.
Tradução: Helder Moura Pereira
Colecção: Gato Maltês 35 / 2.ª edição, revista: Janeiro de 2011
Formato e acabamento: 11,5 x 18,5 cm, edição brochada com badanas / 80 páginas
ISBN: 978-972-37-0454-9 / PVP: 7,00
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Gato Maltês,
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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
«A única luz é a do arcabuz»
VAI E VEM, opus derradeiro do cineasta João César Monteiro [Figueira da Foz, 2 de Fevereiro de 1939 - Lisboa, 3 de Fevereiro de 2003], encerra o ciclo POEMAS COM CINEMA, na próxima terça-feira, 8 de Fevereiro, no Teatro do Campo Alegre, no Porto.
«O tal saber de experiências feitas (por vezes tão falaz) não se inquietou com o filme seguinte. Atemorizou-se à ideia de que “Vai e Vem” não acabasse, que o movimento da vida cessasse antes do movimento da câmara. Por muito pouco necrófilo que se seja, é quase impossível deixar de associar filmes filmados nessas circunstâncias a filmes- testamento.
Quando, num plano especular, que parece póstuma homenagem a tantos e tão belos planos especulares da obra de César, se vai Urraca — a das barbas — que, sem elas ficou igual, “sem tirar nem pôr”, a Adriana, essa dimensão, sempre latente, invade tudo (banda- imagem e banda- som) na nona das dez viagens do eterno vai e vem do autocarro da carreira 100. É quando o coro dos ucranianos canta a canção “Enganaste-me, traíste-me”. E o protagonista ou a protagonista da canção (nesse coro, o sexo é indefinido) também foi enganado e traído dez vezes, entre a segunda-feira de uma semana e a quarta da semana seguinte.
É a seguir a essa viagem que lemos no autocarro, onde, logo no princípio, víramos, em vez dos habituais anúncios, “A única luz é a do arcabuz”, a frase “Some came rambling”. No filme de Minnelli de 1959, alguns (sobretudo verdade para Shirley MacLaine) passaram a correr. Neste, João Vuvu passou a “vaguear” ou a “vadiar”. João de Deus, Max Monteiro, João Vuvu, ou seja quem for o personagem que João César Monteiro habitou entre as “Recordações da Casa Amarela” (1989) e “Vai e Vem” (2003) foi, acima de tudo, o Vagabundo. Talvez, depois de Chaplin, ninguém merecesse tanto esse nome como ele.»
João Bénard da Costa, Crónicas: Imagens Proféticas e Outras, 1º vol., Assírio & Alvim.
ANTIGA CASA FAZ FRIO
(…)
A si, João César, daria todos os meus cigarros.
Mas agora, suponho, era coisa de pouca serventia.
O marinheiro da entrada manda-lhe saudades.
E olhe que a cozinha está melhor e o tinto
de Trancoso não provoca nem repulsa nem azia.
Manuel de Freitas, in Poemas com Cinema (org. Joana Matos Frias, Luís Miguel Queirós, Rosa Maria Martelo), Assírio & Alvim.
«O tal saber de experiências feitas (por vezes tão falaz) não se inquietou com o filme seguinte. Atemorizou-se à ideia de que “Vai e Vem” não acabasse, que o movimento da vida cessasse antes do movimento da câmara. Por muito pouco necrófilo que se seja, é quase impossível deixar de associar filmes filmados nessas circunstâncias a filmes- testamento.
Quando, num plano especular, que parece póstuma homenagem a tantos e tão belos planos especulares da obra de César, se vai Urraca — a das barbas — que, sem elas ficou igual, “sem tirar nem pôr”, a Adriana, essa dimensão, sempre latente, invade tudo (banda- imagem e banda- som) na nona das dez viagens do eterno vai e vem do autocarro da carreira 100. É quando o coro dos ucranianos canta a canção “Enganaste-me, traíste-me”. E o protagonista ou a protagonista da canção (nesse coro, o sexo é indefinido) também foi enganado e traído dez vezes, entre a segunda-feira de uma semana e a quarta da semana seguinte.
É a seguir a essa viagem que lemos no autocarro, onde, logo no princípio, víramos, em vez dos habituais anúncios, “A única luz é a do arcabuz”, a frase “Some came rambling”. No filme de Minnelli de 1959, alguns (sobretudo verdade para Shirley MacLaine) passaram a correr. Neste, João Vuvu passou a “vaguear” ou a “vadiar”. João de Deus, Max Monteiro, João Vuvu, ou seja quem for o personagem que João César Monteiro habitou entre as “Recordações da Casa Amarela” (1989) e “Vai e Vem” (2003) foi, acima de tudo, o Vagabundo. Talvez, depois de Chaplin, ninguém merecesse tanto esse nome como ele.»
João Bénard da Costa, Crónicas: Imagens Proféticas e Outras, 1º vol., Assírio & Alvim.
ANTIGA CASA FAZ FRIO
(…)
A si, João César, daria todos os meus cigarros.
Mas agora, suponho, era coisa de pouca serventia.
O marinheiro da entrada manda-lhe saudades.
E olhe que a cozinha está melhor e o tinto
de Trancoso não provoca nem repulsa nem azia.
Manuel de Freitas, in Poemas com Cinema (org. Joana Matos Frias, Luís Miguel Queirós, Rosa Maria Martelo), Assírio & Alvim.
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segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
Ciclo Poemas com Cinema - momento 3
O terceiro momento do Ciclo Poemas com Cinema, a propósito da antologia com o mesmo título, terá lugar na terça-feira, 1 de Fevereiro, às 22h, no Teatro do Campo Alegre, Porto, numa organização da Medeia Filmes, com a Assírio & Alvim e o Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa, da FLUP, e o apoio da Cinemateca Portuguesa-Museu do Cinema.Será exibido um dos maiores filmes da história do cinema, um filme sobre filmes, a obra-prima de Billy Wilder, Sunset Boulevard/Crepúsculo dos Deuses, com Gloria Swanson, William Holden, Erich Von Stroheim, Nancy Olson, Cecil B. DeMille, Buster Keaton, Hedda Hopper…
(…)
mas às vezes gloria swanson ainda desce as escadas, coleando prateada
contra o salitre das paredes, segundo todas as regras de escola,
e a acção volta a começar sob os projectores acesos numa cruel proposta
para o fim
da carne que deixou de ser luminosa e quente e versátil,
(…)
Vasco Graça Moura, in Poemas com Cinema (org. Joana Matos Frias, Luís Miguel Queirós, Rosa Maria Martelo), Assírio & Alvim
(…) depois viria a massa
das horas no escuro, olhando formas
luminosas que sombras envolviam,
o sentido que a noite dava ao dia
ao rodear o rosto de Swanson,
(…)
Gastão Cruz, ib.
«[…] Sunset Boulevard começa com a câmara rente ao chão, a fazer-nos ler “Sunset Boulevard” e termina no contra-plongée de Norma e na sua avançada para a câmara até ao assombroso plano final (com todo o resto – the people, nós – no escuro). É um filme que vem de além-túmulo, contado por uma voz de além-túmulo. Nesse reino de tais mortos todos somos convidados pelo máximo de exibicionismo ao máximo de voyeurismo. E Billy Wilder – num dos filmes mais cruéis duma obra que decorre sob o signo da crueldade – sabe que do lado de lá e do lado de cá do mundo dos filmes, do mundo da vida e do mundo da morte (realizadores, actores, espectadores) ninguém resiste a esse convite.»
João Bénard da Costa, Billy Wilder, As Folhas da Cinemateca, ed. Cinemateca Portuguesa-Museu do Cinema
sábado, 29 de janeiro de 2011
Leituras de Poesia (II)
«A poesia é, finita e interminável, um diálogo precário e resistente. Ora cada um de nós é um diálogo. Por isso a poesia nos convém — ela é, esquivo e incerto, um diálogo que resiste por um dia mais, uma promessa sem garantias, pela qual nos transformamos naquilo que somos. […]»Manuel Gusmão
ÍNDICE - Incerta chama (2006) 7 / A. Da poesia como razão apaixonada (1990) 29; Da poesia como razão apaixonada 2 (1991) 46; Da poesia como razão apaixonada 3 (1992) 60; Coisas que fazemos com a literatura (1998) 80; [Como e porquê falar de poesia?] (2002) 103; Desde que somos um diálogo (2004) 122; Da condição paradoxal da poesia (2009) 136 / B. Rimbaud: alteridade, singularização e construção antropológica (2000) 155 / 1. Cesário Verde: o «cartógrafo» e a temporalização dos mapas (2009) 193; O Fausto de Pessoa: um teatro em ruínas (2003) 235 / 2. Da evidência poética: justeza e justiça na poesia de Sophia (2004) 267; Uma apresentação de Livro VI (2005) 286 / 3. «Leitura», de Carlos de Oliveira (2002) 307; A arte da poesia em Carlos de Oliveira (2001, 2009) 315; Carlos de Oliveira e Herberto Helder: ao encontro do encontro (2000) 339; Leiam Herberto Helder Ou o Poema Contínuo (2001) 362; Herberto Helder, «a estrela plenária» (2002) 388; Entre nós e as palavras (Mário Cesariny) (2009) 388; / 4. Algumas variações em resposta à poesia de Ruy Belo (2000) 409; Pequena fala sobre a poesia de Ruy Belo (2003) 444; Aprender a poesia com Ruy Belo (2003) 449; A invenção do corpo amoroso em Luiza Neto Jorge: o som e a fúria do sentido (2001) 470; A arte da poesia em Gastão Cruz (2006) 495; Assis Pacheco: Respiração Assistida - algumas notas para lhe assistir (2003) 508 / C. O tempo da poesia: uma constelação precária (2003) 523.
Colecção: Peninsulares 98 / Data de Edição: Dezembro de 2010 / Distribuição: Janeiro de 2011 / Formato e acabamento: 14,5 x 20,5 cm, edição brochada / 560 páginas
ISBN: 978-972-37-1497-5
PVP: 28,00
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sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
Leituras de Poesia (I)
«Em poesia, o equilíbrio acontece sempre em tensão com o desequilíbrio, devendo mesmo incorporá-lo, num jogo partilhado. E talvez a preocupação com o equilíbrio advenha de uma das particularidades da poesia, como arte: o facto de ela utilizar como matéria de criação, não uma linguagem específica, mas a linguagem comum, a mesma que utilizamos no dia-a-dia. Há toda uma tradição de reflexão poética que considera essa linguagem de partida profundamente arbitrária, insuficiente e, nessa medida, desequilibrada, atribuindo à poesia o papel de recuperar um equilíbrio primordial, tido como perdido. Esse desejo de equilíbrio pode ser observado tanto no plano da relação entre som e sentido quanto no da relação entre a palavra e o mundo.»Rosa Maria Martelo
ÍNDICE - Poesia e des-equilíbrios 9 / Sophia de Mello Breyner Andersen - O fio de sílabas 21; Diante dos nomes, as coisas 35 / João Cabral de Melo Neto - O poema como amostra-de-mundo 49 / Carlos de Oliveira - Em homenagem a Drumond 73 / Herberto Helder - Assassinato e assinatura 83 / Luiza Neto Jorge - Um jogo de relâmpagos 115 / Fiama Hasse Pais Brandão - Nomear os nomes 127 / António Osório - A fraterna luz da poesia 133 / Nuno Júdice - As pontes abstractas do poema 143 / Cartucho - Cartucho e as linhas de renovação da poesia portuguesa na segunda metade do século XX 155 / António Franco Alexandre - Poesia, experiência urbana e desfocagem 181 / Adília Lopes - Contra a crueldade, a ironia 223; As armas desarmantes de Adília Lopes 235 / Ana Luísa Amaral - Esplendores de nada, ou a nostalgia do sublime 255; O salto do tigre 264; Dualidade e relação em Entre Dois Rios e Outras Noites 273 / Daniel Faria - A magnólia «maior / E mais bonita do que a palavra» 287 / Manuel de Freitas - Alegoria e autenticidade 303 / Cenas de Escrita (alguns exemplos) 321 / Nota 345 / Índice onomástico 347.
Colecção: Peninsulares 99; Data de edição: Dezembro de 2010 / Distribuição: Janeiro de 2011; Formato e acabamento: 16 x 22 cm, edição brochada / 352 páginas.
ISBN: 978-972-37-1555-2
PVP: 22,00
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